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Embarque A Folha de São Paulo, ontem dia 25 de Novembro, fez uma excelente especial em seu Caderno Mais sobre os 200 anos da vinda da Família Real de Portugal para o Brasil. Infelizmente é só para assinantes da FSP, mas eu reproduzi todos os textos no Diário do Rio, como pode ser visto nos links abaixo:

O primeiro ano do resto de nossas vidas
"Isso é armação de carioca", diz Cabral de Mello
Para Maxwell, país não permite leituras "convencionais"
Fazendo a corte
Mudança da família real foi "projeto meticuloso"
Sinos, esmeraldas e carne-seca
O fim da batucada
Abertura das Crenças
A Corte Privada
Biblioteca básica de 1808, por Manolo Florentino
O príncipe contra-ataca
E se o Brasil fosse uma monarquia?

Vale a pena os cariocas lerem, apesar de ter gente falando besteira, como Cabral de Mello, é leitura necessária para o ano de 2008.

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10 comentários

  • Thiago Rachid disse:

    É, a Folha fez esse especial mas recomendo a todos que não leiam, por que ficou uma droga.

    Inclusive tem um PALHAÇO que diz que comemorar os 200 anos da chegada da Corte Portuguesa é “armação de carioca”.

  • Diario do Rio disse:

    Thiago,
    vale a pena ler, nem que seja para falar mal do maluco…

  • Thiago Rachid disse:

    Eu li, sou assinante do jornal e foi a primeira coisa q li ontem quando abri o jornal.

    Só queria poupa-los do aborrecimento. rs*

  • Claudio Lara disse:

    Ah! Quando li Cabral pensei em outro.

    Esse Cabral Mello não é um Cabral, Pedro Álvares. É um pernambucano e como muitos deve ser grande fã de Maurício de Nassau. Já encontrei muitos pernambucanos que falam ou alimentam até hoje a ilusão que Pernambuco seria alguma potência se colonizados pelos holandeses.
    Eu sempre que encontro um pernambucano falando mal da nossa herança colonial portuguesa e bem dos “países baixos”, eu pergunto qual colônia holandesa histórica eles gostariam de ser: Indonésia, Aruba, Antilhas Holandesas ou quem sabe o poderoso Suriname. Porque estas foram as importantes heranças coloniais que os holandeses deixaram para o Mundo.

    Eu nunca entendi também esse amor dos pernambucanos pelo Maurício de Nassau e os holandeses. Talvez a explicação seja o fato de quando chegaram em Pernambuco com seus navios e os dois mil e setecentos homens (nenhuma mulher), destruindo tudo para depois dar migalhas para o povo.

    Realmente em Pernambuco devem contar outra história do Brasil. Sou formado em Geografia e não História e por isso conheço naturalmente menos do assunto, mas fiquei tão curioso agora, que vou até pesquisar sobre a história de Pernambuco e começando pela bandeira, quero saber a origem daquele arco-íris no pavilhão de Pernambuco.

  • Diario do Rio disse:

    A ilusaão deles é que seríamos Nova York, colonizada no início por holandeses, mas esquecem que os holandeses que aqui tiveram apenas desejavam nosso solo favorável a cana-de-açucar…

  • Thiago Rachid disse:

    Estão esperando passar o boi voador até hoje.

    Eles creem que se os holandeses tivessem ficado por lá, o boi já teria passado.

    Só não se deram conta do risco que seria se o boi tivesse com problemas intestinais.

    Quanto ao arco-íris na bandeira, eu até imagino o que signifique….. rs

  • João J. Peralta disse:

    Parabéns pelos comentários equilibrados do Prof. Cláudio Lara, em 26/11/07: colocações simples, objetivas, claras, mostrando sua perplexidade perfeitamente compreensível diante das afirmações, no mínimo discutíveis, mas certamente contestáveis do historiador Evaldo Cabral de Mello.
    Atuo no magistério há quarenta anos, sou professor no Ensino Superior, minha formação é em Filosofia e Letras, sou estudioso de nossa história, uma das minhas paixões é a geografia. Gosto da Holanda e dos holandeses, mas por outras razões - aqui na nossa terra eles eram invasores, e o endeusamento de sua presença em Pernambuco, especificamente Olinda e Recife, não passa de uma grande fraude. Por ora, basta a gente saber e se orgulhar que Maurício de Nassau e seus compatriotas levaram um belo pontapé no traseiro, e saber que isso foi possível graças à garra e ao patriotismo de uma raça que estava em gestação (com a união de portugueses, índios e negros).
    Quero acreditar que os termos da entrevista do Sr. Evaldo não significam o que aparentemente dizem - são talvez uma provocação aos cariocas. Hoje os historiadores mais sérios reconhecem que Dom João VI foi um grande estadista, e a transferência da Corte para o Brasil, perfeitamente correta como estratégia, e legíma, pois realizada dentro do espaço português, foi um golpe de mestre nas pretenções do corso Napoleão e contribuiu para a sua derrocada. E é preciso lembrar ainda que, logo em seguida, Dom João resolveu dar o troco a Napoleão e mandou invadir e ocupar a Guiana Francesa. Leiam a história deste interessante episódio em Pedro Calmon.

  • Diario do Rio disse:

    Professor,
    não sabia deste fato, que Dom João tinha mandado invadir a Guiana!!! Realmente, muitos prefessores só sabem nos ensinar o Brasil como fosse um país formado pelo acaso, enquanto não, teve a mão de estadistas como o príncipe-regente João.

  • Claudio Lara disse:

    Realmente D. João não só invadiu a Guiana Francesa como também invadiu e anexou o Uruguai, que pertencia a Espanha e que se encontrava dominada por Napoleão.

    O Uruguai inclusive ficou como parte do Brasil até sua independência em 1825, após a famosa Guerra da Cisplatina e devido as enormes pressões inglesas que via no América do Sul um mercado consumidor para seus produtos industrializados. Para a Inglaterra seriam melhor todas as nações independentes, porque assim as ex-colônias poderiam comercializar com todos e não só com a Coroa portuguesa ou espanhola.

    Ouvimos falar sempre mal dos alunos, mas temos péssimos professores. Eu mesmo só aprendi história após ter parado de estudar.

  • Diario do Rio disse:

    Claudio,
    realmente! Mas também, se dissessem que Dom João fez isso iam acabar com a imagem de incompetente que estes professores queriam fazer dele!

    Oras, ele não era um covarde? Como atacou a França e a Espanha?

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