História da Rua São José, onde já viveu o homem mais rico do Brasil

Rua São José, em 1937

Uma via pouco valorizada, no centro da cidade do Rio de Janeiro, mas que tem fartura de boas memórias. A São José pode não ter o devido brilho de outras ruas atualmente, no entanto, seu passado é glorioso, sobretudo por conta de um morador.

No início do século XIX, a hoje Rua São José era chamada de “Manuel Rodrigues, o pasteleiro”. As informações quanto a esse batismo não são precisas, mas acredita-se que foi para homenagear um comerciante local.


Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário da Cidade do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis apoia construções e iniciativas que visam o crescimento da Cidade Maravilhosa sem que as características mais simbólicas do Rio se percam.

A via ligava dois pontos importantíssimos para o Rio de Janeiro. A região da Ladeira da Misericórdia, considerada a primeira rua pública da cidade, a um dos portos cariocas da época. Na Ladeira da Misericórdia ficava o Engenho dos Jesuítas.

Um tempo depois, este porto, que servia sobretudo para que chegassem alimentos e outros utensílios para os jesuítas, deu espaço para a construção da Igreja de São José, que acabou dando nome a rua.

Igreja de São José

Ao longo dos anos e das reformas feitas na Rua, muitas novas edificações foram erguidas. Uma delas foi a casa de João Batista Ferreira de Sousa Coutinho, o Barão das Catas Altas, considerado o homem mais rico do Brasil durante o primeiro Império.

o Barão das Catas Altas

O Barão, que ganhou este título em 1829, dado pelo próprio imperador, era de Minas Gerais e herdou muito ouro de seu sogro (que também era seu tio), ficando assim extremamente rico para os padrões da época.

Ele era famoso por sua vida regada a muita farra e viagens. Gastou tudo o que tinha e morreu pobre, aos 49 anos de idade em 1839”, destaca o historiador Milton Teixeira.

Hoje, na área da Rua São José, além da Igreja de São José, fica o Palácio Tiradentes, erguido onde antes ficava o prédio da Casa Câmara e Cadeia, que abrigava deputados nos andares de cima e criminosos presos nos andares de baixo. Atualmente não seria tão simples separar bandidos de políticos.

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Felipe Lucena497 Posts

Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.

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