Crivella perde marqueteiro Marcelo Vitorino - Diário do Rio de Janeiro

Crivella perde marqueteiro Marcelo Vitorino

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A única notícia positiva, ou ao menos neutra, que o governo de Marcelo Crivella (PRB) tinha conseguido em fevereiro foi a contratação de seu marqueteiro, o paulista Marcelo Vitorino. Ele foi o responsável pela campanha de Crivella no 2º turno vitorioso e em tentar amenizar o discurso do então candidato.

Mas, pelo jeito, coisa boa dura pouco no governo Crivella, Vitorino deixou o marketing do prefeito, de acordo com ele é para se dedicar mais tempo a família, focando em campanhas em Brasília (onde reside) e no Centro-Oeste. Mas é claro que essa é a desculpa oficial dele, como somos amigos no Facebook (já palestrei algumas vezes com ele) e sei que Vitorino está longe de abandonar um desafio por estes motivos (em 2016 além de campanha no Rio, fez a vitoriosa de vereadores do NOVO em Porto Alegre e Belo Horizonte, uma para prefeito no Paraná e por aí vai), procurei averiguar mais um pouco com alguns contatos.

Então a versão não-oficial é muito mais interessante, ao que parece Vitorinio saiu da Prefeitura por não querer dançar a música de alguns assessores de Crivella, e é aquela dança velha que hoje está dando problemas para muitas pessoas. Ontem em seu Facebook, Vitorino disse o seguinte:

Regularmente enfrento problemas por causa do meu temperamento ante ao malfeito. Não consigo esconder a indignação diante do mau caratismo e da dissimulação, muito menos da má fé.
Hoje, uma porta se fechou assim. Causei tanto rebuliço em embates que provoquei meu afastamento de um projeto.
Quando isso acontece sempre me pergunto se deveria agir diferente. Se deveria me dobrar. Acho até que me falta inteligência emocional para tratar com pessoas que visam apenas seus interesses.
O que me conforta é poder chegar em casa e saber que minha honestidade não está a venda, nem minha integridade precisa de cargo, muito menos minha dignidade tem preço.

Ao que parece, Vitorino, deve ter tido problemas ao enfrentar interesses não republicanos e se desgastou com fortes aliados do prefeito que não toleravam mais uma pessoa no ouvido do nosso alcalde.

A inimizade entre Marcello Faulhaber, marqueteiro da campanha, e Vitorino também deve ter pesado. Vários tropeços da gestão podem ser atribuídos à influência de Faulhaber, como a mudança na marca da prefeitura, e a exoneração sem critérios de cargos comissionados (que gera problemas até hoje e uma das razões para o governo de Crivella demorar a engrenar).

Sobre Faulbaher, ele não é uma figura fácil, foi assessor de Paes e saiu cuspindo marimbondo contra ele. Em 2014 era secretário adjunto de Planejamento Urbano em Belho Horizonte e também saiu após brigas, em uma reunião teria até feito gestos obscenos para uma arquiteta.

E é por aí que anda o desgoverno Crivella,sem conseguir manter uma linha de ação e cheio de brigas de bastidores… bem que disseram que votando nele nada mudaria.

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Quintino Gomes Freire
Diretor de mídias sociais na Agência B5, palestrante, publicitário, Defensor do Carioca Way of Life e Embaixador do Rio. Começou o Diário do Rio em 2007 e está a frente dele até hoje o levando ser um dos principais portais sobre o Rio de Janeiro.
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