Não vou esconder de vocês, adoro ver uma obra, um edifício subindo. No Centro do Rio então mas o problema começa a surgir quando se começa a mudar a lei para permitir o surgimento de edifícios em locais hoje já saturados.
O alerta já tinha sido dado durante as eleições, que Eduardo Paes facilitaria a especulação imobiliária, trilhando os caminhos de Sergio Cabral que tentou vender o Batalhão e a Delegacia do Leblon entre outras áreas que foi impedido pelo então prefeito Cesar Maia.
Infelizmente ontem a Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro deu um passo para trás. Aprovaram a venda de 75 terrenos que pertencem a Prefeitura e que foram desapropriados nos anos 70 para construção do metrô. De acordo com o deputado federal Indio da Costa, por seu Twitter, a negociação para a votação foi feita em duas horas a porta fechadas com o secretário da Casa Civil, Pedro Paulo, e os vereadores. Entre os terrenos estão escolas, postos de saúde e mercados populares.
Subir mais um prédio na área de Copabana como quer o governador Sergio Cabral, para subir um espigão derrubando um batalhão da Polícia Militar é um absurdo. Acabar com as APACs como está fazendo a atual prefeitura é outro absurdo.
O trânsito carioca já é complicado e é uma das razões de perda de ponto para o Comitê Olímpico Internacional (COI) e com o aumento de prédios em Copacabana e Leblon só vai piorar.

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Pensei que os terrenos a serem vendidos estavam vazios, como conheço vários pelo Rio.
Pode ser lobby ou não, mas o fato de conseguir 1 bilhão para a construção do metrô até a barra, caso o projeto saia será o maior acontecimento na cidade da última década ou mais.
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Bom, faz sentido: Haverá mais contruções de prédios, mas uma importante e mais do que suficiente contrapartida: A contrução do metro até a Barra. Ipanema, Leblon, Copacabana, barra e toda zona sul e centro da cidade serão beneficiados. Acho ótimo que se contruam novos prédios em Copa, o bairro precisa de uma revigorada e não vai ser um ou outro prédio que vai piorar a situação do bairro, pelo contrário…
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Tenho minhas dúvidas e ressalvas…
1- precisa vender e passar todos os terrenos?
2- arrecada todo o necessário mesmo? São terrenos bem valorizados, mas a extensão do metrô é muitísssimo mais terreno que issso…
3- por que deixar fazer espigões ao invés de prédios com o mesmo gabarito vertical ou menor?
4- é espantoso desalojar prédios públicos. Tirar o batalhão no local e realocá-lo dentro do mesmo bairro… Então por que não deixam o mercado imobiliário se valer do terreno onde seria realocado o batalhão sem precisar fazer a transferência?…
Mais uns fatos…
1- O Marcello Alencar tinha deixado o trecho de São João (estação da linha 1 a ser inaugurada entre Botafogo e Copacabana) até à Barra pelo Jardim Botânico e Gávea, onde haveria outro ponto de baldeação com a linha 1 num futuro “próximo”. Agora a linha 4 foi reduzida a uma extensão da linha 1. O Garotinho tinha recuado do projeto já licitado…
2- independente do processo de venda de terrenos ser eficiente ou não, o favorecimento à especulação imbiliária existe.
3- Como o metrô vai para outro lugar, a tendência é piorar o trânsito no lugar da transferência do terreno, ou seja, nos bairros da zona sul.
Enfim, pode ser até que funcione. Mas isso tudo é mais complicado do que parece…
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Certamente vai piorar o transito na Zona Sul, Copacabana já é aquela selva de pedras, com mais prédios o microclima piora. Vai é desvalorizar o bairro. Quem pensa que vai valorizar, inocentemente está enganado.
Pior é saber que vão enlatar a população em uma só linha (sabe lá no dia de são nunca). Coisa de gente que não pensa, melhor seria que o metrô saisse de Botafogo rumo a Barra. Mas fazer o que? Nossos gestores são tacanhos.
E que se investisse no metrô até Campo Grande/Santa Cruz. Realmente não vejo Ipanema ou futuramente Leblon com vitória em ter metrô.
Outra com os 1,5 para derrubar trechinho da Perimetral se metroliza o suburbio e ZO, que é uma ação mais prioritária.
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O Metrô rasgou e traumatizou a Cidade urbanisticamente. A especulação sempre será horrorosa, mas certamente alguns terrenos, como na altura do Largo do Machado, podem muito bem ganhar uso mais nobre (acolher moradores de favelas removidas, num mundo ideal), nem que seja comercial.
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E vale sempre lembrar que a maior especulação imobiliária de todas é a favelização.
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Se há algo que a incompetência de Sergio Cabral, a inabilidade de Lula e a vontade de aparecer de Ibsen Pinheiro causou foi trincar o pacto federativo, ou seja, o Brasil como nação. Nunca antes na história do Rio de Janeiro, ao menos a recente, se ouve nas ruas tanta gente falando de secessão, ou melhor, de independência que salvou você e eu quase ninguém conhece a expressão.
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