Mercadossauros – Quem será extinto nos próximos anos?

Dentro da economia criativa os papéis de fornecedores e consumidores são outros, e quem não estiver atento a essas funções pode virar um dinossauro correndo o risco de descobrir que foi extinto quando for tarde demais.

Mesmo que pareça novidade para alguns, dentro deste setor já é clichê dizer que a maior empresa de transporte do mundo, o UBER, não possui um carro próprio em sua frota. Ou que a maior empresa de hospedagem do planeta, o Airbnb, não possui um único quarto ou cama de sua propriedade. Esses exemplos podem ser multiplicados em setores que empresas utilizam plataformas semelhantes. O mesmo modelo do Uber já pode ser encontrado para médicos ou passeio com cachorros.

Mas não é só de modelos de negócios já consagrados que estamos falando, a atenção precisa ser direcionada ao que dá oportunidade. Você já ouviu falar em BITCOIN? Um dinheiro virtual que provavelmente se tornará dominante de mercados em breve. Ou de como impressoras 3D, que já estão em preços acessíveis, podem substituir diversos setores que vendem peças de reposição, ferramentas e outras coisas que ao invés de serem compradas, serão simplesmente impressas pelos usuários?

Economia compartilhada será a palavra do momento em breve. Assim como já é possível compartilhar uma bicicleta no Rio ou um Carro na França, outros produtos seguem pelo mesmo caminho, mudando toda a lógica de consumo de diversos setores. Imagine por exemplo para que servem suas malas, quanto custaram, o espaço que ocupam e quanto custaram. Agora, pensa em uma que aluga malas para viagens, tirando seu custo de compra e dispensando que você tenha um espaço para guardar um material que você usa apenas poucas vezes por ano. Essa empresa já existe.

Quantas outras coisas podem mudar em breve? Tudo. A demanda dentro da economia criativa é por ideias inovadoras, sendo  ilimitada a demanda dos consumidores por soluções inovadoras, o que força as empresas a buscarem por novidades ou fecharem.

Desde o início do século, o modelo produto/serviço está cada vez mais misturado. Quem vende produtos, desde elevadores à impressoras, ganha uma boa fatia de suas rendas no serviço de manutenção. Enquanto, quem oferece serviço, como academias de ginástica, vendem produtos como aulas patenteadas para manterem o interesse do público.

Outra tendência dos próximos anos é o que podemos chamar de empoderamento do consumidor, algo maior do que o consumo consciente. Veganos são um bom exemplo disso, diferentes dos vegetarianos que não consomem carne, veganos não consomem nada que venha de empresas que se envolvam de alguma forma com maltratos de animais. Essa penalidade para o mau comportamento corporativo tende a se estender para outras áreas de interesse, como pessoas que não consomem produtos de empresas que exploram países pobres, crianças ou não praticam igualdade de gênero.

No mundo de amanhã as necessidades serão muito semelhantes às de hoje, mas as ofertas de solução serão diferentes, melhores e farão mais sentido para as pessoas. Quem não se adaptar ficará observando e aplaudindo a beleza do meteoro que cairá para destruí-lo.

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Roberto Sá Filho16 Posts

Diretor de Criação da MESA Comunicação e professor da ESPM – RJ. É graduado em Publicidade e Propaganda, Pós-Graduado em Marketing Digital e Mestrando em Gestão da Economia Criativa. É também apaixonado pelos seus filhos Théo e Sophia e pelo Rio de Janeiro.

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