O pôquer é considerado um esporte - Diário do Rio de Janeiro

O pôquer é considerado um esporte

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Foto: dupo-x-y

Durante muitas décadas, o pôquer foi menosprezado e os seus jogadores sofriam diversos tipos de preconceito, derivado a ser considerado um jogo de azar, e acabou sendo difundido como um jogo ilegal em muitos países, incluindo o Brasil. Tudo isso porque onde o pôquer ganhou notoriedade foi em casinos, e aí o jogo foi sempre associado como um jogo de sorte ou azar, e acabou sendo considerado ilegal em muitos locais.

A verdade é que o pôquer é um jogo de habilidade, estratégia e muito conhecimento. Sim também tem um pouco de sorte, mas quase na mesma medida que uma partida de futebol, por exemplo. Isso porque os intervenientes fazem a diferença e não é à toa, nem ao acaso, que existem cada vez mais profissionais e que conseguem ter ganhos regulares no jogo. Claro que existem diversos fatores, mas sendo o pôquer um jogo baseado em disciplinas matemáticas como estatísticas e probabilidades, nunca poderia ser um jogo de sorte. Aliás, se assim fosse, resumindo tudo muito rapidamente, quem tivesse a mão mais alta venceria sempre, e tal não acontece.

Em 2010, a Federação Internacional de Pôquer alcançou o reconhecimento do jogo como esporte da mente e não um mero jogo de azar. O pôquer se juntou assim aos outros quatro esportes mentais: o xadrez, bridge, damas e go. O pôquer exige muita concentração, autocontrole, habilidade, análise comportamental, estratégia, determinação, ética e preparo psicológico. Esses são elementos presentes em qualquer esporte que exija decisões racionais, e por isso o jogo foi considerado um esporte mental.

Com esse reconhecimento e, após três anos de luta na justiça, o pôquer foi finalmente liberado no Rio de Janeiro em 2016, algo que 3 anos antes havia sido considerado ilegal, por o juiz ter deliberado que o jogo era apenas um jogo de azar. Com todo o reconhecimento internacional, outros Estados Brasileiros, tendo o jogo sido legalizado, e tendo sido organizados muitos torneios internacionais, houve um aumento do número de jogadores brasileiros, e ainda turistas que a cidade do Rio chama ao Brasil. Além disso, o pôquer também foi reconhecido como um jogo de habilidade, para que não restem dúvidas do que o jogo é e representa para os brasileiros no geral e para os cariocas, nesse caso particular.

Com essa legalização, rapidamente foram criados vários clubes de pôquer no Rio de Janeiro, que proporcionam um entretenimento inteligente. De lá para cá, aumentou significativamente o número de profissionais de pôquer oriundos do Rio, e que todos os jogadores reconhecem que é uma cidade ideal para a prática desse esporte mental. A curto prazo, com certeza que isso será benéfico, não só para a prefeitura do Rio, mas também para o Brasil em geral, quer em termos de impostos, que esse esporte estando legalizado gera, como a grande possibilidade de conquistas e recepção de torneios internacionais por parte do Brasil. Não foi apenas o pôquer que saiu ganhando mas toda uma comunidade, cidade, estado e país.

Quintino Gomes Freire
Diretor de mídias sociais na Agência B5, palestrante, publicitário, Defensor do Carioca Way of Life e Embaixador do Rio. Começou o Diário do Rio em 2007 e está a frente dele até hoje o levando ser um dos principais portais sobre o Rio de Janeiro.
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