10 de June 2008

Eleições Cariocas - O que mais falta acontecer

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Semana passada, até quarta-feira, o quadro eleitoral do Rio de Janeiro para 2008 estava praticamente definido. Esperava-se o fechamento de alianças com partidos pequenos, e só. Pronto, tinha acabado…

Mas como já sinalizaram o fim da história século retrasado, e aí foi aquele século XX. Então, em uma cartada, no mínimo esquisita, Sergio Cabral retirou o apoio a candidatura de Molon, trouxe de volta a candidatura de Eduardo Paes, e voi lá, foi montado o circo.

Acontece, que como no dia disse o Diário do Rio, a candidatura de Paes é altamente discutível, já que teria deixado o cargo de secretário do estado fora do prazo legal. E a irregularidade fica até nas declarações de aliados de Eduardo, como o vice-governador Pezão, ao dizer que o candidato seria exonerado de qualquer forma para fazer sua campanha para vereador… Só que, para vereador o prazo para desincompatibiização expirou dois meses atrás.

Governador Sergio Cabral Então, Marcelo Itagiba pode surgir como o nome do candidato do PMDB! Desde o princípio do processo pré-eleitoral carioca era a voz dissonante no PMDB, requerendo a candidatura própria. Mas, claro, como os grandes caciques desejavam uma aliança, ele ficava de fora, quase que não sendo levado a sério. Só que a situação mudou tanto, que Itagiba tem tudo para ser o candidato, especialmente se o TRE for correto.

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7 de June 2008

Caso Eduardo Paes, o problema de sua desincompatibilização

4 Comentários

Eduardo Paes Na quinta-feira comentei que Eduardo Paes não poderia ser candidato, afinal ele deveria ter pedido afastamento no dia 4 de junho, quarta-feira, para que sua exoneração saísse no Diário Oficial do dia 5 de junho. Tanto é isso, que inventaram que sua exoneração foi retroativa. Apesar de que nem Paes sabia que ia pedir exoneração até a briga do PMDB com o PT.

Se assim não fosse, Regis Fitchner também teria saído ontem e não no dia 4.

Cabral e os aliados de Eduardo Paes, como o vice-governador Luiz Fernando Pezão, sabe de como a candidatura de Paes é arriscada juridicamente. Tanto que para defender a esquisita exoneração feita às pressas, Pezão disse o seguinte:

Fui eu que assinei a exoneração. Não há problema algum nela. Já tínhamos programado que ele seria candidato a vereador, como puxador de legenda - defende Pezão.

Hummm…. ok… mas se Eduardo Paes fosse candidato a vereador, deveria ter sido exonerado dois meses atrás. Esse é o prazo de descincompatibilização (seis meses antes das eleições) para que ocupantes de cargos como o dele concorram a vereância.

Então fica a pergunta, por que mentiu Pezão?

Isso pode atrapalhar muito os ânimos exaltados na reunião que os caciques do PMDB terão segunda-feira. E quem sabe, Marcelo Itagiba acabe por se consagrar candidato do partido?

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14 de May 2008

Sergio Cabral esta metamorfose ambulante

1 Comentário

Tudo bem, mudar de opinião em 4 anos, mas esta em 6 meses deve ser alguma espécie de recorde. Veja o que o então candidato a governador falava de Lula:

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2 de April 2008

Pirotecnia no combate a dengue

15 Comentários

Não é para criticar, mas atitudes do governo do Estado parece mais coisa para a mídia do que para combate de verdade. Contratar pediatras fora do Rio de Janeiro? Bem, no Rio de Janeiro tem 7 mil, de acordo com a associação de pediatras. Mas é claro, isso não dá mídia.

E hoje escutei no Rádio que o governador Sergio Cabral talvez contratasse médicos de Cuba!!! Sério…

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28 de March 2008

Aliança entre PMDB e PT perigando?

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O PMDB é um partido que tem razões que a própria razão desconhece, mas não dá para dizer, "ah, é só no Brasil", porque nos EUA os Democratas estão em uma briga fatricida há meses entre dois candidatos e já dizem que um tercius (Al Gore) pode ser o candidato do partido. Mas a verdade é que no PMDB com uma figura politicamente acostumada a trair como Sergio Cabral (traiu os Garotinho e depois Eduardo Paes), tudo é possível. Até porque, se você não cumpre seus acordos, é capaz dos outros não precisar respeitar suas palavras com você.

Pois bem, de acordo com a Folha Online, uma parte considerável do PMDB não gostou da forma que foi decidida a aliança com o PT, feita de repente e a portas fechadas. Aliança a qual foi decidida por Jorge Picciani e Sergio Cabral, ambos com grande força dentro do partido (o primeiro mais do que o segundo).

Só que, contudo, três outras figuras fortes como Eduardo Cunha e Garotinho além de Itagiba, não gostaram muito do acordo, mas de formas diferentes:

  • Eduardo Cunha acha possível aliança com o PT, mas com outro nome sem ser Alessandro Molon. Mas quem? O PT carioca é fraco, muito fraco de nomes.
  • Garotinho, pensando no estado todo, gostaria de uma aliança com o DEM que iria além da Capital.
  • Itagiba, ele quer ser candidato e até agora não mostrou vontade de abrir mão de sua campanha.

Pessoalmente acho que a aliança com o PT deve ficar como está… Mas, vai saber… estas eleições tão confusas demais.

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26 de March 2008

PT e PMDB juntos no Rio de Janeiro?

38 Comentários

Eleições 2008 Em uma última cartada o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, abandona a pré-candidatura de Eduardo Paes e passa apoiar o pré-candidato do PT, Alessandro Molon, e como candidato a vice, Regis Fichtner.

Antes de falar de Molon, vale dizer que o maior derrotado destas eleições, que nem começou, foi Eduardo Paes. Cabral seduziu Paes com o canto de sereia, prometendo, jurando, que este seria o candidato a prefeito pelo PMDB, fazendo com que Paes saísse do PSDB e se queimasse com o antigo partido e quase levando os aliados juntos. Uma traição feia de Cabral, mas que Paes realmente mereceu.

Sobre a aliança PT e PMDB, como tudo do PMDB, é complicado dizer se a aliança vai vingar. Provavelmente vai, já conta com o apoio de Sergio Cabral e de Jorge Picciani, dois grandes players do partido, mas falta ainda Garotinho e o pré-candidato Marcelo Itagiba. Como ambos, aparentemente, não foram consultados e tem como fazer alguma marola.

Molon entra com praticamente a obrigação de ser bem votado, senão for, é o fim de seus sonhos eleitorais. Afinal, é muito tempo de tv, apoio do governador e do presidente. Somando o tempo de Tv, PT e PMDB dominam uma grande parte do horário político, com direito a vários spots. Muito tempo pode até ser prejudicial, especialmente se repetirem o erro do Vladimir Palmeira na eleição para governador, mas duvido que isso aconteça agora.

Fernando Gabeira Eleições 2008 E como fica a situação para os outros candidatos? Crivella leva um baque, é quase certa a entrada de Lula nesta campanha ao lado de Cabral e Molon, e o presidente não poderá estar em dois palanques ao mesmo tempo. O mesmo acontece com Jandira Feghali, que também esperava uma neutralidade de Lula, e além de dividir votos com Gabeira, agora dividirá com Molon. E Gabeira? Este perde o momentum que tinha sido gerado em torno dele e agora vai dividir espaço na mídia com o candidato PTista.

Jandira Feghali pode ir procurar no PDT e PSB um apoio para ganhar tempo de Tv, mas e aí como ficam os seus candidatos a vereador?

Por incrível que pareça, quem pode sair bem nessa é Solange Amaral (DEM), que acaba sendo a única candidata forte fora do grupo de Lula, ou seja, acaba não sendo atingida pela quase certa pulverização de votos que vai ocorrer com esta série de candidatos do mesmo perfil político.

Mas, repito, a única coisa certa é a grande derrota de Eduardo Paes, que sentiu o gostinho do próprio veneno.

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30 de January 2008

A crise da PM e a sinuca de bico do Sergio Cabral

7 Comentários

Sergio Cabral Pelo jeito a nomeação do Coronel Gilson Pitta Nunes só serviu para aumentar o descontentamento entre os oficiais da Polícia Militar, afinal, Cel. Pitta agora está com fama de traidor e de quem não cumpre a palavra. Afinal, ele teria assinado documento, junto com outros oficiais, que não aceitaria o cargo de Comandante da PM ou de Chefe do Estado Maior. Pois ele aceitou, e isso é sério, porque mostra aos outros oficiais que não pode confiar no que fala ou assina, pelo menos é a impressão que passa.

Hoje vários coronéis e comandantes de batalhão deixaram seu cargo a disposição, e pedindo o retorno do Cel. Ubiritan Ângelo e a exoneração do Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, o que é, claro, um absurdo. Mas a sinuca de bico em que se meteu Cabral, foi partir para o confronto com os membros da PM, achando que a reclamação pelo aumento do salário é só de meia dúzia, o que não é.

Tanto não é que o Diário de Um PM, um blog que tinha dado uma pausa voltou para vocalizar a insatisfação dos integrantes da organização. Ainda há outros blogs feitos por outros PMs que repetem a mesma insatisfação com salários que agora já vai contra o próprio novo comandante, o secretário e o governador.

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22 de January 2008

O que será do PT nas eleições de 2008 no Rio de Janeiro

8 Comentários

Vai ser muito complicada a vida do Partido dos Trabalhadores nas eleições municipais deste ano. Simplesmente porque na esfera federal, Lula está de braços atados, com exceção de Solange Amaral do DEM de Cesar Maia, os principais candidatos são da base de apoio do presidente.

O PDT de Wagner Montes, o PCdoB de Jandira Feghali, o PR de Crivella, apóiam Lula e, no mínimo, esperam que se ele não apoia-los também não apoie diretamente ninguém. Ou seja o PT que não conta com um nome exatamente popular, seja Molon, Benedita ou Edson Santos.

Ainda sobre o PMDB de Sergio Cabral, que deseja(va) lançar Eduardo Paes na sucessão de Cesar Maia, mas fica difícil um PTista engolir Paes por uma razão simples, ele muda de lado fácil demais, até para os padrões da política. Até o dia em que viu em Cabral uma chance para sua candidatura, era um ferrenho opositor de Lula, chegando a atingir o filho do presidente. Paes está muito longe de ser um homem confiável nos acordos políticos.

Tudo indica que com a consolidação da fortíssima aliança DEM-PMDB, dando a candidata do grupo, Solange Amaral, a quase certeza de estar no 2o turno, e uma briga fortíssima para saber quem vai estar junto com ela…

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22 de January 2008

Duas notas sobre o Rio

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Carlota Joaquina 1 - De acordo com o site Meio & Mensagem (para assinantes), vence este ano os contratos do Governo do Estado do Rio de Janeiro com cinco agências de publicidade (Agência3, Artplan, Eurofort, Giovanni+DraftFCB e Makplan). A verba anual é de CEM MILHÕES de Reais, para servir de contraste o da prefeitura do Rio de Janeiro é de R$ 9 milhões. É torcer para que o governador Sergio Cabral tenha coragem de romper este péssimo costume dos governantes no Brasil de gastar com propaganda.

2 - Outro site de publicidade, o Blue Bus, trás outro fato curioso sobre as comemorações dos 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil.

Durante o carnaval no Rio, 3 grupos de turistas estrangeiros vao conhecer a cidade guiados por um casal caracterizado como D Joao VI e Dona Carlota Joaquina. Nota da coluna Gente Boa hoje no Globo diz que para o papel de D Joao foi escalado o historiador Milton Teixeira. A vaga de Carlota Joaquina ainda está aberta - as guias de turismo consultadas nao gostaram da ideia. Dona Carlota, afinal, entrou para a historia como uma mulher feia e mal humorada

Um conselho a elas? O Rei da Inglaterra, Henrique VIII, era obeso, mas na série "The Tudors" é praticamente um ginasta… e alguém se preocupa com isso? Claro que não, o importante é a imaginação.

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14 de January 2008

Cesar Maia fala sobre as eleições no Rio de Janeiro em 2008 em entrevista ao Valor

1 Comentário

O prefeito do Rio de Janeiro e um dos grandes eleitores das próximas eleições, Cesar Maia, deu hoje uma entrevista ao jornal Valor Econômico, em que entre coisas fala sobre as eleições cariocas em 2008. Veja o que disse o prefeito:

Valor: Qual a expectativa na disputa pela Prefeitura do Rio?
Maia: Vamos ter uma redução do número de votos no primeiro turno na Prefeitura do Rio, pois eu ganhei no primeiro turno (em 2004) e ninguém vai ganhar no primeiro turno nesta eleição. A Solange (Amaral, candidata do DEM) deve ir para o segundo turno. A queda no primeiro turno é forte porque sai de 50% dos votos, 2 milhões de votos, passa para 1,3 milhão para o segundo turno. São 700 mil votos a menos, que a nível nacional, têm um peso. Em 2006, o DEM teve uma vitória espetacular para o Senado, passou a \ser o maior partido na Casa. Depois, tiraram um, tiraram outro, tiraram outro. Essa vitória sinalizava que o lugar que o governo iria ter problemas era no Senado. A gente viu isso agora na CPMF. Depois, o governo tem como carro-chefe político os programas de inclusão social. São programas que têm uma curva, que vai formando cada vez um ângulo menor. Sai de 6 milhões no Bolsa Escola e vai para 11 milhões no Bolsa Família. Depois, vai para 11,5 milhões, 11,7 milhões, não pode ir para 22 milhões. Os programas assistenciais têm sempre este problema. Quando recebe, a população dá um retorno muito grande porque recebeu aquele apoio. Se ele não está vinculado a um elemento de inclusão definitiva, a população começa a achar pouco logo depois. A pessoa ganha R$ 30, claro que é importante porque não ganhava nada. Só que daí a um ano R$ 30 não é nada, tem que ganhar R$ 150. Então, a produtividade política desses programas assistenciais é decrescente, o que é bom porque tem que acoplar um elemento de inclusão ao emprego, à Educação, à ascensão, uma porta de saída. Então, o governo Lula, nos programas assistenciais, vai ter, do ponto de vista político, uma produtividade política decrescente.

Valor: E no Rio de Janeiro, sua base eleitoral, como vai ser a disputa pelas prefeituras?
Maia: O Rio de Janeiro, há 80 anos, tem dois vetores políticos. O populista, que pode ser de clientela, pode ser trabalhista com Getúlio (Vargas), pode ser social com (Leonel) Brizola, pode ser evangélico com (Anthony) Garotinho e com a Benedita (da Silva). Esse vetor é muito forte, sempre foi e continua sendo, está aí o Wagner Montes, o (senador Marcello) Crivella. E do outro lado, tem uma outra alternativa que o povo busca, não sei direito qual é o nome, na falta de um nome melhor, chamo de administrativo. Procura um perfil de candidato que faça mais o gênero do gestor, do administrador, isso tem aí há anos e vai se reproduzir agora. Já estamos em campanha com Solange Amaral. Quando o Crivella, habilmente, consegue levar o Exército para o Morro da Providência para fazer reforma de casa, passa a ter um discurso imbatível: "Atenção, vou fazer isso no Rio de Janeiro todo, vou com o Exército, a garantia de segurança e vou com a garantia de mão-de-obra". Quem pode dizer que é mentira? Ele fez ali. Então ele tem a oferecer um exemplo para o eleitor dele, que é imbatível. Mas como o Exército deixa se usar dessa maneira? Parabéns ao Crivella. E o documento do Exército é projeto Cimento Social, o nome do slogan dele.

Valor: O senador Crivella tem a simpatia do presidente Lula mas o PT quer lançar candidato.
Maia: O PT tem que ter para suas bases. O Lula, cada vez que trata de política do Rio de Janeiro, ele baba bílis. Não sei o que passou na cabeça dele. Ele quer porque quer derrotar a gente e ter um aliado dele na prefeitura, seja qual for, não interessa se é de esquerda ou de direita, se é evangélico ou católico, nada, ele quer eleger. E o Crivella é uma alternativa.

Valor: O senhor sempre disse que o Crivella tem um teto de votos. Isso pode mudar?
Maia: Não. No limite, ele passa… Ele vinha caindo na capital: se elegeu senador, se candidatou para prefeito, governador… Minha projeção, antes da entrada do Exército, é que ele iria cair mais ainda e iria acabar essa eleição com 10%. Mas com as imagens que ele está fazendo, com o Exército botando nos papéis "Cimento Social" e ele fazendo discurso para a base dele, recupera. Pode se recuperar para os 21% que ele teve em 2004 contra mim e deve ir para o segundo turno.

Valor: Como o senhor explica o movimento do governador Sérgio Cabral em lançar o Eduardo Paes pelo PMDB sendo que o partido tem aliança com o DEM?
Maia: É o Lula em cima dele.

Valor: O governador não reconhece essa aliança com o DEM.
Maia: Mas como? O acordo DEM-PMDB foi feito em 52 municípios e o Rio é um deles. O Cabral fez isso para a imprensa. Como o Cabral faz com o Lula em cima dele, babando bílis, dizendo que não pode apoiar candidato do Cesar Maia? Ele tem que fazer alguma coisa, ele recebe dinheiro do PAC, o Lula faz um monte de coisas para ele.

Cesar Maia e Sergio Cabral Valor: O senhor acha, então, que Eduardo Paes é para dar uma resposta ao presidente?
Maia: Não, o Cabral, na hora que trouxe o Eduardo Paes, trouxe confiante de que o poder do governador e do presidente da República ia virar. O que aconteceu? O Michel Temer (presidente do PMDB) disse que iria ficar com a direção regional do partido. E em seguida, houve uma intervenção no diretório municipal do PMDB. E estamos falando de três políticos que não são atropeláveis: Jorge Picciani (presidente da Assembléia Legislativa do Rio), (os deputados) Leonardo Picciani e Eduardo Cunha. E o movimento do Eduardo Paes do PSDB para o PMDB o fragilizou, ele traiu a sua imagem anterior. Não tem como carregar o Eduardo dentro do PMDB. Como diz o Picciani, eles podem, no limite, derrubar o acordo na convenção, mas não com o Eduardo. Pode ser com o (Marcelo) Itagiba (deputado). Porque ele (Eduardo Paes) vai perder a eleição, como perdeu agora para governador do Rio, teve votação pífia. E vai ter votos contra os deputados federais, que não digerem isso.

Se quiser ler a entrevista completa, disponibilizei aqui.

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