Crítica: Pizzaria Bráz, muito além do Pão de Linguiça - Diário do Rio de Janeiro

Crítica: Pizzaria Bráz, muito além do Pão de Linguiça

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Dia destes fui, a convite, na Pizzaria Bráz da Barra, não ia há anos, afinal, a única coisa que me chamava a atenção lá era o pão de linguiça. Era, porque depois que mudou a forma de produzir a massa, a pizza ficou um espetáculo e entrou para meu Top 5 de pizzas do Rio.

Deixe ser claro a qual meu tipo favorito de pizza, gosto de massa grossa, e não daquela fininha que acaba tendo gosto de cream cracker como a maioria prefere, e é essa massa grossa e deliciosa que a Bráz produz, bem, tem a fininha também para quem prefere. E não vá achando que por ser grossa fica pesada, é assim em muitas casas, mas no caso da nova forma de produção da massa da pizza, ela fica bem leve, se for como eu, ou seja, um enorme glutão, come uma inteira “de boas“.

O segredo neste caso é que a produção artesanal é feita no dia anterior, então a massa passa um dia descansando e só vira realmente uma bela pizza no dia seguinte. E se não for consumida? Aí tem de ir no lixo! Isso pode virar um pesadelo de logística para algumas redes ou pizzarias do tamanho da Bráz, mas não é o que acontece na casa.

O mesmo cuidado está nos ingredientes de todos os produtos, como é o caso das entradas desde o clássico e preferido do público pão de linguiça,até o Dona Rosa (massa de pizza enrolada assada e recheada com caponata, ricota, mussarela, parmesão e tomate em cubos). Todos produtos artesanais, a linguiça por exemplo tem um longo processo de defumação e é aconselhável comer no dia, ainda fresca. O maior problema da Bráz, hoje, seria esse, as entradas são ótimas, você vai querer comer todas, e se você for apenas com um acompanhante fica impraticável provar mais do que uma.

Como disse anteriormente a Bráz tem uma das melhores massas de pizza da cidade, e aqui vai a escolha do paladar de cada um. A preferida do público, por exemplo, é a Funghi, com seus cogumelos, bem, como não sou fã passo longe. Outra que as pessoas gostam é da a Caprese, mas como contém item gelado, também não é minha praia. Eu sou da clássica Margherita ou da Calabresa, mas cuidado, contém Erva Doce. Já a esposa se apaixonou pela Carbonara e seus pedaços de pancetta, virou café da manhã dela por dois dias!!!!

Quando é a hora da sobremesa, o principal da Bráz é o Tiramisú, novamente, todos amam mas eu fico no meu Mousse de Chocolate que nunca decepciona! E claro, o clássico da casa, Brigadeiro de Colher.

É claro que a Bráz não é barata, longe disso! Uma pizza individual custa em média R$ 50, somando entrada, bebida e sobremesa a conta sai salgada. Mas ainda assim vale a pena, muito a pena, especialmente para quem ama pizza! Não tenho dúvidas que a Bráz é hoje uma das melhores pizzarias do Rio de Janeiro!

Serviço

Bráz – Rua Maria Angélica, 129, Jardim Botânico. Tel.: 2535-0687. (300 lugares). Horário: Segunda a quinta, das 18h30 à 00h30; Sexta, sábado e domingo, das 18h30 às 01h30. C.c: todos. C. d.: Redeshop e Visaelectron. Manobrista. 

Bráz Barra – Av. Érico Veríssimo, 46, Barra da Tijuca. Tel.: 2491-7170. (300 lugares). Horário: Segunda a quinta, das 18h30 à 00h30; Sexta, sábado e domingo, das 18h30 às 01h30. C.c: todos. C. d.: Redeshop e Visaelectron. Manobrista.

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Quintino Gomes Freire
Diretor de mídias sociais na Agência B5, palestrante, publicitário, Defensor do Carioca Way of Life e Embaixador do Rio. Começou o Diário do Rio em 2007 e está a frente dele até hoje o levando ser um dos principais portais sobre o Rio de Janeiro.

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