Alessandro Molon, Crivella, Eduardo Paes, Eleições 2008, Garotinho, Jandira Feghali, Marcelo Itagiba, PCdoB, PMDB, PT, Sergio Cabral - 10/06/2008 - Publique no Facebook

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Semana passada, até quarta-feira, o quadro eleitoral do Rio de Janeiro para 2008 estava praticamente definido. Esperava-se o fechamento de alianças com partidos pequenos, e só. Pronto, tinha acabado…

Mas como já sinalizaram o fim da história século retrasado, e aí foi aquele século XX. Então, em uma cartada, no mínimo esquisita, Sergio Cabral retirou o apoio a candidatura de Molon, trouxe de volta a candidatura de Eduardo Paes, e voi lá, foi montado o circo.

Acontece, que como no dia disse o Diário do Rio, a candidatura de Paes é altamente discutível, já que teria deixado o cargo de secretário do estado fora do prazo legal. E a irregularidade fica até nas declarações de aliados de Eduardo, como o vice-governador Pezão, ao dizer que o candidato seria exonerado de qualquer forma para fazer sua campanha para vereador… Só que, para vereador o prazo para desincompatibiização expirou dois meses atrás.

Governador Sergio Cabral Então, Marcelo Itagiba pode surgir como o nome do candidato do PMDB! Desde o princípio do processo pré-eleitoral carioca era a voz dissonante no PMDB, requerendo a candidatura própria. Mas, claro, como os grandes caciques desejavam uma aliança, ele ficava de fora, quase que não sendo levado a sério. Só que a situação mudou tanto, que Itagiba tem tudo para ser o candidato, especialmente se o TRE for correto.

Neste caminho Molon, que era praticamente um desconhecido, que viu cair no seu colo a candidatura de dois dos maiores partidos do país (PT e PMDB), se viu desolado. Com a apunhalada de Brutus de Cabral (pelo jeito PMDB tem muito Brutus, e pouco Caesar), ficou quase que praticamente desamparado. E começaram a vender o tempo de Tv do PT para Jandira Feghali, do PCdoB. Molon ficaria como vice de Jandira, e em São Paulo, nesta troca, Aldo Rabelo apoiaria o PT de Marta.

Mas, para variar, o PT do Rio e o PCdoB de SP esqueceram de perguntar aos seus candidatos se aceitavam esta troca. E, como era de se esperar, Molon disse que não, não será vice de Jandira, afinal, nada ele tem a perder nem o PT do Rio, e nada a ganhar apoiando Jandira. E o mesmo ocorreu com Aldo Rabelo, que disse que não apoiaria Marta.

E, assim ficou, mas nessa o presidente Lula se meteu, e disse que não subirá no palanque de Molon, já que Crivella é amigo do presidente e de sua base de apoio. Em contrapartida também não subiria no de Marta, nem no de Aldo Rabelo em São Paulo. Mas resta saber se Molon apoiar Jandira, subira no palanque deles, já que ainda assim ambos competirão com seu amigo Crivella.

Então é aquilo, para quem acompanhar este cenário pré-campanha carioca, as coisas estão tensas.

PMDB de Paes e Cabral emite nota de apoio a Garotinho

Lembrando a canção de Leandro e Leonardo “se de manhã a gente briga…”. Mas no fundo é, estão no mesmo partido e se apóiam.  E quando o PMDB vai expulsar o Álvaro Lins?! (a prisão foi até arbitrária, mas a denúncia que a gerou, não)

NOTA DE SOLIDARIEDADE
O Diretório Estadual do PMDB vem a público manifestar sua solidariedade ao ex-governador e presidente do PMDB – Anthony Garotinho, a ex-governadora Rosinha e sua família, contra a arbitrariedade e a violência da qual foram vítimas ao tentar vinculá-los a um processo contra policiais do estado.’

O PMDB cobra explicações das instituições públicas responsáveis por tal desatino que culminou com a violação da privacidade do ex-governador Anthony Garotinho e da ex-governadora Rosinha Garotinho, sem que fosse apresentada qualquer prova, conforme afirmado pelos próprios acusadores.

Os integrantes do Diretório do PMDB – com sua história de luta pelas direitos e garantias individuais, cláusula pétrea de nossa Constituição Federal, ferida nesse momento, se solidarizam com o ex-governador e a ex-governadora, cujas biografias tem se mostrado íntegras, repudiam tais métodos e conclamam as instituições a manterem-se nos limites do Estado Democrático de Direito.”

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1 comentário, comente você também!

  • Renato Alves disse:

    É incrível a capacidade de dissimulação do PMDB. Usar um fato tão nobre, como a conquista dos direitos e garantias individuais do cidadão, durante um período crítico da política brasileira, para defender a biografia “íntegra” de Anthony Garotinho, marcada por, além de populismo, demagogia e uso da religião para fins eleitorais, acusação forte da Polícia Federal de ser “chefe político da quadrilha de Alvaro Lins” de acordo com a reportagem da revista VEJA 03/05/2006.

    Anthony Garotinho é um bom exemplo do mal político brasileiro, que se aproveita da falta de instrução, e das necessidades básicas da população de baixa rendo do Estado do Rio de Janeiro para fins eleitorais.

    [Reply]

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