História da UERJ - Diário do Rio de Janeiro

História da UERJ

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UERJnos anos 1970

Por conta de uma série de problemas, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro vive um péssimo presente. Entretanto, a UERJ tem um passado rico de boas histórias.

Em 1950, ap√≥s a promulga√ß√£o da lei municipal n¬ļ 547, foi criada a nova Universidade do Distrito Federal (UDF). Nesta √©poca, a cidade do Rio de Janeiro era o Distrito Federal do Brasil. Foi a√≠ que a hist√≥ria come√ßou.

Anos antes, entre 1935 e 1939, existiu uma UDF no Rio de Janeiro, mas essa não deu grandes resultados e logo acabou. Diferentemente da que nasceu nos anos 1950, que logo se tornou referência de ensino e pesquisa. A então UDF foi mudando Рinclusive de nome Рconforme o país mudou.

Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis sempre contribuiu para a valorização da cultura carioca

‚ÄúNo ano 1958, passou a ser URJ: Universidade do Rio de Janeiro. Dois anos depois, em 1961, ap√≥s a transfer√™ncia do Distrito Federal para Bras√≠lia, a URJ passou a se chamar Universidade do Estado da Guanabara (UEG) e, em 1975, j√° durante a ditadura militar, se tornou Universidade do Estado do Rio de Janeiro‚ÄĚ, destaca o historiador Maur√≠cio Santos.

No ano 1976, foi inaugurado o campus Francisco Negr√£o de Lima, localizado no bairro do Maracan√£, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. A estrutura foi armada na √°rea da antiga Favela do Esqueleto – chamada assim, pois l√° existia uma constru√ß√£o abandonada, que seria um hospital p√ļblico.

Campus sendo erguido

‚ÄúA Favela (do Esqueleto) come√ßou a surgir logo ap√≥s da constru√ß√£o do Maracan√£. Quando o terreno foi invadido, incialmente os barracos foram sendo constru√≠dos em torno do esqueleto, parte de melhor terreno, mas em poucos anos a favela j√° era uma das maiores da cidade e possu√≠a uma enorme quantidade de tipos de barracos. Dos mais elaborados, quase casas populares, passando por barrac√Ķes de madeira, bem estruturados at√© prec√°rias palafitas em uma √°rea pantanosa num dos bra√ßos do Rio Joana. Tamb√©m havia barracos do tipo apartamento dentro da estrutura abalada do esqueleto, que havia sofrido seguidos inc√™ndios‚ÄĚ, frisa o site de pesquisa Rio de Janeiro de Antigamente.

Favela do Esqueleto

O campus Francisco Negr√£o de Lima possui mais de 150 000 metros quadrados de √°rea constru√≠da, 292 salas de aula, 12 bibliotecas, 24 audit√≥rios e 111 laborat√≥rios distribu√≠dos entre o Pavilh√£o Jo√£o Lyra Filho e o Pavilh√£o Haroldo Lisboa da Cunha. Al√©m do teatro Odylo Costa Filho – segundo maior teatro do Rio de Janeiro -, a galeria C√Ęndido Portinari e a Concha Ac√ļstica.

Importante centro de pesquisa, educa√ß√£o, cultura e arte, a UERJ, que passou por tantos per√≠odos hist√≥ricos e governos, merece, no m√≠nimo, mais respeito. √Č inadmiss√≠vel deixar uma Universidade desse porte chegar a esse ponto. Ou o Poder P√ļblico acorda, ou teremos outro esqueleto naquela √°rea da cidade.

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Felipe Lucena
Felipe Lucena √© jornalista e roteirista, al√©m de se arriscar em outras √°reas do mundo das palavras escritas. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da dist√Ęncia, sempre foi (e pretende continuar sendo) um ass√≠duo frequentador das mais diversas regi√Ķes da Cidade Maravilhosa.

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