A curiosa história da Estátua do Inverno do Passeio Publico

O passado pode revelar muitas histórias, que provocam as mais variadas sensações. Em alguns casos, as surpresas podem chamar muito a atenção. Imaginem um monumento de 500 quilos que desapareceu. Isso aconteceu com a Estátua do Inverno do Passeio Público.

Em 1860, quatro estátuas, representando as estações do ano, foram trazidas de Paris para ficar no Passeio Público, no Rio de Janeiro.

as quatro estátuas juntas

As obras, muito aclamadas na época, foram desenhadas por Mathurin Moreau e fundidas no mesmo ano de 1860, no Val D´Osne – famoso espaço de fundição de monumentos, que ficava na França.

A presença das estátuas deram mais charme ao Passeio Público, quando andar por aquela região da cidade do Rio de Janeiro ainda era um momento de glamour.

Contudo, veio a surpresa: a estátua que representa o inverno sumiu. Durante muitas décadas, ninguém soube o paradeiro do Inverno. Não existia sequer uma imagem do monumento que pudesse ajudar em sua identificação.

“O monumento, que não se sabe ao certo como sumiu, ficou desaparecido por décadas, passando por alguns locais, ao que tudo indica”, pontua o historiador Maurício Santos.


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O advogado e historiador Laherte Guerra, membro do Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, foi o responsável pela junção das quatro estátuas outra vez.

Em uma viagem à Assunção, no Paraguai, Laherte e o advogado Francisco Ramalho encontraram, na Praça da Constituição, um conjunto de estátuas alegóricas das estações do ano idêntico ao que havia no o Passeio Público carioca. Ele, então, fotografou a estátua do Inverno “paraguaia”.

Com a foto, Laherte Guerra pôde mostrar à Fundação Parques e Jardins uma imagem da estátua desaparecida e, assim, auxiliar na busca pelo monumento.

Inverno

No entanto, uma história cheia de surpresas como esta não poderia terminar de forma óbvia. Em março de 2000, Laherte passeava pelo bairro de Santa Teresa e, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, seu olhar se deparou com a desaparecida estátua do inverno. Apesar de danificada pelo tempo, o advogado e conhecedor do assunto não teve dúvidas de que ali estava o que tanto procurou.

Em setembro de 2000, a estátua, que pesa 500 quilos, foi levada de volta para o Passeio, completando o grupo das Quatro Estações. Segundo Francisco Ramalho, que ajudou Laherte na busca, o Inverno está representado pela figura da deusa romana Vesta, protetora dos lares e templos e associada ao fogo sagrado”, informa Leonardo Ladeira, na Coluna do Patrimônio Histórico, do site Rio e Cultura.

em detalhe

Hoje em dia, as quatro estátuas estão no Passeio Público, não importa a estação do ano.

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Felipe Lucena484 Posts

Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.

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