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bolsa_petroleo_rio_de_janeiro_royalties_pre_sal Se há algo que valeu a emenda Ibsen foi chamar a atenção para a dependência que o Rio de Janeiro tem dos royalties do petróleo e para o valor que entra nos cofres do estado com ele. O estado poder quebrar devido a apenas uma de suas fontes de receita é terrível, como já disseram (acho que foi Gabeira), o petróleo é um bem finito, o que faremos quando ele acabar?

 

Não existe, pelo que parece, nenhum plano para esse momento e isso é um absurdo! O Rio nunca poderia ser tão dependente. Não é como se no Rio o ICMS, IPVA e outras tantas taxas fossem menor que de outros estados, muito pelo contrário, cobra-se até muito mais. Então o que tem sido feito desse dinheiro?

Não é como se as estradas, hospitais e escolas estaduais fossem um exemplo para o mundo, não o são. Então pelo menos o funcionalismo público recebe bem, não, não recebe! Mas o governo do estado sabe gastar bem, está sendo licitado R$ 180 milhões de publicidade, a reforma do Teatro Municipal (que pertence ao estado) deve custar R$ 100 milhões e a reforma do Maracanã é um buraco negro de recursos, toda hora em reforma e a próxima custará R$ 500 milhões (o Engenhão consumiu, PARA SER CONSTRUÍDO, R$ 350 milhões).

 

Então #fikdik o próximo governador tem de romper este vício na dependência dos royalties e começar a pensar no futuro do Rio de Janeiro.

 

Aproveitando, não de assinar o abaixo-assinado contra a emenda Ibsen.

 

E outra charge do Nani

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8 comentários

  • Leandro disse:

    Gosto muto do Diário do Rio, acho uma prova bonita de interesse e amor pela cidade, mas às vezes tenho a nítida sensação de que ele é movido por interesses que não são nem mesmo políticos, mas partidários.

    Vocês sabem o que é a restauração de um prédio como o do Theatro Municipal? Uma crítica totalmente infundada.

    [Reply]

  • Quintino Gomes (author) disse:

    Leandro,
    claro que sou a favor da restauração, seria um absurdo ser contra. Chamo apenas atenção para o custo, sem contar a publicidade sobre ele. Vale lembrar que a Cidade da Música, uma construção das mais modernas, custou R$ 500 milhões e a mídia não saiu de cima.

    [Reply]

  • uberVU - social comments disse:

    Social comments and analytics for this post…

    This post was mentioned on Twitter by diariodorio: O que tem sido feito dos royalties do Rio de Janeiro?: http://bit.ly/9Pv4AT...

  • Arthurius Maximus disse:

    Acredito que os valores, infelizmente, ainda são muito mal gastos.

    [Reply]

  • bethlou disse:

    Perfeito!
    Adorei seu post porque é verdadeiro e cheio de indagações que aquele povão, pago com sanduiches para encher 300 ônibus vindo de lugarejos pobres, não pensou, não indagou, não questionou.
    São apenas 5 bilhões anuais que a Petrobrás paga de royallties ao RJ e não vemos nada, nadica de nada. Ruas imundas, cheirando a xixi pela manhã quando as pessoas têm que ir trabalhar no centro da cidade, hospitais sem assistência, filas pra tudo nos orgãos do governo, bandalha geral porque não existe choque de ordem nem aqui nem na China, estradas horrorosas e buracos dentro da cidade, violência continua e se espalha para depois da ponte e sobe serras, escolas que mais parecem presídios e um rol de absurdos e abandonos.
    E tem mais, o pré-sal é só falácia, nada de concreto, a não ser a venda caríssima de imóveis em Niterói e Itaboraí. E para se retirar o petróleo é bom que saibam que estão a mais de 200 km mar adentro.

    Então, que tal o governador parar de ir para Paris com sua mulher em todos os feriados e dias santos?! humpt

    O povo tem que abrir os olhos e perceber direitinho quem tá botando este dinheirão no bolso.

    [Reply]

  • joocarlosfalkenmayer disse:

    Não votei em Cabral Filho nem tenho simpatia por ele. Por isso me sinto livre para lembrar ao blog que a maior parte dos royalties que o GERJ recebe voltam para a União por conta de acerto de dívidas realizado sobretudo no governo Garotinho. Acho que até 2019 essas receitas do estado estarão comprometidas. É preciso, por outro lado, verificar o que as prefeituras estão fazendo com a parte delas – Campos, por exemplo. Macaé recebe cada vez mais migrantes que afetam a estrutura da cidade. Quissamã me parece que tem um projeto de desenvolvimento mais sustentado. Duque de Caxias por sua vez instalou abrigos de aço escovado e vidro para passageiros de ônibus até em ruas sem calçaamento ou com calçamento precário. Por aí vai…

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  • joocarlosfalkenmayer disse:

    A publicidade sobre a reforma do Municipal feita na Rede Globo é sem ônus para o GERJ. Até onde sei, toda a produção dos filmetes foi bancada pela emissora, e a inserção desses filmetes é gratuita.

    [Reply]

  • Inderson Luis disse:

    Essa crítica tem fundamento, mas não é tão simples alguém querer diminuir a receita de um estado drásticamente sem causar efeitos (hoje é seu amanhã não é). Acho que o RJ esta certo em brigar por um direito que é seu, em questão de não depender desse dinheiro funciona da seguinte forma: – quanto mais você têm, mais você gasta e quando você passa a não ter mais, você esta endividado.
    Valeu.

    [Reply]

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