Significado do nome dos Bairros do Rio de Janeiro - Di√°rio do Rio de Janeiro

Significado do nome dos Bairros do Rio de Janeiro

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Praia de Botafogo - Foto Pedro Kirilos Riotur

¬†O Rio de Janeiro tem dezenas de bairros, alguns com nomes curiosos (como Piedade), outros cercados de lendas (Urca, Realengo, Valqueire), fora homenagens a grandes propriet√°rios de terras, fam√≠lias antigas e nobres. A maior curiosidade √© a hist√≥ria do Leblon, Flamengo e Urca, que teria o nome devido ao mesmo homem… um holand√™s, que pensam que √© franc√™s ou flamengo, se chamava Olivier van Noort, o apelido √© Charles LeBron,¬† ou LeBlond e chegou ao Rio em seu navio URCA. Pode at√© ser mentira, mas deve ser bem mais interessante que a verdade. O post √© de 2008,mas desde aquela √©poca vem sendo atualizado.

Abolição

O nome provavelmente tem origem na antiga alcunha da Rua da Abolição, 13 de maio, dia da abolição dos escravos no Brasil.

Acari

O nome do bairro vem do Rio Acari. Acari, por sua vez, é um tipo de peixe. Hoje chamada de Favela de Acari, a região é a junção do Conjunto Amarelinho, construído no final dos anos 50 na beira da Avenida Brasil, e mais quatro localidades: Parque (Proletário) Acari, Vila Rica de Irajá, Coroado e Vila Esperança.

√Āgua Santa

√Āgua mineral jorrava de uma fonte localizada nessa √°rea. Ela era engarrafada e vendida na regi√£o.

Alto da Boa Vista

O nome tem origem na bela paisagem que se admira das encostas do Maci√ßo da Tijuca. No in√≠cio era a serra, depois vieram as planta√ß√Ķes de caf√© que desmataram os morros e alteraram a vaz√£o de rios da regi√£o. D. Pedro II determinou em 1861 o reflorestamento de toda a √°rea, feito pelo Major Archer.

Andaraí

Seu nome prov√©m da express√£o ind√≠gena “Andir√°-y A√ßu”, que significa “Rio Grande dos Morcegos”, na linguagem dos √≠ndios tamoios que habitavam a regi√£o. O “Rio dos Morcegos” hoje √© denominado Rio Joana, que atravessa o bairro, dividindo as duas pistas da Rua Maxwell. Outra vers√£o diz que vem do Pico do Andara√≠, cuja tradu√ß√£o do tupi para o portugu√™s seria ‚Äúempinado para cima‚ÄĚ

Anil

No local, existiram arbustos nativos cujos frutos eram o anil. Inicialmente, a região era ocupada por engenhos. Depois vieram as fazendas onde se plantava café.

Bangu

Corruptela de u bang √ļ (‚Äúa barreira negra‚ÄĚ) ou bang √ļ (‚Äúcercado por morros‚ÄĚ) na linguagem dos √≠ndios. Outra possibilidade est√° relacionada √† palavra africana bang√ľ√™, utilizada pelos escravos para se referir ao local do engenho onde se guardava o baga√ßo da cana-de-a√ß√ļcar que, ap√≥s mo√≠da, alimentava o gado. O termo ficou consagrado ainda, como denomina√ß√£o de uma esp√©cie de padiola feita de tiras de couro ou fibras tran√ßadas, usada para transportar cana-de-a√ß√ļcar e outros materiais de forma improvisada. Da√≠ nasceu a express√£o ‚Äúfazer √† bangu‚ÄĚ, ou seja, sem cuidado, de qualquer jeito.

Barra da Tijuca

Dep√≥sitos de aluvi√£o formados nas desembocaduras de rios e canais s√£o o que se chama de barra. No caso do bairro, o dep√≥sito √© formado pelo encontro das √°guas do conjunto de lagoas da regi√£o (entre as quais, a Lagoa da Tijuca) com o Oceano Atl√Ęntico, atrav√©s do Canal da Joatinga. Tijuca, por sua vez, significa ‚Äú√°gua podre‚ÄĚ em tupi.

Barra de Guaratiba

Na cartografia do s√©culo 17, a √°rea j√° tinha esse nome, que vem do tupi e significa ‚Äús√≠tio em que abundam as gar√ßas‚ÄĚ. O bairro se encontra na faixa entre manguezais e a Serra Geral de Guaratiba.

Barros Filho

A fam√≠lia Costa Barros era propriet√°ria dos latif√ļndios na regi√£o. O pai passou toda a √°rea para seu herdeiro, Barros Filho. Entre os anos de 1892 e 1898 foi instalada a esta√ß√£o de trem que deu nome ao bairro atravessado pela Avenida Brasil.

Benfica

Antigamente, os moradores chamavam a região de Praia Pequena e Praia Grande devido às praias que existiam no local. A partir de determinado momento, não se sabe ao certo quando, começaram a chamar o local de Benfica. Estudiosos apostam na influência de moradores portugueses, população em massa do local (existe em Lisboa, Portugal, uma região que leva o mesmo nome).

Bento Ribeiro

Homenagem a Bento Manuel Ribeiro Carneiro Monteiro, general e prefeito do Rio de 1910 a 1914, no governo do Marechal Hermes da Fonseca.

Bonsucesso

O nome ‚ÄúBonsucesso‚ÄĚ vem de D. Cec√≠lia Vieira de Bonsucesso, que, em 1754, reformou a capela da regi√£o, cortada pelo Rio Faria.

Br√°s de Pina

Br√°s de Pina era, no s√©culo 18, o propriet√°rio da regi√£o que originou o bairro. Era, tamb√©m, contratante da pesca da baleia e mantinha um engenho de a√ß√ļcar e aguardente. Bangu – possui 2 vers√Ķes para o nome: “pared√£o negro ou escurecido”, numa refer√™ncia √† grande sombra projetada pelo Maci√ßo da Pedra Branca sobre o vale onde Bangu se localiza. A segunda vers√£o atribu√≠ a palavra “bangu√™” (corruptela de bangu), voc√°bulo africano, simbolizando uma esp√©cie de padiola constru√≠da de couro ou tran√ßado de fibras, amarrada a dois varais e conduzida por dois homens, usada para transporte de cana-de-a√ß√ļcar, tijolos e outros materiais. √Č poss√≠vel, inclusive, que desse processo meio desordenado de transporte tenha surgido a conhecida express√£o “√† bangu”, que √© “fazer alguma coisa sem a menor t√©cnica, de improviso”.

Botafogo

Acabou sendo batizado em 1590, quando Ant√īnio Francisco Velho vendeu suas terras para um amigo, Jo√£o Pereira de Souza Botafogo. O sobrenome era dado em Portugal aos especialistas em armas de fogo manuais. Br√°s de Pina – deve-se ao antigo propriet√°rio de suas terras, Br√°s de Pina, que aqui mantinha um engenho de a√ß√ļcar no s√©culo XVIII.

Cachambi

Caxamby, de origem indígena, significa feixo, laço que amarra o capim ou mato trançado. Suas terras eram formadas por vastos capinzais, muito procurados para alimentar os animais, o que valorizava o terreno.

Camorim

Derivado do tupi camury, que significa ‚Äúmata com muitos mosquitos‚ÄĚ, o nome designa o bairro e sua principal estrada de acesso. Toda essa regi√£o pertencia a Gon√ßalo Correia de S√°, onde, em 1625, mandou levantar a capela de S√£o Gon√ßalo de Amarante, padroeiro do lugar, que existe at√© hoje.

Campinho

No cruzamento das atuais ruas Intendente Magalh√£es e Ernani Cardoso com a C√Ęndido Ben√≠cio e a Domingos Lopes havia um local em que os viajantes costumavam descansar, pr√≥ximo a um pequeno campo onde havia uma feira de gado – o campinho, como era chamada -, que acabou dando nome ao lugar.

Campo dos Afonsos

A √°rea era ocupada pelo Engenho dos Afonsos, um vasto campo onde se produzia a√ß√ļcar e se criava gado. Antes da 1¬™ Guerra Mundial, o Campo dos Afonsos foi ocupado pela Aeron√°utica Civil e Militar e l√° foi instalada a primeira escola de avia√ß√£o do Rio de Janeiro, em 1913.

Campo Grande

As terras que iam do atual bairro de Deodoro, passavam por Bangu e iam at√© Cosmos faziam parte das paragens conhecidas como o ‚Äúcampo grande‚ÄĚ.

Cascadura

A origem do nome do bairro tem tr√™s vers√Ķes: a primeira est√° ligada √† inglesa Maria Graham, que relatou, em 1824, um passeio √† Fazenda Real de Santa Cruz, fazendo refer√™ncia ao local como ‚ÄúCasca D‚ÄôOuro‚ÄĚ. A segunda remonta √† dificuldade que os oper√°rios tiveram para abrir, com picaretas, a pedreira na constru√ß√£o da estrada de ferro ‚Äď o conjunto de pedras ganhou o apelido de ‚Äúcasca dura‚ÄĚ. A terceira, por fim, diz respeito a um dos primeiros moradores da regi√£o, um comerciante bastante dif√≠cil, fechado para negocia√ß√Ķes e doa√ß√Ķes.

Caju

As chácaras e sítios da região tinham muitos cajueiros, daí o nome do bairro. Mas há outra versão que diz ser devido  a um morro localizado no bairro que tinha o formato de uma castanha de caju

Catete

Significa, em tupi, ‚Äúmato fechado‚ÄĚ, e correspondia a um bra√ßo do Rio Carioca que contornava o outeiro da Gl√≥ria e desembocava no mar.

Catumbi

A origem do bairro √© um arraial √†s margens do Rio Catumbi (‚Äú√°gua do mato escuro‚ÄĚ ou ‚Äúrio sombreado‚ÄĚ) habitado por ricos propriet√°rios de terras e escravos.

Cavalcanti

Com a construção da antiga Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil, em 1892, foi implantada na região a estação Cavalcanti, uma homenagem a Matias Cavalcanti, encarregado do tráfego da Central.

Centro

Ap√≥s a derrota imposta aos franceses invasores em 1567, o n√ļcleo original da Cidade de S√£o Sebasti√£o do Rio de Janeiro foi transferido da Urca para o Morro do Castelo, um local mais protegido dos ataques de estrangeiros e nativos hostis. Aos poucos, a popula√ß√£o come√ßou a ocupar a plan√≠cie localizada entre os morros do Castelo, de Santo Ant√īnio, de S√£o Bento e da Concei√ß√£o e a aterrar os p√Ęntanos e lagoas existentes nesta √°rea central, portanto centro da cidade. O Governador-geral Mem de S√° administrou o Rio at√© junho de 1568, quando ent√£o nomeou seu sobrinho, Salvador Correia de S√°, capit√£o e governador. Come√ßaram a√≠, de fato, as atividades econ√īmicas, sociais e o in√≠cio do desenvolvimento urbano carioca.

Cidade de Deus

Na década de 1960, o governador Carlos Lacerda implementou uma política de remoção das favelas situadas na Zona Sul da cidade. Para isso, autorizou a construção de um grande conjunto habitacional na baixada de Jacarepaguá. Surgiu assim a Cidade de Deus. Desde o planejamento do conjunto, a ideia era usar nomes bíblicos em logradouros. Sendo assim, suas ruas têm nomes de personagens e cidades bíblicas, principalmente do Antigo Testamento.

Cidade Nova

Tem registros que remontam ao período do reinado de D. João VI. Até o início do século XIX, a região era um alagadiço que servia de rota de passagem entre o Centro e as zonas rurais da Tijuca e São Cristóvão. Com os aterros feitos com a intenção de melhorar esta travessia, surgiu o projeto de impulsionar o crescimento da cidade para a área, daí o nome.

Coelho Neto

Originalmente, a região era denominada Areal. A família Amaral era a principal proprietária das terras. Com a implantação da Estrada de Ferro Rio D’Ouro, foi construída a estação do Areal, que depois passou a se chamar Coelho Neto, uma homenagem a Henrique Maximiano Coelho Neto (1864-1934), famoso escritor, jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras que ocupou a cadeira 2.

Colégio

Na regi√£o onde hoje est√° o bairro havia apenas um professor p√ļblico, Jos√© Teodoro Burlamaqui. O seu col√©gio, de 1860, ficava no cruzamento das estradas da Pavuna e Barro Vermelho, cuja continua√ß√£o ganharia o nome de Estrada do Col√©gio.

Complexo do Alem√£o

A ocupa√ß√£o da Serra da Miseric√≥rdia ocorreu no in√≠cio do s√©culo 19 com Francisco Jos√© Ferreira Rego. Seus herdeiros venderam as terras para Joaquim Leandro da Motta, que dividiu a propriedade em grandes lotes. Um deles foi vendido para Leonard Kacsmarkiewiez, polon√™s refugiado da Primeira Guerra Mundial que ficou conhecido pelo apelido de ‚ÄúAlem√£o‚ÄĚ, nome depois dado ao morro que lhe pertencia.

Copacabana

Significa mirante do azul, na língua Inca Quichua. Também existe uma cidade boliviana nas margens do Lago Titicaca com o nome de Copacabana. Originalmente, o nome do bairro era Sacopenapã que  era um areal deserto quando pescadores ergueram uma capelinha no extremo sul da praia. Nela foi colocada a cópia de uma imagem de Nossa Senhora de Copacabana, trazida por mercadores de prata bolivianos. A igreja foi destruída para dar lugar ao Forte de Copacabana.

Cordovil

No século 17, as terras pertenciam a Bartolomeu de Siqueira Cordovil. O Engenho dos Cordovil possuía extensos canaviais que se espalhavam pela planície em direção a Irajá..

Cosme Velho

√Č uma homenagem ao comerciante portugu√™s Cosme Velho Pereira que, no s√©culo XVI, habitava a parte mais alta do vale do Carioca. Na parte mais baixa do vale havia grande n√ļmero de laranjeiras, tamb√©m originando o nome do bairro vizinho, “Laranjeiras”.

Cosmos

Nas terras que pertenceram ao Engenho da Paciência, a Companhia Imobiliária Cosmos construiu um grande loteamento, a Vila Igaratá. Quando foi implantado o ramal ferroviário de Mangaratiba, uma área foi cedida para a construção da Estação Cosmos, inaugurada em 1928, que deu nome ao bairro.

Costa Barros

A região abrigava as fazendas da família Costa Barros, daí o nome do bairro.

Curicica

Corruptela de ya-cury-ycica, ‚Äúa √°rvore que baba‚ÄĚ, da fam√≠lia das palm√°ceas, o nome designou tamb√©m a antiga Estrada de Jacarepagu√° que dava acesso √† baixada fronteiri√ßa ao Morro Dois Irm√£os e limitada pela Estrada de Guaratiba (atual Bandeirantes).

Del Castilho

Com a construção da Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil (depois Linha Auxiliar) em 1892, foi implantada na região a estação Del Castilho, em homenagem a um engenheiro amigo de Paulo de Frontin.

Deodoro

A regi√£o era ocupada pelo Engenho Sapopemba (raiz achatada e tran√ßada), fundado por Gaspar da Costa em 1612, e pela fazenda do Gericin√≥, na extensa baixada do Maci√ßo do Gericin√≥. Com a chegada da Estrada de Ferro Central do Brasil, foi inaugurada, em 1859, a esta√ß√£o Sapopemba que, depois da instaura√ß√£o da Rep√ļblica, passou a se chamar Deodoro em homenagem ao Marechal Deodoro da Fonseca. Ela se tornou uma das maiores do sub√ļrbio.

Encantado

Segundo a tradição local, a origem do nome está relacionada ao rio que corria em suas redondezas, o Rio Faria. Dizia-se que suas águas encantadas tragavam tudo que nelas caíssem, até uma carroça com condutor, cargas e burro.

Engenheiro Leal

Este pequeno bairro situado no sopé do morro do Dendê era terra do Engenho da Portela, da família Cardoso Quintão. Sua origem é a implantação da Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil, depois chamada de Linha Auxiliar, em 1892. Nela, foi instalada a Estação Engenheiro Leal, companheiro de Paulo de Frontin e Magno de Carvalho, no início do século 20.

Engenho da Rainha

As terras pertenciam inicialmente ao Engenho da Pedra ou de Bonsucesso, e se expandiam desde a orla da Ba√≠a de Guanabara at√© Inha√ļma. A rainha Dona Carlota Joaquina, esposa de Dom Jo√£o VI, comprou uma quarta parte do engenho onde havia uma casa de 15 quartos, pr√≥xima √† atual Rua Dona Lu√≠sa. Por isso o nome do bairro.

Engenho de Dentro

O nome surgiu de um engenho de a√ß√ļcar existente no local, que pertencia ao mestre de campos Jo√£o √Ārias de Aguirre, no s√©culo XVIII.¬† A abertura da Estrada de Ferro Dom Pedro II, depois Central do Brasil, trouxe ao bairro grandes oficinas ferrovi√°rias, consideradas as mais importantes da Am√©rica Latina em 1881. A esta√ß√£o do Engenho de Dentro foi inaugurada em 1873 e, mais tarde, foi demolida. Em 1937, foi constru√≠da a atual.

Engenho Novo

O nome tem origem no Engenho Novo dos Jesuítas, construído em 1707.

Est√°cio

A região era um matagal onde se refugiavam os porcos dos matadouros próximos, daí seu antigo nome de Mata-Porcos. Quando foi se firmando como bairro, com a chegada de cada vez mais moradores, a área passou a se chamar Estácio em homenagem ao fundador da Cidade, Estácio de Sá.

Flamengo

uma homenagem ao navegador flamengo, na verdade holand√™s, Olivier Van Noort, tamb√©m conhecido como LeBlond. H√° outras duas vers√Ķes, que vem dos prisioneiros holandeses da regi√£o, ou os flamengos. Ou mesmo relacionado aos flamingos que frequentavam a regi√£o na √©poca.

Gamboa

A alcunha deste bairro, que tinha uma das mais antigas praias do litoral carioca urbano, est√° ligada √†s gamboas ou camboas, pequenas represas feitas pelos pescadores locais para prender os peixes que entravam nas √°guas calmas entre a Praia da Sa√ļde e o Saco do Alferes.

Gardênia Azul

O bairro fica nas terras do antigo Engenho D‚Äô√Āgua de Jacarepagu√°, fundado pelo filho do Bar√£o da Taquara, o m√©dico e vereador Francisco Pinto da Fonseca. Na d√©cada de 1960, foi implantado o loteamento que deu nome ao bairro, com acesso pelas estradas do Cap√£o (atual Avenida Tenente Coronel Muniz de Arag√£o) e do Engenho D‚Äô√Āgua.

G√°vea

Devido à vista privilegiada da Pedra da Gávea (embora esta se localize em São Conrado, outro bairro), que por sua vez foi assim batizada por ter em seu topo uma formação rochosa semelhante à gávea dos navios.

Gericinó

Corruptela de Iar√≠-Airy (‚Äúem cima, no alto‚ÄĚ) e Cin-√≥ (‚Äúliso e fechado‚ÄĚ), ou seja, ‚Äúmorro liso e fechado‚ÄĚ, Gericin√≥ levou o nome do morro hom√īnimo de 889 metros de altura na divisa com o munic√≠pio de Mesquita. O novo bairro foi desmembrado de Bangu oficialmente em 2004.

Glória

O bairro deve seu nome à Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, uma das primeiras construídas na cidade no século XVIII, em torno da qual se consolidou o povoamento da região.

Graja√ļ

Foi dado em homenagem a cidade de Graja√ļ, terra natal do engenheiro que projetou, em 1920, o bairro, Ant√īnio Eug√™nio Richard J√ļnior, no interior do Maranh√£o. V√°rias ruas do bairro tem nome de cidades e rios maranhenses. Richard vem a ser av√ī de Sergio Castro, empres√°rio do ramo imobili√°rio e fundador da Sergio Castro Im√≥veis, logo Richard √© bisav√ī do atual diretor da empresa, Claudio Castro.

Grumari

Do ind√≠gena ‚Äúcuru‚ÄĚ (seixos, pedras soltas) e ‚Äúmari‚ÄĚ (que produz √°gua), tamb√©m designa uma √°rvore encontrada nas encostas da regi√£o. Cercada pelas serras do Grumari, de Guaratiba e de Piabas, √© a √ļltima √°rea natural e preservada do litoral carioca, incluindo a praia do Grumari, a vegeta√ß√£o de restinga e as praias selvagens acess√≠veis por trilhas.

Guadalupe

O nome do bairro foi uma sugest√£o de Dona Darcy Vargas, esposa do presidente Get√ļlio Vargas, em homenagem √† padroeira da Am√©rica Latina, Nossa Senhora de Guadalupe.

Guaratiba

Em ind√≠gena, significa ‚Äúabund√Ęncia de guar√°s‚ÄĚ, aves aqu√°ticas pernaltas. A Freguesia de Guaratiba foi criada em 1755, por iniciativa de Dom Jos√© de Barros Alarc√£o, com terras desmembradas da Freguesia de Iraj√°.

Higienópolis

Originalmente, a √°rea era ocupada por uma fazenda com lavouras. Foi, mais tarde, convertida pela fam√≠lia Darke de Matos, propriet√°ria do Caf√© Globo, no bairro ‚ÄúCidade Jardim Higien√≥polis‚ÄĚ. O projeto √© de 1934, durante a gest√£o do prefeito Pedro Ernesto.

Honório Gurgel

Com a inauguração da Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil (depois Linha Auxiliar), em 1892, a região passou a abrigar a Estação de Munguengue. Mais tarde, ela teve o nome alterado para Honório Gurgel em homenagem ao Tenente Honório Gurgel do Amaral, vereador cujo pai possuía uma fazenda em Irajá.

Humait√°

Seu nome provém da batalha do Humaitá, travada na Guerra do Paraguai. Os índios chamavam a região de Itaóca, devido à gruta que existia naquela área.

Inha√ļma

Vem de ‚Äúi‚ÄĚ (√°gua) e ‚Äún-hd√ļ‚ÄĚ (lodo, lama, barro), ou seja, ‚Äú√°gua suja‚ÄĚ. Designava a extensa plan√≠cie entre a Ba√≠a de Guanabara, a Serra da Miseric√≥rdia, e os morros dos Urubus e Juramento. Originalmente existia na regi√£o uma aldeia de √≠ndios tamoios.

Inhoaíba

O nome √© uma corruptela de ‚Äúnhu‚ÄĚ (campo), ‚Äúahyba‚ÄĚ (ruim), denomina√ß√£o dada pelos ind√≠genas √† baixada entre a serra de mesmo nome e Campo Grande. Com a implanta√ß√£o do ramal ferrovi√°rio de Mangaratiba, atual ramal de Santa Cruz, foi inaugurada em 1912 a esta√ß√£o Engenheiro Trindade, depois chamada de Inhoa√≠ba. Ficou assim consolidado o nome do bairro. Por√©m, h√° quem diga que venha¬†de “Terras do Senhor An√≠bal”. Como se falava Nh√ī Anibal, pegou, foi indo at√© chegar ao Inhoa√≠ba.

Itanhag√°

Este nome tem origem na grande pedra situada √† beira da Lagoa da Tijuca: Ita (pedra) e Anhang√° (fantasmag√≥rica), ou ‚ÄĚpedra que fala‚ÄĚ. Os ventos produziam sons que apavoravam os ind√≠genas.

Ipanema

Significa ‚Äú√°guas perigosas‚ÄĚ em tupi. Mas o nome n√£o se refere ao bairro e sim a um rio paulista, em Iper√≥. O bairro recebeu esse em homenagem ao primeiro Bar√£o e Conde de Ipanema (n√£o por acaso nome de uma rua em Copacabana), por seu filho o 2¬ļ Bar√£o de Ipanema, o Comendador Jos√© Antonio Moreira Filho, que adquiriu um dos dois lotes da antiga Fazenda Copacabana. Em 1883 o Bar√£o de Ipanema criou o Loteamento Villa Ipanema, tendo como s√≥cio Antonio Jos√© Silva e o autor do projeto, o engenheiro Lu√≠s Raphael Vieira Souto, no que viria a ser Ipanema.

Iraj√°

A origem deste nome tem duas vers√Ķes. Na primeira, Iraj√° significa ‚Äúo mel brota‚ÄĚ, nome dado pelos √≠ndios Muduri√°s que habitavam a regi√£o. Na segunda, o nome viria de ‚ÄúAribo‚ÄĚ (rio que brota do alto do morro e cai abaixo), referindo-se ao Rio Iraj√°, que nasce no Morro do Juramento e des√°gua na Ba√≠a de Guanabara..

Jacaré

√Č uma corruptela de ‚Äúyacar√©‚ÄĚ (torto, sinuoso), em alus√£o √†s voltas que o Rio Jacar√© d√°.

Jacarepagu√°

Deriva-se de tr√™s palavras da l√≠ngua Tupi-Guarani: YACARE (jacar√©), UP√Ā (lagoa) e GU√Ā (baixa) – A ‚ÄúBaixa lagoa dos jacar√©s‚ÄĚ. Na √©poca da coloniza√ß√£o, as lagoas da baixada de Jacarepagu√° eram repletas de jacar√©s.

Jacarezinho

Na regi√£o do atual bairro Jacar√© existia uma ch√°cara entre o rio e a antiga f√°brica Cruzeiro (depois substitu√≠da pela General Eletric), ocupada por casebres. Os moradores eram considerados invasores e, a partir da d√©cada de 1920, a popula√ß√£o foi aumentando devido √† instala√ß√£o de ind√ļstrias na regi√£o e na Avenida Suburbana (atual Dom Helder C√Ęmara). Com as migra√ß√Ķes dos anos 50, a √°rea sofreu adensamento consider√°vel, com consequente valoriza√ß√£o da terra, o que levou um de seus donos √† justi√ßa para remover os moradores. A popula√ß√£o residente reagiu e conseguiu permanecer no local fazendo com que as terras fossem restitu√≠das ao governo. Em 1980, foram realizadas obras de infraestrutura na comunidade (ou favela) do Jacarezinho. Seis anos depois, foi criada a XXVIII Regi√£o

Jardim América

Originou-se no Projeto de Arruamento e Loteamento Prolet√°rio denominado ‚ÄúJardim Am√©rica‚ÄĚ em terreno situado √† Rodovia Presidente Dutra. O loteamento, de 1957, resultou em 39 logradouros, 2782 lotes residenciais, 124 comerciais e 90 industriais atravessados pelo Rio dos Cachorros e pela faixa das linhas de transmiss√£o el√©trica da Light.

Ilha do Governador

Habitada pelos √≠ndios Temimin√≥s, que a abandonaram em conseq√ľ√™ncia dos ataques de inimigos Tamoios e traficantes franceses de pau-brasil, os quais foram definitivamente expulsos em 1567, pelos portugueses foi doada a 5 de setembro desse ano por Mem de S√° a seu sobrinho Salvador Correia de S√° (o Velho), futuro governador (da√≠ o nome do bairro) da capitania. Ele se instalou na ilha em posi√ß√£o privilegiada, na eleva√ß√£o acima da atual Praia do Engenho Velho, de onde tinha o controle da Ba√≠a de Guanabara.

Jardim Bot√Ęnico

Leva esse nome por ser a localiza√ß√£o do Jardim Bot√Ęnico do Rio de Janeiro, fundado por Dom Jo√£o VI.

Jardim Sulacap

Tem como origem o projeto de arruamento e loteamento feito em 1951 pela Cia Sul América Capitalização S.A. (daí o nome), junto à estrada Intendente Magalhães e ao Campo dos Afonsos. O bairro é predominantemente residencial e sua população é formada, em sua maioria, por famílias de militares.

Jo√°

A denomina√ß√£o do bairro √© origin√°ria do nome de um antigo morador, o franc√™s Laurence Anchois, cujo sobrenome era pronunciado ‚ÄúChu√°‚ÄĚ. Outra vers√£o diz respeito ao morro da regi√£o, o Joatinga, que vem de yu√°-tinga e significa ‚Äúlimoso, esbranqui√ßado‚ÄĚ

Lagoa

A regi√£o tem como referencial hist√≥rico e atual a Lagoa de Sacopenap√£, nome dado pelos √≠ndios Tupinamb√°s, que significava ‚Äúlocal ou caminho dos soc√≥s‚ÄĚ, aves pernaltas comuns nessas paragens. Tamb√©m a denominavam de Capopenipem, local de ra√≠zes chatas do fundo lamacento da lagoa.

Laranjeiras

Na época do Rio Colonial, havia sítios e chácaras com muitas laranjeiras nesta região, o que acabou dando nome ao bairro.

Largo do Pechincha

Recebeu o nome devido ao comércio tradicional e forte, onde funcionava um grande mercado, frequentado por pessoas de todas as partes da cidade que barganhavam na hora de comprar as mercadorias. Então, quando se queria comprar alguma coisa, as pessoas diziam que iam pechinchar no largo.

Leblon

O nome teve sua origem numa chácara pertencente ao holandês Charles Le Blon que existia no local em meados do Século XIX e passou a ser chamado de Campo do Leblon. Em 1845 virou uma fazenda de gado.

Leme

Por causa da Pedra do Leme, contornada pelas praias da Urca e Botafogo e cujo formato, visto de cima, se assemelha ao do leme de um navio.

Lins de Vasconcelos

O Médico-Major Modesto Benjamim Lins de Vasconcelos possuía propriedade no alto da Estrada da Serra do Matheus, que depois levou o nome de sua tradicional família, Lins de Vasconcelos.

Madureira

O nome do bairro vem de Lourenço Madureira, que, no século 19, era lavrador e criador de gado em terras da antiga Fazenda do Campinho, existente desde o início do século 17.

Magalh√£es Bastos

Originalmente, o local era conhecido como Fazenda das Mangueiras e, depois, Vila São José. Com a inauguração do ramal ferroviário de Mangaratiba, em 1878, foi implantada a estação Coronel Magalhães Bastos em homenagem a Antonio Leite de Magalhães Bastos Filho, comandante do primeiro batalhão de engenharia, que deu nome ao bairro.

Mangueira

As terras pertenciam ao Visconde de Niter√≥i e ficavam juntas ao Morro do Tel√©grafo, assim chamado pela inaugura√ß√£o, em 1852, do primeiro tel√©grafo a√©reo do Brasil, pr√≥ximo √† Quinta da Boa Vista. Ali foi instalada a F√°brica de Fernando Fraga, que produzia chap√©us e passou a ser conhecida como F√°brica das Mangueiras pela intensa produ√ß√£o de mangas na regi√£o. A ind√ļstria acabou adotando o nome de F√°brica de Chap√©us Mangueira. A Central do Brasil aproveitou a populariza√ß√£o da alcunha e batizou de Mangueira a esta√ß√£o de trem inaugurada em 1889.

Manguinhos

Como o pr√≥prio nome diz, tratava-se de uma grande regi√£o alagadi√ßa, repleta de mangues, situada entre o Caju, a Praia Pequena de Benfica e as terras do Engenho da Pedra, prolongamento do antigo Saco de Inha√ļma, na Ba√≠a de Guanabara. Inclu√≠a a ilha do Pinheiro e a ilha do Bom Jardim.

Maracan√£

Vem do tupi maraka‚Äôn√£, que significa papagaio. Provavelmente o rio hom√īnimo recebeu este nome por ter suas cercanias habitadas por uma ou mais esp√©cies destes p√°ssaros.

Maré

Toda a regi√£o era constitu√≠da por p√Ęntanos e manguezais junto √† orla da Ba√≠a de Guanabara. O termo ‚Äúmar√©‚ÄĚ tem origem no fen√īmeno natural que afligia os moradores das palafitas da regi√£o a partir da d√©cada de 1940.

Marechal Hermes

Fundado em 1913, o bairro foi o primeiro no Brasil implantado como uma vila prolet√°ria e planejado para ser estritamente residencial, com direito √† infraestrutura de servi√ßos p√ļblicos. Foi idealizado pelo ent√£o presidente Marechal Hermes da Fonseca para suprir a car√™ncia de moradias populares.

Maria da Graça

Na região ficava a Fazenda Maria da Graça, da família Cardoso Martins. Foi adquirida, mais tarde, pela Companhia Imobiliária Nacional que, em 1934, fez o arruamento e loteamento do bairro.

Méier

As terras abrigavam, no in√≠cio do s√©culo 19, a extensa Quinta dos Duques, de Jos√© Paulo da Mata Duque Estrada e Dulce de Castro Azambuja. A filha do casal, Jer√īnima Duque Estrada, casou-se com o guarda-roupas do Pa√ßo, o Comendador Miguel Jo√£o Meyer, descendente de alem√£es. O primog√™nito dos nove filhos, Augusto Duque Estrada Meyer, se destacou como acompanhante do Imperador Dom Pedro II, recebendo o t√≠tulo de Camarista e extensas terras abrangendo desde a Estrada Grande (atual Dias da Cruz) at√© a Serra dos Pretos Forros. O Camarista Meyer abriu v√°rias ruas em suas propriedades, dando a elas nomes de seus familiares, como Carolina Meyer, Frederico Meyer e Joaquim Meyer. Formava-se o atual bairro do M√©ier, vers√£o aportuguesada do sobrenome.

Olaria

Em 1820, Francisco Jos√© Pereira Rego comprou terras entre o Caminho da Matriz (Itarar√©) e o Morro da Penha. Ali, a fam√≠lia Rego viria a instalar v√°rias olarias para atender a vizinhan√ßa, aproveitando o terreno de barro vermelho. Outras f√°bricas de tijolos surgiram fazendo com que o local ficasse conhecido como ‚Äúregi√£o das olarias‚ÄĚ.

Oswaldo Cruz

Com a implantação da Estrada de Ferro Dom Pedro II, depois Central do Brasil, foi fundada na região, em 1898, a Estação Rio das Pedras. Mais tarde, o nome mudou para Oswaldo Cruz em homenagem ao grande médico sanitarista que erradicou a febre amarela no Rio de Janeiro e implantou o Instituto em Manguinhos.

Paciência

Deve seu nome ao Engenho da Paci√™ncia, de Jo√£o Francisco da Silva, a mais antiga e importante fazenda de cana existente no Brasil. Ficava na Estrada Real de Santa Cruz, onde, no in√≠cio do s√©culo 19, se hospedavam pr√≠ncipes e nobres nas excurs√Ķes √† Fazenda Real.

Padre Miguel

O nome homenageia o Padre e Monsenhor Miguel de Santa Maria Mochon, espanhol de Andaluzia e vigário de Realengo. Nascido em 1879, Padre Miguel foi o reformador da Igreja Nossa Senhora da Conceição e o criador da primeira Escola Regular da Região, estendendo suas viagens de catequização aos engenhos de Nossa Senhora da Conceição da Pavuna e do Botafogo. Além de incentivar o teatro amador, foi o segundo personagem da cidade a exibir filmes de curta duração Рsua casa paroquial se transformou em sala de projeção e cinema de referência local.

Parada de Lucas

O nome se refere a José Lucas de Almeida, um próspero agricultor que morreu aos 94 anos de idade. Quando da implantação da Estrada de Ferro Leopoldina (antiga Estrada de Ferro Norte), José Lucas doou parte de suas terras para uma parada de trens que, em 1949, tornou-se a estação Parada de Lucas.

Parque Anchieta

Parque Anchieta é um desmembramento do bairro de Anchieta que tem como origem loteamento de 1969 compreendendo 1639 lotes, 27 ruas e quatro praças.

Parque Col√ļmbia

Em 1956 surgiu um Projeto de Arruamento e Loteamento Misto, Prolet√°rio e Industrial, a 229 metros da rodovia Presidente Dutra, entre o Rio Acari e a Rua Emba√ļ, resultando em sete ruas. O projeto foi implantado na propriedade da empresa Ferrometais Colombo Com√©rcio e Ind√ļstria S.A., da√≠ o nome Parque Col√ļmbia.

Paquet√°

A ilha foi descoberta em 1556 por Andr√© Thevet, cart√≥grafo de Villegagnon, durante a invas√£o francesa ao Rio de Janeiro. Nome dado pelos Tamoios, Paquet√° vem de ‚ÄúPac‚ÄĚ (paca) e ‚Äúeta‚ÄĚ (muitas), significando ‚Äúlugar de muitas pacas‚ÄĚ. Outros dizem que pode significar muitas conchas, ou muitas pedras. Mas escritos de Andr√© Thevet¬† narra a abund√Ęncia na ilha do animal Pacarana, parente pr√≥ximo da paca.

Pavuna

Vem do ind√≠gena ‚Äúpabuna‚ÄĚ ou ‚Äúypabuna‚ÄĚ, que significa lugar ou regi√£o escura, sombria. A palavra deu nome ao bairro e ao rio de 14 quil√īmetros de curso que separa o Rio dos munic√≠pios da Baixada Fluminense. No s√©culo 16, os franceses registraram aldeias de √≠ndios Tupis em seus mapas, e uma delas, a aldeia de Upabuna, estaria √†s margens do referido rio.

Pedra de Guaratiba

Sua denomina√ß√£o teve origem na partilha das terras da regi√£o de Guaratiba entre os herdeiros de seu primeiro donat√°rio, Manoel Velloso Espinha. Com a sua morte, seus dois filhos Jer√īnimo Velloso Cubas e Manoel Espinha Filho herdaram a freguesia de Guaratiba. Atrav√©s de m√ļtuo entendimento, dividiram entre eles as terras herdadas do pai, ficando Jer√īnimo com a parte norte e Manoel com a leste, tendo o Rio Piraqu√™ como marco divis√≥rio.

Penha

Em homenagem √† Nossa Senhora da Penha, por causa de uma lenda de um viajante franc√™s que percorria o Brasil e estava em S√£o Paulo. Uma noite pernoitou l√° pelos lados de onde hoje √© o bairro. Amarrada ao cavalo estava uma imagem de Nossa Senhora. Ele acordou no outro dia e p√īs-se a caminho. L√©guas mais tarde deu pela falta da santa, voltou e encontrou a imagem no mesmo lugar onde estava dormindo. Colocou-a de volta no alforje e partiu. Horas depois o viajante descobre que a Nossa Senhora n√£o est√° mais com ele. Volta novamente, e l√° est√° ela, no mesmo lugar. A√≠ chegou √† conclus√£o que a santa escolhera aquele lugar para ficar. Assim o franc√™s construiu ali uma capela. J√° a hist√≥ria oficial diz quea¬† primeira capela em louvor a Nossa Senhora da Penha foi erguida em Vila Velha, antiga capitania do Esp√≠rito Santo, entre 1558 e 1570. A segunda surgiu no Rio de Janeiro ap√≥s a funda√ß√£o da Fazenda de Nossa Senhora da Ajuda, propriedade do capit√£o portugu√™s Baltazar de Abreu Cardoso. Por volta do ano de 1635, o Capit√£o Baltazar, ao ser atacado por uma cobra, pediu auxilio a Nossa Senhora da Penha. Agradecido por ter se livrado do perigo, construiu uma pequena capela no alto de suas terras, onde colocou uma imagem da santa. Pessoas que viam a pequena capela √† dist√Ęncia logo passaram a subir a grande pedra para rezar e agradecer.

Penha Circular

As origens do bairro coincidem com a hist√≥ria do bairro da Penha. Seu nome vem da exist√™ncia, no in√≠cio da d√©cada de 1930, de uma linha circular destinada a permitir o retorno dos trens de sub√ļrbios. A linha circular da Penha foi desativada na d√©cada de 40, sendo constru√≠da a esta√ß√£o de Penha Circular, que deu nome ao bairro.

Piedade

O nome do bairro era “Terra dos Gamb√°s” (por existirem gamb√°s aos montes) e os moradores se reuniram e escreveram uma cartinha para o diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil, no fim do s√©culo 19, quem teria escrito foi a esposa de Assis Carneiro, leiloeiro e dono de ch√°cara. O texto era o seguinte: “Por piedade, doutor, troque o nome da nossa esta√ß√£ozinha”. O apelo acabou dando certo. “O diretor respondeu: ‚ÄúPerfeitamente minha senhora, ela se chamar√° Piedade‚ÄĚ.

Pilares

Em 1873, as fazendas da regi√£o pertenciam a Francisca Carolina de Mendon√ßa Zieze e a seu genro Gaspar Augusto Nascente Zieze. Eles doaram o terreno no qual a Irmandade de S√£o Benedito dos Pilares levantaria a sua capela, remodelada mais tarde pelo Padre Jos√© Corr√™a. Mas o nome Pilares tem duas vers√Ķes: viria da Venda dos Pilares, devido aos adornos de pedra destacados na edifica√ß√£o, ou do largo do bairro, uma das paradas da Estrada Real de Santa Cruz (depois Avenida Suburbana e, hoje, Avenida Dom H√©lder C√Ęmara), onde havia pequenos pilares que serviam para amarrar cavalos, rodeando uma fonte d‚Äô√°gua..

Praça da Bandeira

Em 1853, exatamente no local onde hoje est√° a pra√ßa, foi constru√≠do o antigo Matadouro da Cidade. Evoluiu em volta dele o Largo do Matadouro, que se tornou o centro de gravidade para o adensamento das cercanias. A regi√£o foi urbanizada no in√≠cio do s√©culo 20, ap√≥s transfer√™ncia do Matadouro, em 1881, para Santa Cruz. A constru√ß√£o da Avenida Radial Oeste (atual Oswaldo Aranha) e do Trevo das For√ßas Armadas alterou a √°rea nas d√©cadas de 60/70, assim como a abertura do metr√ī. A antiga Esta√ß√£o Lauro M√ľller da Supervia passou a se chamar Pra√ßa da Bandeira.

Praça Seca

O general Salvador Correia de S√° e Benevides (1601-1688) lutou contra os holandeses em Angola, defendendo os interesses portugueses. Foi governador do Rio de Janeiro por tr√™s per√≠odos (1637-1642, 1648-1649 e 1659-1660), levando desenvolvimento √† regi√£o. Faleceu em Lisboa em 1688, deixando suas terras para o filho, Martim Correia de S√° e Benevides, que se tornou o primeiro Visconde de Asseca e Alcaide-M√≥r do Rio de Janeiro. Dessa linhagem nobre dos Assecas, o quarto Visconde (1698-1777) foi o respons√°vel pelos primeiros vest√≠gios de povoamento mais efetivos em torno da Pra√ßa Seca (corruptela de Pra√ßa Asseca, ou Pra√ß’Asseca).

Quintino Bocai√ļva

A abertura da Estrada de Ferro Dom Pedro II, depois Central do Brasil, deu ao local a Esta√ß√£o Cupertino (dono de grande pedreira fornecedora para constru√ß√Ķes na cidade), inaugurada em 1o de maio de 1876. O nome foi mudado em 1912 para Quintino Bocai√ļva em homenagem ao parlamentar, jornalista e comandante civil da Proclama√ß√£o da Rep√ļblica, que morou numa ch√°cara nas proximidades.

Ramos

Dona Leonor Mascarenhas de Oliveira deixou, em meados do s√©culo 19, treze lotes da Fazenda de Nossa Senhora de Bonsucesso para serem divididos entre parentes e amigos. Jo√£o Torquato de Oliveira herdou a casa e a fazenda-sede, regi√£o dos atuais n√ļcleos de Bonsucesso e Ramos. Em 1870, sua vi√ļva, Francisca Hayden, vendeu ao Capit√£o Luiz Jos√© Fonseca Ramos terras que abrangiam o S√≠tio dos Bambus, onde Ramos come√ßou a prosperar. O bairro surgiu por obra dos descendentes do Capit√£o Ramos, quando os trilhos da Estrada de Ferro do Norte (Leopoldina) chegaram √† √°rea, onde foi constru√≠da a Parada de Ramos.

Realengo

O nome teria como origem o termo Campos Realengos, usado para nomear os campos de serventia p√ļblica que eram utilizados, principalmente, para a pastagem do gado por parte dos que n√£o possu√≠am terra pr√≥pria. H√° uma vers√£o, mais lend√°ria, que diz que significa ‘Real Engenho’, que abreviado lia-se ‘Real Engo.’

Recreio dos Bandeirantes

As terras pertenciam ao Banco de Crédito Móvel, que as loteou em duas glebas. Joseph Weslley Finch comprou, nos anos 20, umas delas e costumava promover visitas de fim de semana para interessados na compra de seus lotes. Muitos paulistas adquiriram terrenos à beira-mar e construíram casas de veraneio. Por isso, a gleba de Finch passou a ser conhecida como Recreio dos Bandeirantes, e foi registrada como Jardim Recreio dos Bandeirantes. Mais tarde, todo o bairro passou a ter o mesmo nome.

Riachuelo

Surgiu nas terras da antiga fazenda do Engenho Novo, desmembrada em chácaras e, depois, ocupadas por loteamentos. A Estação Ferroviária, de 1869, se chamava Riachuelo do Rio em homenagem a uma batalha naval.

Ricardo de Albuquerque

A estação de Ricardo de Albuquerque, inaugurada em 1913, deve seu nome a José Ricardo de Albuquerque, antigo diretor da ferrovia e poeta.

Rio Comprido

√Č uma refer√™ncia ao longo Rio Igua√ßu, que cruzava a regi√£o conhecida como Catumbi Pequeno (compreende atualmente o Rio Comprido e parte do Est√°cio). A √°rea abrigou o Quartel General do Ex√©rcito na √©poca de Dom Jo√£o VI, se tornando um bairro agrad√°vel para os ingleses, que nele habitavam em casas pr√≥prias ou propriedades cercadas de amplos quintais. A ch√°cara mais famosa foi a do Bispo Frei Antonio do Desterro, erguida no s√©culo 17, tamb√©m conhecida como Casa do Bispo, que serviu de resid√™ncia episcopal at√© 1873, quando ali se instalou o Semin√°rio S√£o Jos√©. O pr√©dio foi tombado pelo patrim√īnio hist√≥rico.

Rocha

A estação de trem inaugurada em 1885 e extinta em 1960 recebeu o nome de um guarda-cancela da ferrovia, que também batizou o bairro.

Rocha Miranda

As terras pertenciam √† Fazenda do Sap√™, cujo propriet√°rio, no s√©culo 19, era o Bar√£o de Mesquita. Em 1916, a fazenda seria adquirida pela fam√≠lia Rocha Miranda, que promoveu o loteamento da regi√£o com a abertura de v√°rias ruas com nomes de pedras preciosas: dos Top√°zios, das Esmeraldas, dos Rubis, dos Diamantes, Ametistas, √Ēnix, Turquesas etc.

Rocinha

Sitiantes passaram a ocupar as terras da antiga fazenda Quebra-Cangalha por volta de 1930. Elas foram divididas em pequenas ch√°caras em que cultivavam hortali√ßas vendidas na feira do Largo das Tr√™s Vendas (atual Pra√ßa Santos Dumont, na G√°vea). Os comerciantes diziam para os fregueses que seus produtos vinham de suas ‚Äúrocinhas‚ÄĚ no Alto da G√°vea e, a partir da√≠, o nome Rocinha se popularizou.

Sampaio

A esta√ß√£o de trem hom√īnima da regi√£o √© uma homenagem ao Coronel Sampaio, Patrono da Infantaria.

Santa Cruz

A terra foi a princ√≠pio doada a Cristov√£o Monteiro, depois passou a pertencer a Companhia de Jesus, os jesu√≠tas que colocaram uma grande cruz de madeira, pintada de preto, encaixada em uma base de pedra sustentada por um pilar de granito. Mais tarde, j√° durante o Imp√©rio, o cruzeiro seria substitu√≠do por outro de dimens√Ķes menores. E, atualmente existe uma cruz no mesmo local, mas n√£o √© o cruzeiro hist√≥rico, e sim uma r√©plica que foi erigida durante o comando do ent√£o Coronel Carlos Patr√≠cio Freitas Pereira. O cruzeiro deu nome √† Santa Cruz. A poderosa fazenda de Santa Cruz, um imenso latif√ļndio, se tornou a mais desenvolvida da Capitania, com milhares de escravos, cabe√ßas de gado e variados tipos de cultivo.

Santa Teresa

Antigamente, o bairro se chamava Morro do Desterro, com acesso pela atual Ladeira de Santa Teresa, onde foi construída a capelinha de Nossa Senhora do Desterro, em 1629. Depois, em 1750, o Governador Gomes Freire de Andrade construiu o Convento de Santa Teresa para abrigar a ordem de religiosas.

Santo Cristo

Em 1879, o bairro teve grande parte aterrada pela Empresa de Melhoramentos do Brasil. As Ilhas dos Mel√Ķes e das Mo√ßas, localizadas no antigo Saco do Alferes pr√≥ximas √† atual Rodovi√°ria Novo Rio, foram extintas para a constru√ß√£o do Cais do Porto, no in√≠cio do s√©culo 20. Esses aterros deram origem ao atual bairro de Santo Cristo, cuja Igreja de Santo Cristo dos Milagres, erguida em 1872, localiza-se no atual Largo de Santo Cristo, antigo Largo do Gamb√°.

Santíssimo

Nesta localidade ficava o Engenho do Lameirão, de Manuel Suzano, com sua capela de Nossa Senhora da Conceição do Lameirão, o templo mais importante das redondezas. Em 1750, a capela teve permissão para manter em sacrário o Santíssimo Sacramento e, para isso, foi criada uma irmandade. Este acontecimento passou a designar de Santíssimo toda a região situada entre Bangu e Campo Grande, batizando o atual bairro.

S√£o Clemente

Por causa de um grande propriet√°rio de terrenos naquela parte da cidade, o Sr. Clemente de Matos, muito devoto do santo do qual havia herdado o nome.

S√£o Conrado

No início do século 20, o Comendador Conrado Jacob Niemeyer possuía grande fazenda na região e nela ergueu uma pequena igreja, em 1916, em devoção a São Conrado.

S√£o Cristov√£o

O nome se deve à igrejinha dedicada ao santo erguida pela Companhia de Jesus junto à praia habitada apenas por alguns pescadores. Com a expulsão dos jesuítas em 1759 e a chegada da Família Real em1808, a região antes destinada à agricultura e à pecuária foi retalhada e dividida em chácaras, então adquiridas por ricos comerciantes.

S√£o Francisco Xavier

O bairro é um dos menores do Rio. As terras pertenciam ao Engenho Novo dos Jesuítas, construído a partir de 1707. Daí o nome em homenagem a um santo.

Sa√ļde

Recebeu este nome por origem de uma promessa religiosa a Nossa Senhora da Sa√ļde, que salvou a esposa de um rico comerciante portugu√™s, Manuel Negreiros, que ergueu em 1742 a Capela de Nossa Senhora da Sa√ļde, sobre um morro rochoso de frente ao mar. No s√©culo 17, seus trechos eram conhecidos como Valongo e Valonguinho.

Senador Camar√°

O trem chegou √† regi√£o por interm√©dio do ramal de Mangaratiba, sendo inaugurada a esta√ß√£o Senador Camar√° em 1923, uma homenagem a Otac√≠lio de Carvalho Camar√°, ga√ļcho, deputado pelo Distrito Federal (1915) e senador em 1919.

Senador Vasconcelos

Pela região passou a antiga estrada Rio-São Paulo, onde foi instalada, em 1914, a Estação Senador Augusto Vasconcelos. Trata-se de uma homenagem a um senador federal que também deu nome ao bairro.

Sepetiba

Em tupi, significa sítio dos sapês. A região já foi coberta de florestas.

Tanque

No final do s√©culo XIX havia grande circula√ß√£o de bondes com tra√ß√£o animal pela regi√£o e esse local fazia parte do trajeto entre a ‚ÄúPorta D‚Äô√Āgua‚ÄĚ, na Freguesia, e a Taquara. Por isso, em 1875, foi constru√≠do um grande reservat√≥rio para cavalos e burros matarem a sede. Desde ent√£o, passou a ser chamado de Largo do Tanque..

Taquara

√Č uma esp√©cie de bambu abundante na regi√£o, utilizado em cercas e na fabrica√ß√£o de cestos.

Tijuca

O nome Tijuca, de origem indígena, significa água podre, charco ou brejo. Referia-se às lagoas da atual Barra, depois passou para as montanhas, floresta e vertente oposta, correspondendo à antiga região do Andaraí Pequeno que, entre os séculos 19 e 20, transformou-se no atual bairro da Tijuca. Na década de 70, parte do Andaraí Grande foi incorporada a ele.

Todos os Santos

Era inicialmente um prolongamento do Méier. A Estação Ferroviária de Todos os Santos (daí o nome), inaugurada em 1868, foi extinta no final da década de 1960.

Tom√°s Coelho

Servido pelos trens da antiga Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil (mais tarde Linha Auxiliar), a região ganhou a Estação Tomás Coelho. O nome é uma homenagem ao Conselheiro Thomaz Coelho, Ministro da Guerra no Segundo Reinado que instalou o Colégio Militar na Tijuca, em 1889.

Turiaçu

Corruptela de ‚Äútury‚ÄĚ ou ‚Äútory‚ÄĚ (facho) e ‚Äúa√ß√ļ‚ÄĚ, (grande, extenso), significa ‚Äúfogar√©u‚ÄĚ ou ainda ‚Äúfogar√©u feito de sap√™‚ÄĚ. Na regi√£o, atravessada pela Estrada do Otaviano, ficava o Engenho do Vira-Mundo, √ļltimo grande fabricante de rapadura e cacha√ßa depois da decad√™ncia do Engenho de Portela.

Urca

Há lendas sobre o nome, tem quem diga que era o nome do navio do holandês Olivier Van Noort, o LeBlond. Outras que é por causa do morro rochoso que lembra um tipo de embarcação antiga usada pelos holandeses para transporte de carga.

Vargem Grande

As terras pertenciam √† sesmaria de Gon√ßalo Correia de S√°. Sua filha, Dona Vit√≥ria de S√°, as doaria mais tarde aos Monges Beneditinos. Ali, Frei Louren√ßo da Expecta√ß√£o Valadares criou, no s√©culo 18, a fazenda Vargem Grande, cujas ru√≠nas ainda existem no S√≠tio Petra, n√ļmero 10636 da atual Estrada dos Bandeirantes.

Vargem Pequena

A região era parte da enorme sesmaria de Gonçalo Correia de Sá e foi dada em 1628, como dote, a Dom Luiz de Céspedes (governador geral do Paraguai), marido de sua filha, Dona Vitória de Sá. Com a morte dela, em 1667, a propriedade seria deixada para os Monges Beneditinos, que dividiram o Engenho do Camorim da família, criando a fazenda de Vargem Pequena.

Vasco da Gama

Em 1998, ano do centenário do Clube de Regatas Vasco da Gama, um projeto transformou a área onde fica a sede / estádio do clube e suas adjacências, incluindo a Comunidade Barreira do Vasco, no bairro Vasco da Gama.

Vaz Lobo

Grandes chácaras onde se cultivava café, aipim e batata doce, entre os morros do Sapê e da Serrinha, ocupavam a área. Uma delas, a do Capitão-Tenente José Maria Vaz Lobo, no cruzamento com a Estrada de Irajá (atual Avenida Monsenhor Félix), deu nome ao bairro.

Vicente de Carvalho

O nome do bairro se refere a um fazendeiro local, Vicente de Carvalho, que batizaria também a estrada e a estação da Estrada de Ferro Rio D’ Ouro, implantada na segunda metade do século 19.

Vidigal

O major de milícias e intendente da polícia Miguel Nunes Vidigal, de grande influência no Primeiro Império, recebeu dos monges beneditinos, em 1820, extensas terras que iam das encostas da Pedra Dois Irmãos até o mar, onde construiu a Chácara do Vidigal. Em 1886, seus herdeiros venderam a propriedade ao engenheiro João Dantas.

Vig√°rio Geral

Nas terras pantanosas da regi√£o havia a Fazenda Nossa Senhora das Gra√ßas, que abrigava o Engenho do Vig√°rio Geral, tamb√©m conhecido como Engenho Velho. O tal vig√°rio geral seria o C√īnego Dr. Luiz Borges da Silva Oliveira, dono do Engenho Nossa Senhora das Gra√ßas na segunda metade do s√©culo 18. No entanto, existem fontes citando o monsenhor F√©lix de Albuquerque ou o Padre Dr. Clemente de Matos, ambos donos do Engenho de Iraj√°, como o ‚ÄúVig√°rio Geral‚ÄĚ que deu nome ao bairro.

Vila Cosmos

A Companhia Urbanizadora Imobiliária Kosmos (daí o nome), que algumas vezes é grafado assim com K, construiu o loteamento Vila Florença, implantado em 1930 nas terras de Guilherme Guinle. Atualmente, é um bairro essencialmente residencial, atravessado pela Avenida Meriti.

Vila da Penha

O Projeto de Arruamento e Loteamento da Vila Penha, de propriedade da Empresa Industrial de Melhoramentos do Brasil, elaborado em 1927/1930 e alterado em 1936, consolidou a urbanização do bairro.

Vila Militar

No in√≠cio do s√©culo 20, os batalh√Ķes e regimentos da cidade se concentravam pr√≥ximos ao Centro, em S√£o Crist√≥v√£o, no Campo de Santana, no antigo Arsenal de Guerra (atual Museu Hist√≥rico), na Fortaleza de S√£o Jo√£o e na Praia Vermelha. O Marechal Hermes da Fonseca resolveu ent√£o transferi-los para uma nova vila militar na zona suburbana, que pudesse se interligar com as unidades de Realengo. No governo Afonso Pena, as fazendas e engenhos da regi√£o entre Deodoro e os limites com a Baixada Fluminense come√ßaram a ser desapropriados.

Vila Isabel

Todas as terras do bairro eram da Fazenda do Macaco, limitada pelo Rio Joana, pelo Caminho do Cabu√ßu (atual Rua Bar√£o do Bom Retiro) e pela Serra do Engenho Novo. Dom Pedro I a presenteou √† Imperatriz D. Am√©lia de Beauharnais, Duquesa de Bragan√ßa, sendo frequentes os passeios do casal no local. Com a volta de Dom Pedro a Portugal, a fazenda ficou abandonada, sendo atingida pela epidemia de c√≥lera em meados do s√©culo 19. Em 1872, o Bar√£o Jo√£o Batista de Viana Drummond (mais conhecido por ter inventado o jogo do bicho) comprou a fazenda e montou a Companhia Arquitet√īnica de Villa Izabel, em homenagem √† Princesa Isabel, para a promo√ß√£o de loteamento. Assim, em 1873, nascia o primeiro bairro planejado da cidade.

Vila Valqueire

No passado, o bairro era ocupado pelo Engenho Valqueire. A origem do nome se deve ao proprietário das terras em meados do século 18, Antonio Fernandes Valqueire. A sede do engenho ainda existe, em ruínas. Sua mais antiga construção é a Igreja São Roque, próxima à Rua Quiririm. Dizia a lenda que o engenho tinha este nome porque era um terreno que media 5 alqueires. Como a placa fazia a indicação com algarismos romanos, V Alqueire virou Valqueire.

Vista Alegre

O projeto imobili√°rio com o nome de Jardim Vista Alegre (1954) levou √† constru√ß√£o de 400 casas na regi√£o. Em sua periferia existiam ch√°caras com hortas, verduras, fazendolas e um grande p√Ęntano, repleto de r√£s, onde foi constru√≠do o chamado Bairrinho. Vista Alegre √© um dos menores bairros da cidade.

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Quintino Gomes Freire
Diretor de mídias sociais na Agência B5, palestrante, publicitário, Defensor do Carioca Way of Life e Embaixador do Rio. Começou o Diário do Rio em 2007 e está a frente dele até hoje o levando ser um dos principais portais sobre o Rio de Janeiro.
Quintino Gomes Freire

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