História do Clube Renascença - Diário do Rio de Janeiro

História do Clube Renascença

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Historicamente conhecido como reduto das tradições afrodescendentes e do samba de raiz, o Clube Renascença segue como um dos locais ricos em cultura popular na Cidade Maravilhosa.

Histórico Renascença

O Renascença foi fundado em 17 de fevereiro de 1951, por conta de uma situação negativa, que ainda persiste em nossa sociedade: o preconceito racial. Um grupo de negros de classe média, que eram impedidos de ingressar em clubes tradicionalmente frequentados por famílias brancas, resolveu criar a agremiação. A intenção era ter um lugar onde as famílias negras pudessem se reunir e se divertir em harmonia, sem discriminação racial.

Símbolo do Clube

Esse grupo tinha como líderes os advogados Oscar de Paula Assis e Jandira de Paula Assis, o comerciante Domingos Soares, os irmãos médicos Humberto Gomes de Oliveira e Diva Santos de Oliveira, além de Enedina Rodrigues da Silva e Idalina de Jesus Soares.

Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis sempre contribuiu para a valorização da cultura carioca

A primeira sede do Renascença Clube foi em uma casa antiga, pequena, com grande quintal repleto de plantas e árvores, na Rua Pedro de Carvalho, no bairro do Méier, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

“Ao longo de sua existência, o Rena, como carinhosamente passou a ser identificado, sempre se preocupou com a condição do negro em nossa sociedade, já que a ele estava reservado os degraus inferiores da escala social. Por isso, consagrou-se como o local no qual os afro-descentes entravam pela porta da frente, resistindo à intolerância étnica percebida já naquela época”, destaca a diretoria do Clube.

Décadas de dedicação à cultura

Em 1958, o Clube foi transferido para a Rua Barão de São Francisco, no Andaraí, bairro da Zona Norte, onde até hoje se mantém sediado, cumprindo sua função de espaço cultural dedicado ao samba, às tradições afrodescendentes.

“Desde sempre o Renascença é reduto do samba, do povo, da alegria brasileira. Continuam a todo vapor, em excelente forma“, disse o jornalista Miro Lopes, assíduo frequentador do espaço.

Casa cheia

Atualmente, o Clube Renascença tem programações culturais, shows, feijoadas, o famoso Samba do Trabalhador (que acontece às segundas, 21h30) e muito mais. Segue firme o reduto carioca.

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Felipe Lucena
Felipe Lucena é jornalista e roteirista, além de se arriscar em outras áreas do mundo das palavras escritas. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.
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