História do Jardim do Valongo

Até bem pouco tempo, esse belo lugar na cidade do Rio de Janeiro estava esquecido. Com as grandes reformas que foram feitas na Zona Portuária, o Jardim do Valongo voltou a ter a visibilidade e a valorização que merece.


Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário da Cidade do Rio de Janeiro, a Sérgio Castro Imóveis exalta locais que visam a valorização da cultura e história da Cidade Maravilhosa.

O Jardim foi projetado em 1906, pelo arquiteto-paisagista Luis Rei. A construção está a sete metros acima do nível da rua, elevado por uma muralha de arrimo, e possui 1.636 metros quadrados.

Em uma dessas ironias da vida, o Jardim do Valongo foi construído em um projeto de reurbanização da região portuária do Rio de Janeiro, durante a gestão do prefeito Pereira Passos. O mesmo Jardim que estava praticamente abandonado até as obras do Porto Maravilha, na prefeitura de Eduardo Paes.

No projeto original estavam contemplados terraço, passeios, arborização, combustores de gás, depósito de água para irrigação, canteiros e grama, jardim rústico, casa do guarda, mictório público e depósito de ferramentas”, destaca Leonardo Ladeira, na Coluna do Patrimônio Histórico, no site Rio e Cultura.

Quatro estátuas em mármore, presentes no Jardim, representam divindades romanas: Minerva, Mercúrio, Ceres e Marte. Estas estátuas foram criadas para ornamentar o Cais da Imperatriz, em 1843, e foram levadas para o Jardim no início do século XX.

Com o abandono do Jardim do Valongo, as estátuas foram retiradas de lá e levadas para o Palácio da Cidade, em Botafogo. Recentemente, retornaram ao Jardim.

O chalé suíço, que funcionava como Casa da Guarda, havia sido depredado, descaracterizado e invadido por algumas famílias. Depois de restaurado, ele, hoje, abriga espaços culturais.

Em 2002, o Jardim passou por uma grande de reforma. Essa obra foi financiada pela Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Anos depois, o Jardim do Valongo sofreu com outros tempos de abandono.

Nos últimos anos, com reformas e manutenção mais constantes, o Jardim voltou a ser visitado por muitas pessoas e tem, hoje, um bom estado de conservação. Que assim continue.

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Felipe Lucena487 Posts

Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.

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