História do Tivoli Park - Diário do Rio de Janeiro

História do Tivoli Park

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Tivoli Park da Lagoa

O Rio de Janeiro é conhecido, entre outras coisas, por sua beleza livre, aberta. Um dos locais do Rio que simboliza isso é a Lagoa Rodrigo de Freiras. Agora, imaginem um parque de diversões às margens dessa parte da cidade. Pois é essa é a história do Tivoli Park.

Tivoli Park nos Anos70

Inaugurado em 1972, não demorou muito para que o Parque virasse uma atração para cariocas e para pessoas que vinham de outros lugares. A proximidade com a Lagoa era um atrativo a mais.


Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário da Cidade do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis apoia construções e iniciativas que visam o crescimento da Cidade Maravilhosa sem que as características mais simbólicas do Rio se percam.

“Não havia internet, câmera digital, vídeo game… Para falar a verdade, naquela época não havia nem vídeo cassete! A cidade não tinha grandes shoppings centers e a diversão dos cariocas era mais fora do que dentro de casa, sempre ligada à praia, cinema, futebol, jardim zoológico e alguns circos que vez ou outra chegavam à cidade. E foi de um desses circos que surgiu o Tivoli Park: o Circo Orlando Orfei. Orlando Orfei, que já era famoso por causa de seu circo, resolveu continuar investindo no ramo do entretenimento e inaugurou o Tivoli Park da Lagoa, um parque sem concorrentes, pois o outro parque mais próximo era a Divertilândia que ficava em São Conrado, lugar que naqueles tempos não tinha um acesso tão fácil como hoje” destaca o site Doces Lembranças.

parque tivoli copenhagen

O nome foi uma homenagem ao famoso parque de diversões Tivoli, em Copenhague. O xará dinamarquês foi inaugurado em 1834 e é considerado o segundo parque de diversões mais antigo do mundo.

tivoli park 1980

Cerca de dez anos depois da inauguração, veio o auge. Na década em que o rock nacional e as boates ditavam o ritmo no Rio de Janeiro, o Tivoli Park era um dos principais pontos de encontro dos jovens cariocas.

Ingresso Tivoli Park

“Os Anos 80 Sem sombra de dúvida foram os melhores anos do parque. No final da década de 70, algumas reformas já tinham acontecido, como a mudança da bilheteria, ampliação do estacionamento e a adoção do sistema de passaporte. Com isso se pagava a entrada e podia-se brincar o quanto quisesse em quase todas as atrações. Algo que era bem interessante e que chamava bastante gente ao parque eram os festivais. O mais famoso foi o “Festival do Sorvetão”, sempre acontecia no verão e, como o nome já dizia, todos que comprassem o passaporte tinham direito a um sorvete” pontua o Doces Lembranças.

Após esses anos de glória, o Tivoli Park, na década seguinte, passou por momentos menos felizes. Alguns acidentes e outros problemas levaram a Prefeitura do Rio, em 1995, a fechar o Parque.

Depois de anos tendo outras utilidades, o espaço onde ficava o Tivoli Park voltou a ser usado de uma forma que boa parte da população pudesse usufruir. Atualmente é o Parque dos Patins que está lá.

Parque dos Patins, Lagoa

“Imagina como era o Tivoli. Eu quero abrir aquela área toda. Transformar o terreno num grande parque para a população” disse o então vereador Eduardo Paes na época que o Parque dos Patins estava sendo construído.

Muito se fala sobre a cidade do Rio de Janeiro não ter um grande e moderno parque de diversões. Nesse e em outros sentidos, o Tivoli Park faz muita falta.

Felipe Lucena
Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.
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