A História do Quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros no Centro

Localizado no centro do Rio de Janeiro, o imponente prédio chama a atenção. São mais de 100 anos de beleza arquitetônica e histórias ligadas ao passado da cidade.

No ano de 1856, Dom Pedro II, que é patrono da Corporação, assinou o Decreto nº 1775, criando o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte – o mais antigo Corpo de Bombeiros da América Latina.

Durante anos, a Corporação ficou em um velho casarão, localizado na Praça da Aclamação, atual Praça da República. Há quem diga que esse imóvel era assombrado. O tempo foi passando e, enfim, o Corpo de Bombeiros ganhou uma casa própria, proporcional à importância da Corporação.


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A nova sede foi inaugurada em 23 de maio de 1908. O prédio foi projetado pelo então Comandante-Geral, Coronel EB Francisco Marcelino Souza Aguiar.

Do Império à República, o Corpo de Bombeiros, em curto período de tempo, organizou-se e definiu suas prioridades, lidou com dificuldades de investimento, superou adversidades com a bravura de seu efetivo, vivenciou a mudança gradativa do eixo do poder político, econômico, militar e cultural que se deslocaram do Paço Imperial para o entorno do Campo do Santana” escreveu Pedro Marco Cruz Machado no livro “Casarão Vermelho”, editora Casa da Palavra, que celebrou os 100 anos da construção.

A beleza física do prédio chama mesmo a atenção. É praticamente impossível passar pela região e não notar a edificação. Arquitetura que desde o início foi elogiada.

No dia 23 de maio de 1908, o jornal Gazeta de Notícias deu a seguinte manchete: ‘Uma obra formidável’, se referindo ao prédio do Quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros”, contou Renata Santos no livro “Casarão Vermelho”.

As obras duraram quase dez anos e custaram 1.302:080$000. Para a inauguração foram distribuídos 1.100 convites.

Bela construção que segue firme até hoje em dia. Sendo importante para os bombeiros e para toda a população da cidade do Rio de Janeiro.

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Felipe Lucena484 Posts

Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.

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