Nunca entendi porque se discute tanto no Rio a necessida de “pôr o Exército na rua”, como se fosse uma solução de Segurança Pública. Realmente, mais policiamento nos passa uma maior sensação de segurança, óbvio, até porque muito da sensção de insegurança é passada pela mídia (pesquisas demonstram que quando se pergunta qual o maior problema do seu bairro, segurança não está entre as primeiras). Agora, isso vai resolver? Não a longo prazo.
O governador Sergio Cabral precisa começar a pensar mais em ações que tenham resultado duradouro, e não apenas midiático. O que Cabral fez ao requisitar do Governo Federal a ajuda das Forças Armadas foi isso, uma demonstração para a Tv, mas no fim não terá um fim prático, como demonstrou a Força Nacional, que funcionou alguns dias na Tv e apenas isso. Não acredito que o Exército poderá ficar no Rio por muito tempo, não da forma que a população carioca gostaria.
Então o que deveria fazer Sergio Cabral? Algumas ações poderiam ser feitas, primeiro equipar a Polícia Civil, é a ela que cabe as investigações, e sem equipamento necessário fica difícil conseguir solucionar os crimes que acontecem no Rio de Janeiro. Não basta dar carros, é necessário dar uma laboratório moderno, verba para pesquisa, criar um convênio entre eles e a UERJ. Mais cursos para “a Civil” também ajudaria, o policial é um servidor público, e como todos precisam ser atualizados.
Quanto a Polícia Militar, é dignificar o profissional, e isso inicia com aumento de salário, bom plano de carreira (isso vale para a Polícia Civil também) e, claro, tudo isso passa pela limpeza, tirando o mal policial. É também necessário devolver, por mais absurdo que pareça, a segurança ao policial, um PM não pode sair de casa com o uniforme, por ser muito arriscado. Enquanto isso ocorrer, um policial não poderá fazer um bom trabalho, já que vive com medo.
Bem, apesar disso tudo, é bom lembrar que qualquer grande cidade é perigosa, seja Madri, Paris, Nova York ou Washington, com os mesmos cuidados que temos aqui no Rio (como não andar em ruas escuras). O Rio de Janeiro, como já disse, é a apenas a 107a cidade mais violenta do Brasil. Há problemas na nossa cidade, sim, mas eles são localizados. E o que falo acima, é apenas um desabafo, desta necessidade absurda que o governador tem de querer dar uma resposta imediata, que não funcionará, quando o que precisa é de um trabalho longo e que não renderá popularidade tão rápido.

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Também sou da opinião de que as Forças Armadas não irão resolver tudo, quanto mais a longo prazo. O combate ao tráfico de entorpecentes deve ser continuado, e movido através de inteligência, e não tiros desenfreados.
Contudo, na situação em que nos encontramos, de autêntica guerra, caberia ao Exército tentar restabelecer o mÃnimo de ordem necessário para que a PM volta a trabalhar “com segurança” (!).
Nossa polÃcia e sucateada e, em parte, corrupta. Isso precisa acabar. O governador tem feito várias promessas para o setor de segurança. Faltam ações, até o momento.
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Thássius,
exatamente! O que está ocorrendo no Rio é tapar o sol com a peneira, é querer com um formigueiro dando uma chinelada! Falta estratégia, falta ação!
[Reply]
[...] até de respirar. É morte para lá, incêndio para cá, atropelamento ali e um assalto acolá. Já falei que a cidade tem seus problemas, claro que tem! Mas do jeito que a imprensa borda, fico com vontade de mudar para [...]
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Se há algo que a incompetência de Sergio Cabral, a inabilidade de Lula e a vontade de aparecer de Ibsen Pinheiro causou foi trincar o pacto federativo, ou seja, o Brasil como nação. Nunca antes na história do Rio de Janeiro, ao menos a recente, se ouve nas ruas tanta gente falando de secessão, ou melhor, de independência que salvou você e eu quase ninguém conhece a expressão.
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