A história do surgimento dos primeiros bairros da Zona Norte do Rio de Janeiro | Diário do Rio

A história do surgimento dos primeiros bairros da Zona Norte do Rio de Janeiro

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Engenhão Nas minhas navegadas ao sabor do vento na Internet, encontrei um post no blog Saiba História que conta rapidamente a história do surgimento  dos bairros dos Engenhos (Engenho de Dentro, Engenho Novo e Engenho da Rainha).

Engenho de Dentro, Engenho Novo e Engenho da Rainha. Não é à toa que esses bairros vizinhos têm nomes parecidos. Ainda no tempo de Estácio de Sá, no século XVI, após a fundação da cidade e com a distribuição de terras, surgiram inúmeros engenhos, boa parte de cana-de açúcar e de café. Daí, com o passar dos anos, as fazendas foram sendo divididas, e os primeiros bairros da Zona Norte, criados.

O bairro do Engenho da Rainha, por exemplo, fez parte das terras pertencentes à rainha Dona Carlota Joaquina, casada com D. João VI, mãe de Dom Pedro II.

A origem do engenho de Dentro, que recebeu um estádio com capacidade para 45 mil pessoas, está intimamente ligada ao transporte ferroviário. A estação que recebe o nome do bairro é uma das mais antigas do Rio, inaugurada em 1858, junto com as da Central do Brasil, de Cascadura, Queimados e Japeri. No terreno de 360 mil metros quadrados onde foi construído o Engenhão, funcionou uma das maiores oficinas de manutenção de locomotivas da América do Sul.

Bem, é curtinho, mas é bem interessante.

Quintino Gomes
Defensor do Carioca Way of Life, morou em Jacarepaguá a vida toda, trabalhou na Zona Oeste, na Zona Norte, Centro e Zona Sul. O pai é português e a mãe carioca da Gema, do Bairro de Fátima
Quintino Gomes

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27 Comentários

  1. O atual Engenho de Dentro é onde começou toda essa região.

    Existiam na época as freguesias de São Cristóvão, Engenho Novo e Engenho Velho. Antes as terras pertenciam quase todas aos jesuítas e quando estes foram expulsos do Brasil ainda colônia, as terras foram virando fazendas e a principal era onde tinha muitos escravos forros, que ocuparam o morro que hoje se chama “Serra dos Pretos Forros” no Engenho de Dentro. A ocupação efetiva de toda região só foi acontecer mesmo no Império quando Camarista Meyer conseguiu essas terras e deu origem ao bairro que teve seu nome aportuguesado para Méier. O engraçado é que a área que leva o nome de Camarista Méier faz parte do Engenho de Dentro.

    A estação do Engenho de Dentro impulsionou inicialmente o bairro e as “Oficinas” de trens marcaram época porque a fundição não foi somente a maior da América do Sul e sim conseguindo o título de maior do Mundo em 1926. O Museu dos Trens estão lá a contemplar parte desta história e do outro lado os grandes galpões, hoje tombados e esperando a boa vontade do Governo Federal em restaura-los e um fim social útil para os moradores do Rio e principalmente do bairro.

    * curiosidade. O primeiro concurso de Escola de Samba aconteceu no Engenho De Dentro. Avenida Adolfo Bergamini – perto de onde hoje existe a Escola de Samba Arranco, mas não era um desfile e muito menos nos moldes dos que acontecem no Sambódromo do Rio. Marcou época também os blocos da região – O “Bloco da Alvorada” que abria o carnaval na alvorada com festa no Sábado e o mais famoso de todos, o “Bloco da Chave de Ouro” que encerrava o carnaval na quarta-feira de cinzas.
    :)

    • achei a hitoria exelente. Gostaria de saber como encontrar mais hitorias,bibliografias,etc…sobre a hitoria do engenho de dentro.
      pretendo fazer um documentário sobre o bairro.

  2. Cláudio, que aula :D

    Uma pergunta, deixando totalmente de lado brigas políticas.

    Só quero saber a título de conhecimento mesmo.

    Essa parte de restaurar museu cabe somente ao Governo Federal? Não pode ser realizada pelo Estado ou pela Cidade?

    Abração!

  3. Eduardo,
    A responsabilidade da restauração dos museus depende do nível de governo. Se o Museu for Estadual a responsabilidade da manutenção é do Estado e nesta analogia segue a responsabilidade do poder municipal e federal.
    Mas nada impede um convênio entre os diferentes níveis de governo e até ajuda financeira da iniciativa privada.

    O Museu Nacional, que fica na Quinta da Boa Vista estava em péssimo estado, mas agora estão fazendo obras de emergência e nem como estão. Outro Museu que precisa urgente de atenção é o Museu do Segundo Reinado e era a antiga casa da Marquesa de Santos. A construção é muito bonita e histórica, mas é estadual e o Estado sempre fica devendo em matéria de manutenção. Basta ver o estado da UERJ, que pegou fogo recentemente e onde caiu uma passarela no ano passado.

  4. Gostaria de parabenizar aos autores deste blog a iniciativa, trazendo um canal para discussões sadias sobre os bairros e seus arredores. Como ex-estudante de jornalismo (até o sexto período) tenho ciência da importância da Internet como fonte de informações no mundo atual. Gostaria de apresentar também o portal que desenvolví, juntamente com outros colaboradores, com o objetivo de unir os diferentes bairros de nossa cidade. Se puderem visitar, ou ainda escrever para o seu respectivo bairro, por favor não deixe de me contactar por e-mail.

    O site é: http://www.megabairro.com.br

  5. Outra curiosidade também muito interssante é que muitas ruas do bairro são homenagens a médicos do Hospital Nise da Silveira (antigo Pedro II), tais como: Dr. Bulhões, Dr. Niemeyer, Mário Calderaro…
    Temos também a rua Monsenhor Jerônimo em homenagem ao fundador da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José (em frente a estação de trem); rua Adolfo Bergamine, falecido prefeito do Rio de Janeiro… tem muitas outras curiosidades… Quando eu tiver um pouco detempo venho aqui postar se o dono d sit permitir. =D

  6. Glaucio Bordoni on

    Sempre ouvi dizer que Realengo também seria um engenho, e que o nome viria da abreviatura de “Real Engenho” para “Real Engº”.

  7. Alguém sabe informar qual a origen do Campo dos Afonsos no estado do Rio? Estou tentando descobrir quem foi o Afonso que deu origem ao nome desse lugar.

    Alguem possui alguma informação sobre a origem desse lugar ?

  8. Gostaria muito de receber informações sobre a criação do bairro da Água Santa, nasci neste bairro e agora estou estudando as suas origens para um trabalho de mestrado. Quase nada se acha a respeito do bairro. Perguntas ficam no ar:De quem era a fazenda do final da Travessa Soares Pereira? Qual a data do aniversário do bairro?Quando foi inaugurada a Igreja de Santo Antôniuo?Cadê a tradicional queima de fogos comemorada pelo bairro na passagem do dia dos namorados para o dia de Santo Antônio? Cadê os blocos carnavalescos(Bacanas da Piedade, Bafo do Leaõ e Petecas)? Quem nasceu primeiro: o Presídio ou a Escola? Quem desfilava nas ruas do bairro com aqueles bonecos enormes? quem se lembra dos dias de Cosme e Damião, tão tradicional do bairro? Como foi criado o Várzea? muito se fala em preservação ambiental,como no entorno do clube um loteamento desenfreado avança para a Serra dos Pretos forros sem nenhuma notícia no jornal? E por sinal quando a Serra recebeu este nome? e a Água Mineral, sua fonte foi descoberta por um escravo alforriado e como ela não está com os seus descendentes?Na água mineral uma parte da história ficou perdida, a casa dos donos nos fazia lembrar as grandes fazendas e no seu quintal uma construção vinda da França está até os dias de hoje escondida pelas paredes do muro da residência e da linha amarela. Quanta história e cultura esquecida no tempo. Me ajude a reencontrá-la.Obrigada.

  9. Denise Maria,
    Moro no meio de Água Santa com o Engenho de Dentro, e conheço algumas dessas curiosidades que vc postou aqui perguntando… E conheço uma pessoa q vai ajudá-la muitooooooo nessas pesquisas para seu mestrado: Pe. Antônio Montenegro de Aguiar, o fundador da Paróquia de Santo Antônio. Esse padre tb tentou evitar q o presídio ficasse naquela localidade… Enfim, a história é grande… Procure-o, tenho certeza que ele vai ajudá-la bastante. Atualmente ele é pároco emérito na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José, em frente a estação de Engenho de Dentro.
    Diga q a afilhada dele Danielle o indicou para a pesquisa, tenho certeza que ele adorará fornecer informações.
    Qualquer dúvida entre em contato comigo pelo e-mail: elleinadrj@yahoo.com.br

  10. Gostaria de saber informaçôes sobre a origem do Bairro Vila da Penha e se sabem a data que se comemora o aniversário do bairro.
    Muito obrigada!!!!!!!

  11. Wyldson Freitas on

    Gostaria de saber se alguem tem conhecimento da data fundação ou qualquer fato da origem do bairro de Cavalcanti.

  12. Cariocanoexilio on

    Eu sou Carioca da gema mas resido no exterior. Recentemente comecei a pesquizar em mapas do Rio, enderecos do meu passado, e descobri, que a maioria da Zona Norte atualmente e classificada como Favela. O que aconteceu ao meu querido Rio? Alguem pode me informar o que constitue hoje em dia esta classificacao de favela?

    Tambem, estou muito interecada em pesquizar a formacao do Grajau, sendo que meu avo era dono de grande parte da area.

    Agradeco qualquer informacao que possam contribuir.

    ;O)~

  13. Gostaria de saber a data do aniversario do bairro cavalcante, que trabalho na sub prefeitura da zona norte, e o sub prefeito e nascido e criado no bairro, e ainda nosso governador, nossa ideia e comemorar com uma festa a data do aniversario deste bairro, se alguem puder me ajudar ficarei muito grato, qualquer informação serve.

  14. Nilson Ribeiro da Silva on

    Denise Maria. Tenho 47 anos, nasci na localidade chamada Cariri de onde só sai depois de completados 14 anos, porém, nunca me ausentei do local. Morei por 06 meses na Borja Reis com Dr Bulhões, daí meus primeiros 06 anos em Água Santa, rua Fontoura Chaves (minha mãe foi a primeira servente-moradora da escola Brigadeiro José Vicente de Faria Lima, que passou a funcionar com o antigo ginasial em 1974 e totalmente em 1975 com alunos básicamente oriundos da Rio Grande o Sul, que entrara em obras, poucos anos depois inauguram o Presidio Ary Fraco. Entre 1981 e 1982 morei na localidade chamada Gambá no Lins de Vasconcelos de onde sai para morar por 02 anos em Padre Miguel. Retornei a Água Santa em 1984 (Rua Violeta 378/201) Ali permaneci até o final de 1988. Me mudei para a Torres de Oliveira em 31 Dez 1988, acredite, e ali me estabeleço até os dias de hoje. Fico feliz quando vejo o interesse de alguém buscando nossas as origens de nossos bairros. Tenho conhecimento de muitas histórias e tenho dúvidas quanto a muito de suas perguntas também. Minha contribuição é você leia o livro “Histórias das Ruas do Rio ” de Gerson Brasil. Ali temos uma aula sobre a formação de nossos bairros e os porques de nossas ruas. Sobre o nome de ruas acrescento aos seus conhecimentos que essa prática (dar nomes de pessoas as ruas) pertiu do Camarista do Paço, Augusto Duque Estrada Meyer a quem se atribui grande responsabilidades para o desenvolvimento dos bairros da Zona Norte. Em seus dominos começou a dar nomes de amigos e parentes as ruas. Hoje seus familiares são lembrados: Rua Joaquim Meyer, Carolina Meyer, Frederico Meyer. Há mais parentes dele nessas homenagens que conto com algumas curiosidades: Eulina Ribeiro, sua filha, era casada com Venâncio Ribeiro, herdeiro de grande parte das suas terras. Também a rua Catulo da Paixão Cearense era, anteriormente, o nome de sua esposa ou filha, assim como a Maria Paula. Água Santa tem esse nome devido aos mais antigos que, quase sempre vinham em romaria ao local, beber da água que acreditavam ser milagrosa, devido ao seu poder de cura para aqueles que sofria do pulmão fraco, talvez tuberculose. Quanto ao Varzea, este era uma grande fazenda consatruída pelo primeiro leiloeiro do Imperio Assis Carneiro. Acredita-se que a capela que ali ainde existe foi mandada construir pelo Assis Carneiro para evitar que sua amada saisse as ruas, mesmo em dia de domingo, pois este seria muito ciumento. Há muitas outras histórias que prentedo postar aqui e com a permissão do dono do site.

  15. Nilson Ribeiro da Silva on

    Meu telefone para contatos: 83765109 – 8379-4106. Não sou historiador apenas curioso com as coisas de nosso bairro.

  16. Para mim foi um grande prazer quando descobri este blog, achei os comentarios muito interessantes e inteligentes, Estou trabalhando em meu site http://www.azonanorte.com, e tenho grande interesse em descobrir conteúdo sobre a zona norte, os primeiros bairros, seu desenvolvimento, seu desmenbramento até a época atual, curiosidades da zona norte e etc..
    Se alguem poder me ajudar onde encontro um material com um conteudo profundo ficarei imenssamente agradecido. Se alguem também tiver algo que me ajude a concluir minha pesquisa, tambem agradeço. Muito obrigado a todos, desde já Vitor Otto.

  17. Márcio Merçon on

    A área era ocupada pelo Engenho dos Afonsos, um vasto campo, onde se produzia açúcar e se criava gado. O Engenho passou a ser explorado pelo cirurgião Izidoro Rodrigues dos Santos e, mais tarde, pelo Intendente Magalhães, que deu nome ao trecho da Estrada Real de Santa Cruz, depois Rio-São Paulo. A estrada cruzava a área entre os bairros de Campinho e Realengo.

    Antes da 1ª Guerra Mundial, que começou em 1914, o Campo dos Afonsos foi ocupado pela Aeronáutica Civil e Militar e lá foi instalada a primeira escola de aviação do Rio de Janeiro em 1913. A partir de 1941, durante a 2ª Guerra Mundial, com a criação da Força Aérea Brasileira – FAB, a área passou a se chamar, oficialmente, Base Aérea dos Afonsos. Atualmente, abriga a Universidade de Força Aérea – UNIFA e o Museu Aeroespacial – MUSAL.

  18. Márcio Merçon, obrigado pelas informações. Não conhecia essa parte da história do lugar.

    Se vc possuir mais algum dado sobre o período em que o Engenho ainda pertencia aos Afonsos será bem vindo.

  19. hélio pinheiro de oliveira on

    Amo muito o Bairro do Engenho de Dentro: Minha mãe nasceu e se criou lá; e, meus tios, por parte de avó materna, também nasceram ali. Eu acho as residências deste lugar, muito bem arranjadas, coloridas e interessantes, mesmo. Caminho de ferro é muito importante meio de transporte, mais barato do que o meio rodoviário, e ainda prevalece nessa área. O aspecto cultural é relevante, sobretudo no Carnaval e na época das festas juninas e no Natal. Queria ver filmes nacionais sobre o Engenho de Dentro e outros bairros de gente de bem do Rio de Janeiro. Ficam falando de um bairro, que não vale nada como Cidade de Deus, enquanto que na cidade não mais maravilhosa existam ainda bairros maravilhosos… “Fazê o quê”? O brasileiro não sabe votar mesmo, que fará, fazer cinema, sobre algo que seja realmente nobre para o Rio e para o mundo. Por isso, o mundo está cada vez pior… Helinho, de Madureira.

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