História do Forte da Laje, um futuro ponto turístico do Rio

Antiga pintura do contorno do Forte

O Rio de Janeiro e suas ilhas. Suas ilhas e seus mistérios, história e curiosidades. O Forte da Laje, localizado na Baía de Guanabara, é um desses locais, onde transbordam grandes memórias.

Em 1555, o francês Nicolas Durand Villegagnon, que fundou a França Antártica, tentou, sem muito sucesso, tomar posse da Ilha da Laje para montar uma bateria ofensiva aos portugueses. A partir desse ocorrido, aos poucos, o governo de Portugal passou a dar mais atenção ao local.

Contudo, existiam outras prioridades. Em 1584, Salvador Correia de Sá, então governador da Capitania do Rio de Janeiro, queria erguer um grande forte na Ilha, que fica próxima ao continente. Porém, foi convencido a ampliar, primeiramente, as defesas da atual Fortaleza de Santa Cruz da Barra e da Fortaleza de São João.

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Em agosto de 1644, ficou determinado que seria construída uma fortificação na Ilha da Laje. As obras começaram no governo de Francisco de Souto Maior.

Em 1690 foram concluídas as obras do Forte. Mas ainda faltava muita coisa para ser uma fortificação finalizada, de fato. Uma curiosidade: as rendas das vendas dos terrenos da Rua da Direita – que hoje é a Primeiro de Março – foram usadas na construção do Forte”, conta o historiador Maurício Santos.

As plantas do Forte da Laje foram assinadas por Diogo da Silveira Veloso. O nome oficial do local é Forte Tamandaré da Laje. Isso ficou definido em um decreto do dia 12 de outubro de 1953.

Ainda sem a estrutura de uma grande fortificação, em 1711, o Forte da Laje não pôde oferecer combate ao ataque do francês René Duguay-Trouin. Por volta de 1715, foi feita a elevação do Forte, o deixando mais imponente e seguro para as defesas da cidade do Rio de Janeiro.

No século seguinte, em 1836, o Forte da Laje foi a prisão do famoso líder farroupilha Bento Gonçalves. Além de Bento, Pedro Boticário, jornalista e advogado gaúcho, também cumpriu pena no Forte. Juntos, os dois tentaram fugir por uma janela do Laje, porém, Pedro era gordo e não conseguiu. Em solidariedade ao companheiro de cárcere, Bento não finalizou a fuga. Os dois foram transferidos para outras prisões.

Para exercer ainda melhor suas funções, o Forte da Laje passou por significativas reformas em diversas partes, nos anos 1875 e 1889. No ano 1892, o Forte da Laje foi cenário de um levante militar contra o então presidente Floriano Peixoto. O líder desse movimento foi o segundo-sargento Silvino Honório de Macedo.

No ano seguinte, em 1893, o Forte foi bastante danificado pelos bombardeios feitos durante a Revolta da Armada. Em 1903, ganhou uma nova torre e dois potentes canhões. Além de instalações elétricas.

vista de cima

Atualmente, o Forte é responsabilidade do Centro de Capacitação Física do Exército, que fica na Urca. Por conta dos danos causados pelo tempo e pelo mar e com pouco investimento para manutenção, o Forte tem alguns problemas estruturais. No entanto, existem planos, inclusive com o apoio da iniciativa privada, de revitalizar a área e transformá-la em ponto turístico. Atrativos não faltam.

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Felipe Lucena477 Posts

<p>Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.</p>

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