Liberais cariocas podem se unir a Bolsonaro para as eleições municipais?!?!

Jair e Flávio Bolsonaro, Pastor Everaldo, Alexandre Borges, Rogério Vargas e Bernardo Santoro

Antes de começar, para quem não conhece este editor aqui, Quintino Gomes Freire, sou liberal, (a um passo de libertário). Então, quando vi a foto aí de cima fiquei muito espantado de verdade, mas deixe-me explicar.

Na foto estão: Jair e Flávio Bolsonaro, Pastor Everaldo, Rogério Vargas, todos do PSC (Bolsonaro está a caminho do PP para o PSC);  Alexandre Borges e Bernardo Santoro, ambos do Instituto Liberal. Borges, inclusive, é muito conhecido por seus textos no Reaçonaria e em sua página no Facebook.

Dito isso, vamos à notícia que o perfil de Santoro divulgou hoje, quarta, 6/1/16:

Vai ter aliança de liberais e conservadores.
Vai ter amizade entre MBL e Bolsonaros.
Vai ter IL (Instituto Liberal que tem Rodrigo Constantino como uma das principais figuras) fazendo plano de governo.
Vai ter Bolsonaro prefeito.
Vai ter Bolsonaro presidente.
Só não vai ter esquerdista feliz.

Jair e Flávio Bolsonaro, Pastor Everaldo, Alexandre Borges, Rogério Vargas e Bernardo Santoro, vulgo eu.Esse foi um…

Posted by Bernardo Santoro on Wednesday, January 6, 2016

Como liberal isso me assustou muito, primeiro porque no Rio não é exatamente dominado pela esquerda. O prefeito Eduardo Paes é do PMDB, está longe de ser um socialista, tem uma sopa de letrinhas o apoiando que vai do PCdoB ao PP. E para 2016 o candidato mais forte, até o momento, é Marcelo Crivella (PRB) que tem um perfil ultra conservador, mais próximo de Bolsonaro do um liberal estaria. Até o prefeito anterior, Cesar Maia (DEM), era de um partido de centro direita. Então, ter aliança entre duas ideologias tão diferentes no município não faz sentido.

O verdadeiro problema da política carioca está longe da dicotomia simplista de direita x esquerda: é o clientelismo. Uma Câmara de Vereadores dominada por políticos que pensam muito mais em seus interesses do momento que realmente em uma cidade melhor. É só ir no perfil de alguns dos vereadores mais votados e observar que sempre estão no partido do governo, ou no que apoia o governo.

Se o apoio dos liberais fosse a Bolsonaro em um 2º turno contra Freixo, por exemplo, estaria tudo ok. Neste caso votaria nele também, dada a alternativa. Mas temos de lembrar que um conservador como Bolsonaro é contra as bandeiras mais caras aos liberais, como direitos LGBT, direitos para mulheres e legalização das drogas.

É de se esperar que o Partido Novo, que prometia ser um diferencial nessas eleições, não faça parte dessa aliança espúria.

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Quintino Gomes Freire8866 Posts

Diretor de mídias sociais na Agência B5, palestrante, publicitário, Defensor do Carioca Way of Life e Embaixador do Rio. Começou o Diário do Rio em 2007 e está a frente dele até hoje o levando ser um dos principais portais sobre o Rio de Janeiro.

6 Comentários

  • João Reply

    12 de Janeiro de 2016 at 18:26

    PARABÉNS POR EXPOR ESTA INCONVENIENTE CONTRADIÇÃO

  • Nelson Reply

    8 de Janeiro de 2016 at 17:04

    A sua análise, infelizmente, é bastante equivocada.

    1) O Rio de Janeiro é sim, dominado pela esquerda. Basta ver os percentuais do resultado das últimas eleições e verá que, salvo exceções (Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro são algumas delas), a maioria é esquerdista. O PT ganhou aqui. O candidato do PSOL para o governo do estado teve uma votação expressiva. Nas eleições para prefeito em 2012, o infame Marcelo Freixo ficou em segundo lugar, também com uma votação expressiva. Vale lembrar que o único partido de direita presente no espectro político nacional é o NOVO, que ainda não participou de eleições. Talvez o DEM também, como centro (nunca vi o DEM pregar governo mínimo, menos impostos, etc.)

    Visite o campus universitário de qualquer universidade federal, estadual e até as particulares, e vai ver qual é o “clima” vigente entre os alunos. E entre os docentes também. O esquerdismo é bem forte aqui.

    2) Eduardo Paes é um dos mais ferrenhos defensores da Dilma Rousseff na atualidade, juntamente com Luis Fernando Pezão. Aliás, o PMDB fluminense defende o governo em peso. As origens dele são no PSDB, mas ele já abandonou esse barco faz tempo -está a bordo do Titanic do governo PT há anos.

    3) Bolsonaro é bastante diferente de Marcelo Crivella. Crivella é um populista, capaz de fazer qualquer coisa para se eleger, inclusive uma aliança com a família Garotinho -todos populistas demagogos envolvidos em múltiplos escândalos.

    4) Bolsonaro não é contra direitos das mulheres e dos gays. Vários programas “jornalisticos” por aí já tentaram difamá-lo, jogar o nome dele na lama com frases tiradas de contexto e ele já se manifestou inúmeras vezes a respeito nesse sentido para corrigir as coisas. Ele é contra o aborto, cotas para certas etnias e o infame kit-gay nas escolas primárias públicas. Mas ele não é homofóbico, não é machista e não é racista (e não é fascista, como a esquerda gosta muito de rotulá-lo, sem nem saber o que é o fascismo). Ele é um ferrenho defensor dos cidadãos de bem e ataca furiosamente os que defendem criminosos (sendo esses maiores de idade ou não).

  • Negorick Reply

    6 de Janeiro de 2016 at 20:53

    Diferente de você, Quintino, entre Bolsonaro e Freixo, voto no Marcelo Freixo.
    Acho que o pior nessa aliança é aumentar a confusão que as pessoas (no Brasil) fazem entre liberais e conservadores.

  • Fernando Reply

    6 de Janeiro de 2016 at 20:14

    Concordo que o maior mal político (ou um dos maiores) do Rio de Janeiro é o clientelismo.

    Mas até agora, pelo menos até onde sei, Bolsonaro não se manifestou candidato à Prefeitura. No seu perfil na rede social Facebook ele já fez uma postagem insinuando que não sairá candidato a prefeito, e um seguidor de seu perfil escreveu, meses atrás, em um comentário, que Bolsonaro lhe disse que sua candidatura nas eleições deste ano se trata de boato.

  • Edu Reply

    6 de Janeiro de 2016 at 20:12

    Acho q suas análises estão equivocadas em relação aos políticos. O Rio é sim dominado pela esquerda, e dizer que o PMDB está longe de ser socialista mostra o desconhecimento sobre o próprio partido. Com exceção do NOVO e DEM, não existe um partido de direita. Da mesma forma não pode se julgar o posicionamento, de fato, de um politico pelo seu partido e sem considerar suas ações como governo. E outra, dizer que Crivela = Bolsonaro é ter uma visão bem superficial e não saber oq vem a ser o conservadorismo.

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