Ontem lendo o Jornal O Dia, uma notícia me deixou perplexo. O suposto xerife da Ordem Pública, Rodrigo Bethlem, que na verdade cobra os erros dos outros, mas comete erros e os têm na sua fichaa de vida. Agora quer mexer com as bancas de jornais.
Nada contra fazer ordenamento das calçadas, controlar ambulantes, mas mexer com bancas de jornais que possuem uma lei que as regula, e também não atrapalham em nada a vida do carioca. Diga-se de passagem, as bancas de jornais são um patrimônio da história e cultura carioca.
Se não me engano em um post aqui no Diário no ano passado falamos de como elas surgiram na nossa cidade e ganharam o gosto e o apreço de cariocas de todas as classes e regiões.
As bancas são celeiros de cultura nas nossas ruas, elas popularizam o conhecimento. E quando alguém vem com papo de que quer fazer licitação, me parece um golpe aos direitos garantidos aos permissionários para operaram estes estabelecimentos. Isso cheira a coisas macabras que ocorreram em um tempo não muito longe no governo alemão nazista.
Senhor Bethlem ao invés de querer inventar moda, deveria procurar fazer coisas úteis, e no mexer com quem não atrapalha a cidade, com algo que o carioca respeita e tem apreço. Você pode até querer aumentar a TUAP, mas daí a inventar licitação, é golpe, e os cariocas certamente irão se unir aos seus tradicionais amigos jornaleiros para não deixar que esta parte boa da história carioca seja violada por homens sem princípio e visão do que é o Rio de Janeiro.
Lamentável é a palavra para esta intenção do senhor Bethelem.

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Ok, o Rodrigo Bethlem pode ter mil defeitos no que tange ao seu comportamento público. Mas isso não desqualifica a intenção de lidar com a questão das bancas de revista. É só andar pelo centro da cidade pra constatar como elas tomam o espaço das calçadas e atrapalham o ir e vir do cidadão traseunte. Algumas são enormes para as calçadas que as comporta. Quem autorizou seu tamanho paquidérmico? Seria importante saber. Mas o problema maior é que elas não se contém dentro de si mesmas. Todo tipo de penduricalhos, além de revistas e DVDs, claro, são pendurados em suas mini marquises. E acabam ocupando espaço muito maior. Atrapalham mesmo! Quer conferir? visite a esquina da Graça Aranha com a Araújo Porto Alegre no centro do Rio? Ou a banca em frente à Caixa Econômica no lado contrário da Rio Branco. Depois me responda: não há nada de errado com as bancas (claro, nem todas) no Rio?
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Pensando bem, acho que a única coisa que fica na calçada e não atrapalha são as bancas de jornal, elas ficam posicionadas em lugares onde tem muito espaço para passar em frente. Já o resto tudo atrapalha: carros, puxadinhos, ponto de ônibus(se tiver muitas pessoas pode atrapalhar)…
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Alex,
Uma coisa é você limitar o tamanho, o que se vende. Alias as bancas de jornais e revistas possuem uma lei que rege o que pode e o que não pode, é questão de fiscalizar somente.
Mas outra coisa é querer passar as bancas para as mãos de outros, inventar licitação agora, para quem já atua legalmente. No mínimo estranho isso.
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Se há algo que a incompetência de Sergio Cabral, a inabilidade de Lula e a vontade de aparecer de Ibsen Pinheiro causou foi trincar o pacto federativo, ou seja, o Brasil como nação. Nunca antes na história do Rio de Janeiro, ao menos a recente, se ouve nas ruas tanta gente falando de secessão, ou melhor, de independência que salvou você e eu quase ninguém conhece a expressão.
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