Eventos e Turismo - Di√°rio do Rio de Janeiro

Eventos e Turismo

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Réveillon 2017 РPraia de Copacabana vista do Porto Bay Rio Internacional Hotel. Foto: Gabriel Santos | Riotur

Os gestores p√ļblicos, ao assumirem suas pastas na √°rea de turismo preferem anunciar projetos totalmente fora da realidade do que se cercar de profissionais da √°rea, conhecer melhor as empresas ou secretarias onde v√£o atuar e sobretudo aproveitar a “prata da casa” e n√£o iniciar sua administra√ß√£ trazendo quadros externos. Alfredo Laufer, por exemplo, quando foi presidente da Riotur nomeou para a diretoria funcion√°rios de carreira da pr√≥pria empresa e al√©m de dar prosseguimento a projetos exitosos que j√° existiam, buscou no p√ļblico interno apoio decisivo e sugest√Ķes para uma nova politica publica municipal de turismo. Deu certo e ficou como um case na hist√≥ria da administra√ß√£o publica, assim como Roberto Gherardi que presidiu a Turis-Rio.

Uma empresa de turismo ou uma secretaria n√£o podem de forma alguma confundir turismo com eventos e querer¬†introduzir modifica√ß√Ķes no que est√° dando certo. √Č sempre¬†bom lembrar que eventos, como forma de atrair novos turistas de neg√≥cios ou¬†de lazer, n√£o podem ser confundidos com atividades de lazer para o entretenimento da popula√ß√£o local, como shows aleat√≥rios em pra√ßas p√ļblicas.

Um calendário de eventos se constrói ao longo da caminhada turística de uma cidade e vai aos poucos servindo para consolidar a imagem da mesma nos mercados nacionais e internacionais. Eventos demandam planejamento, avaliação junto com o trade turistico e a população anfitriã. Não é a vontade politica de um prefeito de criar 12 eventos por ano que vai resolver a situação de uma localidade. Seria muito mais fácil se pudesse sistematizar tudo que já existe e procurar uma forma de apoiar tais atividades ou no máximo introduzir 1 ou 2 novos como forma de testar sua viabilidade, após o estudo sugerido acima.

Por outro lado,devem ser criados conventions bureaux quando n√£o existirem e ali serem trabalhadas as capta√ß√Ķes de grandes congressos que ajudem numa nova vis√£o da cidade. √Č o que faz muito bem o RCVB, que deveria ser um dos bra√ßos da atual administra√ß√£o do Rio, por sua for√ßa laboral e compet√™ncia mostrada at√© agora, se utilizando da room tax ou taxa de turismo,que ¬†sempre existiu em nossa cidade e ajudou muito o RCVB , embora fosse um gentleman agreement com a hotelaria. O ideal √©¬†que as prefeituras¬†¬†criem um ¬†fundo municipal de turismo gerido pelo conselho municipal de turismo, que pode ser sim um f√≥rum de investimentos efetivos em promo√ß√£o, material promocional e capacita√ß√£o, al√©m de controle de qualidade, atividades prec√≠puas de uma administra√ß√£o municipal.¬†Sinceramente,o ideal √© fazer como Cesar Maia,que criou uma subsecretaria de eventos subordinada ao seu gabinete,para desvincular tal fun√ß√£o de outras entidades de turismo oficial.

Enfim s√£o algumas considera√ß√Ķes que quero colocar em discuss√£o…
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Bayard Boiteux

Bayard Boiteux

Gerente de Turismo at Preservale
Professor universitário, escritor, pesquisador que acredita na democracia, na diversidade e luta por um mundo melhor através da educação
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