História da Igreja de São Elesbão e Santa Efigênia

Igreja de Santo Elesbão e Santa Efigênia - Foto: Alexandre Macieira|Riotur

Esse templo religioso diz muito sobre a história do Rio de Janeiro e do Brasil. Símbolo da luta contra a escravidão, a Igreja de São Elesbão e Santa Efigênia abriga memórias que merecem destaque.

Uma irmandade formada por negros de Cabo Verde, Costa da Mina e Moçambique, além de escravos alforriados, realizou um pedido para que uma igreja para Santo Elesbão e Santa Efigênia (santos de origem africana) fosse erguida.


Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário da Cidade do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis apoia construções e iniciativas que visam o crescimento da Cidade Maravilhosa sem que as características mais simbólicas do Rio se percam.

Pouco tempo depois, em 1740, obtiveram permissão para a construção da igreja em terreno comprado no centro do Rio de Janeiro. Essa irmandade formada por negros construiu o templo, que ficou pronto em 1754.

Santo Elesbão e Santa Efigênia

Foi uma grande conquista para os negros que viviam no Brasil. Eles precisavam se encontrar em diversos lugares para praticar sua devoção a esses santos. Com a construção da igreja, passaram a ter um local matriz e um ponto de encontro” informa o historiador Maurício Santos.

Após a inauguração da capela, a rua nesse trecho passou a ser chamada de Santa Efigênia em homenagem à santa de devoção dessa irmandade.

Igreja de Santo Elesbão e Santa Efigênia

A igreja se mantinha bem com um bom número de dedicados fiéis, que zelavam pelo templo. No entanto, após a proclamação da Lei Áurea, em 1888, as coisas se complicaram um pouco.

Com o fim da escravatura, muitos negros libertos saíram do Rio. Foram buscar uma nova vida longe da cidade. Isso ocasionou em uma perda maciça de fieis e consequentemente na deterioração do prédio. Ficou praticamente abandonado. Contudo, em 1914, a Irmandade de São Elesbão e Santa Ifigênia conseguiu fazer as reformas necessárias, a igreja foi reinaugurada e está presente até hoje” frisa Maurício.

Santo Antônio de Catageró

A presença de uma imagem de Santo Antônio de Catageró, um escravo que se tornou santo, é um dos elementos que atrai visitantes ao local. Inclusive, as visitas à igreja acontecem de segunda à sexta, das 8h às 17h. Aos sábados, o horário é 8h30 até 12h.

O edifício possui uma fachada austera, onde se destacam a portada e quatro grandes janelas. O interior, apesar de bastante alterado, ainda apresenta relíquias, como a rara imagem de São Bom Homem, padroeiro dos comerciantes, e uma rica coleção de arte sacra. Algumas dessas imagens foram doadas pelo imperador D.Pedro II” destaca Leonardo Madeira na coluna do patrimônio histórico, do site Rio e Cultura.

Sem dúvida, a Igreja de São Elesbão e Santa Efigênia abriga memórias que merecem destaque. Destaque e sua visita.

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Felipe Lucena479 Posts

Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.

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