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O Cláudio Lara no post com o documentário sobre o Rio de Janeiro da década de 30 do último século, fez um comentário em que chamava a gente para visitar dois vídeos do meio do século XX em que se mostra bondes passeando pela cidade.
Então, vocês sabiam que?
- O serviço de bondes na "Cidade Maravilhosa" foi inaugurado em 9 de outubro de 1868, ainda puxado por burros, e andou da rua dos Latoeiros (a Gonçalves Dias de hoje) para o largo do Machado. A Lotação era de 30 passageiros.
- Em 1890 havia 90 carros em circulação e 1.300 burros estavam a serviço da população. Três anos era a média de vida de um burro.
- O Rio de Janeiro teve o primeiro bonde da América do Sul, inaugurado 24 anos depois do primeiro bonde de burro, em 8 de outubro de 1892. O bonde foi importador dos Estados Unidos.
- O trajeto inicial foi da curva do antigo Teatro Lírico [no largo da Carioca], subindo a rampa da rua Senador Dantas, rua do Passeio, cais da Lapa, Russell e Flamengo e, entravam nas oficinas da Companhia na rua Dois de Dezembro.
- Havia um aviso no bonde dizendo: "A corrente elétrica nenhum perigo oferece aos srs. passageiros";
Estas foram algumas das curiosidades que achei neste site.
Veja os dois vídeos indicados por Lara:
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Pelo que vi nas imagens, não tenho certeza, havia uma estação de bondes ali na carioca?
Bem que podiam implantar bondes novamente no centro do Rio, bondes estes comos e tem nas cidades europeias, que se interligariam a pontos especificos do metro, dos trens e barcas, o que possibilitaria a diminuição da quantidade de veículos, como onibus no centro do Rio. O bonde poderia ser circular ali.
Sim André,
era o famoso “Tabuleiro da Baiana”.
André já existe um ensaio de projeto com os bondes atuais passando pela Rua do Lavradio, que foi restaurada e urbanizada no Rio Cidade.
Eu acredito que seria um grande sucesso uma linha de bonde turístico contornando a Praça Mauá, passando pela Cinelândia e se ligando novamente a Estação de bondes na Lélio Gama para subir novamente em direção a Santa Teresa.
Neste caminho estão o Centro Cultural do Banco do Brasil, o Centro Cultural dos Correios, o Centro Cultural da Justiça Federal, A Biblioteca Nacional, O Museu Nacional de Belas Artes, o Futuro Centro Cultural da Justiça Eleitoral, o Teatro Municipal, O Museu Nacional de Belas Artes, dezenas de igrejas históricas e bem pertinho o Paço Imperial, o Palácio Tiradentes e os Arcos da Lapa.
Imagino que tudo isso seria um impulso definitivo para resgatar de vez o Centro do Rio de Janeiro.
Some a tudo isso a revitalização da Praça Mauá com seu novo Porto, o Aquário Municipal o Cirque du Soleil.
Os centro culturais, igrejas e museus já existem, os projetos do Aquário, do Cirque du Soleil e do Porto eu acho que estão andando e resta a boa vontade do Sérgio Cabral em restaurar de vez os bondes de Santa Teresa.
E quem sabe uma Roda Gigante nos moldes de Londres ali perto do prédio da Esso.
A visão seria esta. Bem melhor e infinitamente mais bonita que a de Londres.
http://flickr.com/photos/claudiolara/1577135712/
Claudio, não consegui postar o comentario que tinha feito. O Wordpress deve tá dando pane.
Parabéns pelas suas pesquisas sobre a historia da cidade.
Vamos torcer para que mais e mais projetos se concretizem e revitalizem o centro do Rio.
Claudio!
Primeiramente você está de parabéns pelas belissimas fotos, mas quanto aos bondes, gostaria de salientar que não só no centro e zona sul haviam bondes. Moro na Zona Oeste e em Campo Grande também tinha bonde e o Largo do Rio da Prata, um lugar bucólico, acochegante e acolhedor era o ponto final da linha de Campo Grande. Infelizmente a especulação imobiliária está acabando com o local, mais ainda dá tempo de tirar boas fotos do local e tentar extrair dalí um pouco do que falei.
Na Praça Seca também tinha, passava por Cascadura…
Idlanir,
Claro que tinha bondes pela zona Norte e todo Rio. E eles passavam na porta da casa dos meus pais no final da década de 60. Eu é que não peguei essa época.
Na Zona Oeste e principalmente em Campo Grande existem várias ruas bucólicas e com muitas delas como na música de Caetano “com cadeiras na calçada / e na fachada escrito em cima que é um lar”. Lembro de muitas com a data da construção da moradia.
Complementando os comentários do Cláudio:
O projeto dos bondes modernos (ou VLT) para o Centro é muito legal, consiste num sistema de trajetos circulares que se tangenciam, fazendo integração entre si; na passagem por estações do Metrô e da Supervia, integram com trem urbano e metrô, e, na passagem pela Rua do Lavradio, havia (e talvez ainda haja) a previsão de integrar com os Bondes de Santa Teresa (que realmente estão em processo de restauração modernizada, sem alteração do visual externo), cuja via, neste caso, seria (ou será) estendida da Carioca até a altura da R. do Lavradio.
Voltando aos bondes antigos, o famoso Tabuleiro da Bahiana (comentários do André e do Cláudio) era, de fato, uma estação de bondes, mais precisamente o Terminal dos bondes da Zona Sul, dentre os quais o Ipanema, o Leme, Humaitá, Lgo. dos Leões, etc.
Sobre o alcance geral dos bondes no Rio, comentado pelo Idlanir, realmente, em abrangência contínua as linhas incluíam Centro, Zonas Sul, Norte (Tijuca A. da Boa Vista e Subúrbios da Central e Leopoldina) e Oeste (Jacarepaguá); e, em circuitos separados, a parte mais a oeste da Zona Oeste (Campo Grande, etc.), Ilha do Governador e Santa Teresa (este último felizmente em funcionamento atual e em vias de revitalização plena).
Listas gerais dos trajetos de bondes cariocas em http://br.geocities.com/zostratus20/rio-bonde-1958-trajeto-geral.htm e http://www.luiz.delucca.nom.br/acbneo/tabela_inicial.html.
Achei um site muito ótimo sobre os Bondes Cariocas:
http://www.bondesrio.com/
Quem não viu ainda, vale a pena ver.
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