Essa semana a Prefeitura do Rio retirou da “fronteira” entre Ipanema e o Leblon a “passarela” que havia no local. Apesar de considerar o motivo que alguns queriam tirar: privacidade dos prédios (ok, mas quem passava no local?) e servia de esconderijo para moradores de rua (também conhecido com homem aranha, só pode). Mas vá lá, tiraram…
Agora começa um movimento para que retirem o obelisco, a alegação é que seria feio. Talvez a mesma alegação usada para demolir o Palácio Monroe, vale lembrar capitaneada pelo jornal O Globo. E a usada para um grupo que queria acabar com a estátua do Corneteiro de Ipanema. Tem até quem queira demolir o Cristo Redentor.
É perigoso quando um grupo político passa a achar que pode dizer o que é ou não é arte. O que é ou não é bonito, isso só é visto em sociedades ditatoriais. Um monumento conta parte da história da cidade, de seus habitantes. Para quem não sabe, o Obelisco de Ipanema é uma homenagem à memória de Ipanema, em homenagem ao Rio Antigo, a antiga Vila Ipanema, na atual Praça Alcázar de Toledo, este monumento foi construído para enaltecer a história. O nome antigo, Largo do Bar Vinte, origina-se de um café, em referência à Rua Visconde de Pirajá, que anteriormente se chamava Rua Vinte de Novembro.
Foto: Obelisco e passarela de Ipanema Rio de Janeiro Bar Vinte por Sergio Luiz
E se demolirem trocarão por algo mais bonito? Claro que não, no máximo poderia ser colocada uma lápide: “Aqui jaz o espírito carioca”. Pois só vejo a mediocridade crescendo.

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Essas senhoras patrocinadas por parte da imprensa que querem tirar o Obelisco agora devem ser míopes, esses supostos donos do bairro, e olha que a população não corresponde a apenas um grupinho mimado de 10 pessoas, se esquecem de abrir os olhos para o valioso chafariz feito pelo Mestre Valetim, que sofre com o abandono, e com a ação de vandalos e pessoas que roubam parte das peças que o compoem.
Tem horas que me espanto, moro em Ipanema, e o pessoal que se diz culto, intelectual, que tem uma boa cultura não valoriza a do bairro, diga-se de passagem um bairro icone cultural do Rio, so tem 5 esculturas, e pode ficar com menos uma obra de arte/simbolo se tirarem o Obelisco. Porque não empreender um esfoço para salvar e cuidar da jóia que é o Chafariz do Mestre Valetim.
É muita falta do que fazer, como diz a moça que trabalha na casa de um amigo meu, “é falta de panela para ariar”.
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Eu até entendo terem demolido a passarela, já que os moradores criaram uma lista de muitas coisas contras, como limpeza, estética dos prédios, ponto de mendigos, entre outros.
Mas para que tirar o obelisco?
Um obelisco é um monumento de orgulho para muitas cidades. Eu já acho que o Rio deveria ter outro obelisco maior (como por exemplo na Barra), ainda tirar uma obra dessa no Rio é tirar parte da história e arte carioca.
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Essa passarela realmente sempre foi horrível, estava em péssimo estado a mts anos. Realmente os mendigos se abrigavam em parte dela, que cobria boa parte das calçadas, que deixava a calçada bem escura. Trabalhei ali por 3 anos e digo com propriedade.
Quanto ao Obelisco me impressiona que nunca ninguém tenha batido ali até hoje, mas já não tenho nada contra. Quanto a essa lâmpada verde eu senti vontade de rir, NUNCA vi essa lâmpada. Nunca concordei com algumas obras do doutor que vocês adoram. Botar aquele piso colorido na cidade, que é horrível e continua com tanto buraco quanto antes com as pedras portuguesas, a baleia no leme enferrujado, e tantas outras que ao invés de embelezar enfeiam a cidade e gastam dinheiro público. Essa passarela foi mais uma. Inclusive a pintura do chão ali que não ficou completa nem 1 ano.
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A passarela, de fato, era feia. Aliás, não sei se era feia, mas a má conservação dela deixava muito a desejar e até considerei interessante a sua remoção. Esse largo está com outra cara, muito mais limpo e arejado, outra coisa. Mas agora em relação à remoção do obelisco eu acho que já é demais… é lógico que beleza é muito relativo, mas antes da estética, o obelisco simboliza a história não só do bairro, mas como da cidade também.
O que falta, realmente, é uma melhor conservação dos nossos monumentos. Basta dar uma ”restauradinha” no obelisco, seguindo da repintura do chão, que os perfeccionistas de plantão pensarão duas vezes antes de promover a remoção do mesmo.
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Pedro,
ainda vai ter gente contrar… isso é o triste.
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Desculpem a falta de acentuacao, eh esse teclado maldito
Serah q removeram meu comentario pq eu disse q era o P!®* do Cesar Maia?
Bem, de qq forma essa atitude de achar que derrubar qq papagaiada maluca que algum incompetente botou no meio da Rua eh “anti carioca” ou nem-sei-o-que eh totalmente despropositada.
Arte? Acho que essa foi forte demais hein.. talvez embalada por aquela maluquice de tirar o corneteiro. Sabe o q? Aquilo nao eh o corneteiro, era uma parede na janela dos moradores, era uma ajuda pros “Homem Aranha” (no Rio infelizmente tah cheio sabia?
Sem obeliscos com lampada!!! Espero o Metro ateh a Barra, um fim decente a Cidade da Musica, a despoluicao da Baia, um Maracana bonito pra Copa, a saida do tijolo e a volta do verde das nossas encostas…
Passarela no chao e eh o lugar q tem q ficar
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Que tal a Prefeitura e o Governo do Estado se preocuparem com a crescente violência que mata, inclusive, ao lado do Obelisco?
Seria bem mais produtivo e representaria bem menos politicagem para ganhar espaço na imprensa que, aliás, não mostra como deve que a violência avança em todas as regiões.
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Concordo inteiramente com o artigo! Principalmente em uma cidade como a nossa, em que os espaços dedicados a memória dos marcos não são valorizados pela população.
Temos que preservar e incentivar que mais marcos seja agragados aos espaços públicos. Uma cidade sem memória, perde sua identidade.
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Eu nunca puxo a orelha do carioca, mas hoje me cansei, o carioca é muito passivo. Uma das coisas que me incomoda bastante no Rio é essa perocupação excessiva com temas menos importantes, mas os principais, como Bruno Kazuriro falou, são deixados de lado, parece que o carioca está satisfeito com a violência, gosta de ser assaltado, roubado, furtado, gosta das manchetes de jornais que só mancham a imagem da cidade com sangue, parece que o carioca gosta mesmo é de ouvir o som de tiros de AR15, etc, ou de se aventurar entre balas, e isso não é exclusividade da Zona Norte ou Suburbio, acontece na Zona Suil também, estes dias em Ipanema a bala comeu.
Sinceramente, quero ver os cariocas de plantas que sabem levantar a voz contra Obesliscos e tal, mas que se calam passivamente e conformados com a violência e a guerra urbana na qual vivemos.
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* plantão
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Essa mania pirracenta de se argumentar que qualquer problema “menor” deve ser resolvido quando estivermos livres de urgências sociais é de uma ignorância viciada que chega a dar sono. Mas vamos lá: a correr com o “raciocínio” das prioridades, primeiro esquecemos que o poder público pode e deve lidar com diversas situações ao mesmo tempo. Multitarefa, para quem se acha entendido em computador, por exemplo. Segundo que, a enfileirar, podemos nos sentar então para esperar o fim da violência, fome, desemprego, a perfeita educação e saúde, manutenção viária… e aí, talvez no ano 3000, checar a viabilidade de obras como a tal “passarela”. Agora pode rir?
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Sim, a tal passarela que, longe de representar a voz de dondocas – título preconceituoso como rotular favelados, caso estivéssemos em uma favela –, é quase consensual desde a sua construção. A memória não me escapa, e bem tenho a imagem das pessoas questionando aquela bobagem de concreto e metal. Dizer que é homenagem é fácil. É como atrapalhar a vida de alguém, justificando-se pelo amor. Escapismo.
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A passarela é, sim, uma via de acesso privilegiado para apartamentos. Qualquer um que leia jornal já viu há anos casos de assaltantes que escalam estruturas muito maiores e improváveis.
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O obelisco agride menos, apesar de ocupar o meio da rua. A querer homenagear o bonde, o sensato seria instalar o VLT. Mas talvez não fosse o desejo ou a vontade maior de sua santidade ególatra, o antigo Alcaide.
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E comparar o Monroe com a passarela… valha-me. É de uma desproporção histórica, de um desconhecimento arquitetônico que beira o febeapá.
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Esse Obelisco nada mais é do que um “monumento” inútil,e desnecessário para a cidade. Com tantos monumentos naturais,o Rio,literalmente,não precisa disso para que sua beleza repercurta.Convenhamos,que,sua construção não foi nada barata para os nossos bolsos,e,com o dinheiro gasto,talvez a saúde pública do Rio estivesse em melhores condições(não só a saúde,como também
:A SEGURANÇA).
Enfim,desperdício total,e irreparável;uma lástima!
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Tipo! Realmente é mais importante um investimento em segurança do que em um obelisco, mas claro que a arte também é importante.
Mas como podemos reclamar?
Nas ultimas eleições para o governo estadual (principal responsável pela segurança nas cidades) tivemos dois candidatos fortes:
Cabral: Prometendo metrô e agora o metrô está pior que antes…
Denise Frossard: Prometendo investimento em segurança e juíza conceituada e formada pela PUC
Todos votaram em Cabral…
Uma proposta de lei queria colocar chips nos bandidos de penitenciarias, principalmente nos que estão em regime semi-aberto, a OAB disse que não pode fazer com que eles se sentirem infligidos e isso seria inconstitucional. . Enquanto Estados Unidos, França, Inglaterra e Portugal fazem o rastreamento de presos.
No Rio havia uma lei proibindo o FUNK e letras com apologia a violência, quase 85% dos cariocas são a favor (em pesquisa feita pelo O GLOBO) que proíbem esse ritmo, mas a nossa queria assembléia legislativa apoiou os funkeiros.
Não se podem transferir favelas a lugares mais seguros e que não degradam o meio ambiente, porque o pessoal das comunidades podem se sentirem pressionados, em troca ainda ganham internet, água, eletricidade… tudo de graça, pago pelos contribuintes, enquanto nós os contribuintes somos obrigamos a construir paredes anti-tiros… Enquanto muitos dessas favelas têm condições de pagarem impostos e mesmo se não tivessem seria muito mais prático transferir para lugares próprios, com infra-estrutura e saneamento controlado.
Quando há uma proposta de construção de presídios longe das cidades, em ilhas especiais… não pode porque é inconstitucional.
Quando um assassino é preso, o “Habeas Corpus” diz que eles não podem sentir-se pressionados e por isso tem que os liberarem.
Sarney rouba do governo e dos brasileiros… e de prêmio, ainda é imortalizado na Academia Brasileira de Letras…
Não há muito que fazer, quando a lei do Brasil apóia os bandidos e prende os que pagam impostos em suas casas, enquanto senadores e deputados viajam com o dinheiro do suor brasileiro.
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Falou certo Elesbão!
O poder publico tem que se preocupar com pproblemas maiores e menores. A passarela no ano 3000 não é risível, é um ótimo exemplo.
E sim, eu pensei a mesma coisa sobre o Monroe
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A passarela era horrosa de feia, não tinha beleza alguma, era apenas uma estrutura banal composta de blocos de concreto em forma de monolitos. Ao invés de se tornar uma marco comemorativo da história do bairro, se tornou um grotesco elemento de poluição visual, contribuindo ainda para escurecer a calçada com sua sombra. E apoio os argumentos dos moradores do prédio em frente, principalmente os moradores do 1º e do 2º andares. Algumas das pessoas que gostam e são favoráveis à passarela gostariam de morar nestes apartamentos? A visão para a rua prejudicada, substituída pelo monumento de péssimo gosto, construído de forma arbitrária repentinamente à frente de suas janelas. Deveriam ter pensado em outro tipo de homenagem ao bairro e sua história. Vejam como torna-se sombrio o bairro de Copacabana, pouco depois do meio-dia, quando o Sol começa a se inclinar: o bucólico bairro das primeira décadas do Século 20 foi estragado por imensos blocos de concreto que são os edifícios construídos de maneira veloz e sem planejamento de impacto ambiental.
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É vergonhoso,estes dois trambolhos não eram nem para ser construídos.
Vivi minha infância e juventude exatamente no Bar 20 e era muito boni
to sem as citadas “obras de arte”.Curioso é que sempre quem cria estas obras é o arquiteto sr.Casé???????????????????????????????
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Eu realmente me decepciono com essa briguinha de prefeitos e ‘arte’ sendo que a violencia na cidade está em uma situação extrema. Dá vontade de chorar com essa babaquice toda. É muita fuleragem ficar botando e TIRANDO obeliscos por aí. ser prefeito assim é facil. quero ver subir um morro.
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Se há algo que a incompetência de Sergio Cabral, a inabilidade de Lula e a vontade de aparecer de Ibsen Pinheiro causou foi trincar o pacto federativo, ou seja, o Brasil como nação. Nunca antes na história do Rio de Janeiro, ao menos a recente, se ouve nas ruas tanta gente falando de secessão, ou melhor, de independência que salvou você e eu quase ninguém conhece a expressão.
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