Semana retrasada o Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, deu uma declaração no mínimo inesperada:
"O Rio de Janeiro não é violento. O Rio de Janeiro tem núcleos de violência", disse o secretário em audiência pública na Câmara dos Deputados. "Nós temos índices de criminalidade em determinadas áreas do Rio de Janeiro, que são índices europeu
Uma ou duas semanas antes conversei com Daniel Guimarães que sempre comenta no blog sobre isso. A cidade não é o que a imprensa gosta de passar, como se vivessemos uma guerra civil. Entretando, a declaração de Beltrame parte de uma premissa ruim, de que algumas áreas tem índice europeu, e até deve ter.
Se há alguns bolsões de paz, a maior parte da população vive em áreas violentas, dominadas pelo tráfico. Ao meu ver se morre um policial em um ano, morreu demais, se morre um inocente em uma década também já foi demais. O que se dizer quando estes dois tipos de mortes inaceitáveis se tornam apenas uma “baixa comum”? É sinal de que há violência.
Falta ao secretário, que se fosse na Europa já teria sido exonerado, parar de arranjar desculpas para um trabalho que não está sendo feito. Apenas publicidade e uma boa assessoria de imprensa (vide o caso das UPPs) não resolverão a violência no Rio (que repito, não é apenas o tráfico).
Update: recebi por email a dica do blog o Rio Não é Violento, vale a visita. É um tapa na cara do secretário

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Eu entendi o que ele quis dizer. É óbvio que as áreas onde se tem mais favelas são as áreas que terão maior índice de violência e consequentemente a área da zona sul e da barra tem um índice de violência não tão grande se comparado a outros lugares. Não sei qual seria esse tal índice europeu, mas quando a gente helicóptero caindo com tiro de fuzil tende a se desesperar e generalizar a violência. Moro no Catete e nunca fui assaltado aqui, seja de manhã de tarde ou de madrugada e frequento muito a área. Mas o aumento do efetivo é necessário. Ano que vem serão mais de 5 mil pm´s que entrarão para a corporação. Sendo 4 mil que passaram agora e 1 mil que acabarão a academia.
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Eu meio que concordo com o Beltrame (não sei realmente se o trabalho dele é bom ou não) em alguma coisa do que ele falou, entre-linhas.
O Rio de Janeiro tem um exposição de mídia completamente despropocional em relação a outras grandes cidades brasileiras quando o assunto é violência.
O Rio vive duas realidades. Existem sim bairros e zonas com índices de violência baixos (talvez não europeus), sobretudo na Zona Sul, Barra e parte do Centro e precisa se considerar isso.
A mídia vende a imagem de uma cidade inteira sitiada, o que não é verdade.
Tem gente aqui em São Paulo que acha que os cariocas andam agachados na rua por causa de bala perdida.
Há uma má vontade da imprensa com o Rio de Janeiro, sobretudo da imprensa de São Paulo. Trabalho nela, sei do que estou falando.
O Rio de Janeiro é o remédio dos males paulistas. “São Paulo tem violência, mas no Rio é muito pior.” – escuto isso diariamente.
A violência do Rio vem do tráfico de drogas e está sim concentrada em favelas e bolsões nas zonas mais pobres.
Mas, em nenhum lugar do Brasil se tem mais assaltos a mão armada e sequestros do que em São Paulo e o que vemos da violência paulista na TV? Nada. É a Zurique brasileira.
Sei que parece teoria da conspiração.
Mas só quero dizer dizendo uma coisa. Não tenho medo de andar pelas ruas do Rio, assim como não tenho medo de andar nas ruas de São Paulo.
Bom-senso e cuidados básicos valem em todas as cidades grandes do mundo.
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Edison Paixão Reply:
O comentário do Daniel Guimarães, que não conheço. é irretocável. Entendi desta maneira também o que disse o secretário de segurança.
Essa coisa do pessoal de são paulo, tirando a antiga inveja provinciana da cidade brasileira mais badalada lá fora, tem um subproduto que é contaminar nosso ambiente de negócios.
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É violento, sim. Não tanto de bala perdida, isso sim é mais isolado, mas sim de outros atos de violência. Não importa se você está no Leblon ou em Madureira: os riscos de assaltos, de assassinato, de seqüestro, enfim, qualquer ato de violência, são os mesmos. Hoje em dia não há mais diferenciação e nem ilhas. O Rio é um só, e esse bloco é violento. Negar isso ou querer amenizar a questão com argumentos fracos é só uma maneira de desejar proteger o prestígio de uma cidade que não tem mais tanto crédito assim nesse quesito.
É claro que existe todo um exagero da mídia, que passa a idéia de que não podemos andar na rua… isso sim é calúnia. Pode-se andar na rua, sim… o problema é andar na rua e sentir-se tranqüilo. Eu não me sinto, e muito provavelmente a maioria dos cariocas também não se sentem. A probabilidade de ser abordado na rua é alta – seja por mendigos, pivetes ou bandidos.
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Daniel Guimarães acho que vc deveria parar de fazer comparações entre RJ e SP, sou do SUL e no SUL não temos essa prepotência de querer ficar comparando os estados do Paraná com Santa Cataria e Rio Grande do SUL.
O Rj é violento, Sp também é e muitas cidades do sul também são, precisamos de um basta, e isso sim precisa ser feito, e parar com essa inerência de ficar comparando SP com o RJ, não vai resolver os problemas de violência de nenhuma das cidades.
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Paulo Reply:
Violência tem em toda grande cidade, mas há níveis diferentes de violência… No Rio e em algumas capitais do Nordeste a coisa tá extrapolando…
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O ESTADO é INCOMPETENTE para diminuir a VIOLÊNCIA que afeta todo o Brasil, principalmente a Cidade Maravilhosa.
Não se resolve ou diminui a VIOLÊNCIA com ARROGÂNCIA, PREPOTÊNCIA, DESPREZO, POUCO CASO, INDIFERENÇA, contra as MINORIAS/Maiorias principalmente os brasileiros NEGROS de mais de 80 milhões que somos LEITORES, CONSUMIDORES, TELESPECTADORES, ELEITORES, etc., que compomos a Nação brasileira.
Os nossos DIREITOS CIVIS não são respeitados assim como a LIBERDADE DE EXPRESSÃO quando somos… AMORDAÇADOS por todos os tipos e formas de… “imprensa” brasileira que quer e luta por mais e mais liberdade de expressão, quando esta mesma “liberdade” nos é… NEGADA e RENEGADA.
Assim sendo aí está a maior das VIOLÊNCIAS que geram outras… VIOLÊNCIAS.
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Dizer que o RJ não é violento é uma idiotice. Uma cidade com índices de mortalidade superiores a de regiões em guerra não pode ser declarada segura. em qualquer outro lugar, esse senhor estaria procurando emprego faz tempo.
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Pelamor… Onde se viu ficar chateado só pq o Beltrame disse que o Rio não é violento. Eu não acho o Rio violento. O MUNDO todo é violento, o Brasil é violento… O Rio só faz parte das estatísticas e tem maior divulgação pq é a “recepcionista” do país, ou seja, é muito visitado, tem muito investimento de turismo, e sinceramente acho uma falta de respeito com os moradores quando ouço falar asneiras sobre a violência do Rio aqui.
Ando pra lá e pra cá… já sai muito na noite e NUNCA fui assaltada. NUNCA levei uma bala perdida nem conheço pessoas que levaram alguma bala.
Infelizmente, o Rio sofreu muito na mãos de uma polícia corrupta que ia as favelas para subornar os bandidos e recentemente perdeu o controle da situação. Ainda bem que estamos vendo mudanças na área de segurança pública.
E se hoje a “bandidagem” tá mais ousada é pq sabe que está perdendo o espaço.
Muitas vezes acho que falam mal do Rio mais por inveja…
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Paulo Reply:
Não é uma questão de “divulgação” ou “inveja” não… A taxa de homicídios mostra bem isto, e mais:
Quando começamos à ver coisas do tipo; Caveirões, Robocops, Força Nacional e intervenções do Exército, é por que a coisa tá feia mesmo… Aqui em SP pode não haver “guerra do tráfico”, mas os crimes contra o patrimônio são alarmantes. O importante é não fecharmos os olhos à esta realidade.
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Giancarlo Krulikowski Reply:
Essa de robocop foi boa, gostei dessa. kkkkkkkkkkkk.. O problema também que eu vejo no RJ, é a questão da polícia. Gente do céu, o povo aqui morrem de medo da polícia.
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Giancarlo, comparo o Rio a SP, pq moro em São Paulo.
E tem sim muitas coisas em São Paulo que considero que em SP são melhores que no Rio, mas acho que esse não é o blog para enaltecer a cidade onde tem mais gente que odeia o Rio no planeta.
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Giancarlo (2).
Minha esposa catarinense, vou direto ao PR e a SC… E vc vem me dizer que aí no Sul vcs não se comparam… E nem se comparam a SP ou RJ???
Aff…
Bem, isso é coisa para se discutir em algum blog “vamos separar o Sul do resto do Brasil”
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Eu moro em Bangú, e digo o seguinte, tres balas de fuzis atravessaram minha telha e pararam no meu quarto,vieram por cima da minha casa, eu moro a um quilometro da favela mais próxima.Não só é violento o Rio,
suas entranhas são pobres de tudo, carentes e sombrias, suas ´noites
em bares nas avenidas movimentadas escondem o drama da miséria de um povo que só espera viver com dignidade, vejo crianças nas ruas descalças,sujas. É triste, é deprimente ver uma cidade tao bonita, aparentemente, enquanto alguns só pensam em sí mesmos, como nossos governantes. Vivendo no ar condicionado. Vem pra cá! Quem fala isso não conhece o Rio só conhece sua aparencia.
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Bel, eu até tenho me controlado ao criticar o Rio…
Mas não há falta de respeito apenas aos críticos do Rio. Os bandeirantes paulistas desbravaram meio continente, formando este GIGANTE que é o Brasil hoje. E CADÊ O RESPEITO??? Depois, com a chegada dos imigrantes italianos, SP que era um lugar selvagem e menosprezado, saiu do nada para se tornar a locomotiva do Brasil, “IMPRESCINDÍVEL” para o desenvolvimento do país. E CADÊ O RESPEITO???
RESPEITO é uma via de mão dupla!
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Deve ser muito ruim morar em uma cidade cuja unica referência de segurança e, vamos dizer assim, tranquilidade para ir e vir, seja um único bairro “Barra”.
O Rio é uma cidade bem menor em tamonho, população, etc e tal comparado a SP, mas os índices de violencia são comparativos. Então SP com 11 milhões de hab, 6 milhões de veiculos nas ruas e milhares de ‘botecos’, tinha que ser pior que o Rio, ou não ?
EDUCAÇÃO é o caminho.
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E tem mais; moro na periferia e aqui tem muitas, mas muitas ‘bocas de fumo’ e não é esse tiroteio como ai no RJ, então acho que tem violência e muita sim!
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Eu concordo em parte com o secretário. A cidade é violenta, mas não tanto como a mídia retrata. Existem sim núcleos de violência que são as várias favelas espalhadas pela cidade, mais eu creio que longe das favelas a cidade apresenta índices de violência relativamente baixos, isso digo eu que moro no subúrbio.
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Quintino Gomes (Editor) Reply:
Ruan,
mas o indíce é geral. E, convenhamos, um condomínio na Barra realmente deve ter indíces europeus mas a que custo?
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Concordo em dizer que o RJ existem locais especíicos que precisam de uma maior atenção policial, por isso precisa-se urgentemente aumentar o efetivo da policia civil e militar, o trabalho do Dr josé Mariano Beltrame está surtindo efeito mesmo com um efetivo tão minúsculo que hoje se encontra a nossa estrutura policial. mesmo com toda essa minoria de policiais podemos ver um grande avanço em relação a apreenções de armas, drogas e também de traficantes capturados, quase todos os dias o que mais se fala na mídia são essas apreenções feitas em incursões nas favelas.
Quantas pessoas foram beneficiadas com as UPP´s? é de grande valia tal projeto que anda se expandindo pelo RJ. Não mora só traficantes nas favelas, milhares de pessoas que vivem lá são pessoas de bem, hoje com tal projeto moradores de determinadas comunidades voltaram a ter dignidade, seu direito constitucional de ir e vir e permanecer sem muitas preocupações de confronto polícia x bandido, pais levando seus filhos para escolas, creches, sem medo de levar uma bala perdida.
A mídia deturpa muito o RJ, generalizando pontos isolados de violência por todos os bairros.
Esse trabalho não é só da polícia e tão somente da secretaria de segurança, esse trabalho para um RJ melhor menos violento é de todos nós cidadãos de bem que só queremos paz, poder passear com nossos filhos, levá-los para brincar na praça, poder andar de ônibus sem risco de assalto etc.
Acredito no esforço e trabalho do Beltrame, do nosso governador Garotinho, acredito na polícia, acredito em você cidadão de bem, e acima de tudo acredito em um Deus vivo, que com certeza está olhando por nós.
Obrigado a todos pelo espaço.
André Lima
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Desculpem-me governador Sérgio Cabral. rs
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Se há algo que valeu a emenda Ibsen foi chamar a atenção para a dependência que o Rio de Janeiro tem dos royalties do petróleo e para o valor que entra nos cofres do estado com ele. O estado poder quebrar devido a apenas uma de suas fontes de receita é terrível, como já disseram (acho que foi Gabeira), o petróleo é um bem finito, o que faremos quando ele acabar?
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