Duas décadas do Bar Bukowski

Há uma linha, e eu diria que muito ampla, entre um estabelecimento e uma ideologia; uma identidade. A primeira vez que entrei no Bar Bukowski eu pensei quase de imediato o quão genial era sua semelhança com o autor que lhe foi dado como patrono: Charles Bukowski – louco, boêmio, inteligente, um tanto quanto obsceno, um colecionador de histórias e a definição mais louvável: um poeta. E o que é música se não poesia? O que é riso frouxo, uns (muitos) goles de álcool, amizade, amor e sonhos? Uma caneta, um papel ou apenas um pensamento e pronto, poesia! E é assim que eu consigo distinguir um lugar que vá além das festas transgressoras, da cerveja gelada, das filas enormes na porta. É o lugar onde loucos se conheceram, se apaixonaram e casaram. É a casa de quem teve sua primeira oportunidade para cantar e tocar. O refúgio de algumas tristezas e celebrações de tantas outras alegrias. É história sacramentada em duas décadas que, diga-se de passagem, foram muito bem vividas.  Dentre todas as coisas grandiosas que poderia citar, deixo apenas meu muito obrigada por resistir e levantar como ninguém a bandeira do rock. És um patrimônio carioca. Parabéns!

Bar Bukowski – Guilherme Maia
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