História do Chafariz da Praça São Salvador, uma peça de rara beleza - Diário do Rio de Janeiro

História do Chafariz da Praça São Salvador, uma peça de rara beleza

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Histórico Chafariz

Um dos monumentos que foi cercado por grades de proteção durante o carnaval carioca, o Chafariz da Praça São Salvador, no bairro de Laranjeiras, é uma peça de rara beleza e história. Instalado em 1903, o Chafariz leva a assinatura de Louis Sauvageau. Contudo, de todo o conjunto que compõem o monumento, só se atribui ao artista a escultura feminina, datada de 1862.

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“As demais são peças sem assinatura, escolhidas do catálogo de Val d’Osne e fundidas sob encomenda”, detalha a pesquisadora Vera Dias.

Escultura feminina

Na cidade do Rio de Janeiro, há outra escultura idêntica a de Sauvageau. Ela fica no Jardim Botânico. Essas peças são as únicas obras do artista no Rio de Janeiro.

“Supõe-se que a outra peça esteve primeiro na Quinta da Boa Vista, para depois ser levada para sua localização atual, o Jardim Botânico. Mas são apenas suposições. Faltam registros históricos que esclareçam a trajetória da peça de Sauvageau”, conta Vera Dias.

O chafariz foi tombado pelo INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural) no processo E-18/001.553/98 de 10 de dezembro de 1998 e pelo Município, no decreto nº 19011 de 5 de outubro do ano 2000.

O Chafariz da Praça São Salvador é constante ponto de encontro de músicos de samba e choro. Além de ser referência para quem frequenta a movimentada área.

Roda de Choro na Praça

Durante o carnaval deste ano, embora tenha sido cercado por medidas de segurança, o Chafariz foi centro de muita folia. A Praça recebeu blocos durante o dia e foi bastante frequentada nas noites de folia carioca.

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Felipe Lucena
Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.
Felipe Lucena

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