História do Largo do São Francisco - Diário do Rio de Janeiro

História do Largo do São Francisco

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Largo no início do século XX

Um dos logradouros mais antigos do Rio de Janeiro e do Brasil, o Largo do São Francisco, localizado no Centro da cidade, sofreu influência direta de muitos fatos históricos marcantes.

Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis sempre contribuiu para a valorização da cultura carioca

Antes do início das obras, o lugar onde hoje fica o Largo do São Francisco era uma lagoa, posicionada, inclusive, fora dos muros da cidade do Rio de Janeiro.

Quando Gomes Freire de Andrade passou a ser Governador e Capitão-Geral da Capitania do Rio de Janeiro foi determinada a expansão da malha urbana para além da lagoa.

Foto recente do Largo

“O engenheiro militar José Fernandes Pinto Alpoim, responsável pelo projeto, construiu uma vasta praça em 1742, onde seria erguida a nova catedral do Rio de Janeiro, dada a ruína da antiga, a Igreja de São Sebastião do Morro do Castelo. Então surgiu o Largo do São Francisco, que ainda não tinha esse nome”, destaca o historiador Maurício Santos.

O nome original foi Praça Real da Sé Nova. No ano 1749, foram lançados os alicerces para a construção da nova Catedral da cidade. Essas obras foram paralisadas em 1752 e, posteriormente, reiniciadas. Com a morte de Gomes Freire, mais uma vez, os trabalhos foram interrompidos.

Anos depois, com a chegada da Família Real Portuguesa, em 1808, a base da Catedral foi a aproveitada para a construção da Escola Central, depois Academia Real Militar e Escola Politécnica. Hoje, abriga o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Antiga imagem da Igreja

 

O nome Largo do São Francisco surgiu nesse período, pois nele se localizava a Igreja da Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula.

Após a Proclamação da República Brasileira, um novo nome foi dado ao Largo. Passou a ser chamado de Praça Coronel Tamarindo. Entretanto, a nomeação não se popularizou. Seguiu do São Francisco.

“O primeiro calçamento do Largo se deu entre 1817 e 1818, porque no local foram realizadas celebrações por conta da coroação de Dom João VI”, conta Maurício Santos.

Em sete de setembro de 1872, foi inaugurada no centro do Largo uma estátua do Conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, patriarca da Independência do Brasil.

Localizado entre as ruas do Ouvidor, dos Andradas, da Lampadoza (atual Avenida Passos) e Souza Franco (atual Rua do Teatro), o Largo sempre foi cenário de manifestações populares, desde as lutas pelo fim da escravidão até os tempos atuais, em protestos de trabalhadores liberais e servidores públicos. Sempre presente na história.

Monumento para José Bonifácio

Felipe Lucena
Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.
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