Prefeitura lança aplicativo para táxis concorrente do UBER - Diário do Rio de Janeiro

Prefeitura lança aplicativo para táxis concorrente do UBER

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aplicativo da prefeitura para táxis

Junto com o decreto que torna o táxi patrimônio cultural carioca, o prefeito Marcelo Crivella anunciou o aplicativo Táxi.Rio, que tem como ideia central melhorar a gestão dos serviços de táxi na cidade do Rio de Janeiro, tanto para trabalhadores, como para usuários e para a própria prefeitura. E, indiretamente, pode servir como um concorrente direto do UBER, que anda precisando se movimentar, já que está cheio de péssimos motoristas.

Crivella disse que a chegada dos aplicativos prejudicou os taxistas, já que a categoria perdeu pela metade o faturamento mesmo trabalhando mais horas por dia.

“Quero que vocês saiam daqui com a certeza de que vocês são nosso patrimônio, e vamos incentivar o uso desse patrimônio. Com a plataforma agora podem ser também fiscais da prefeitura”, disse o prefeito, que já foi taxista.

O Táxi.Rio serve para que os usuários chamem táxis sem a mediação de empresas privadas, como acontece com outros aplicativos. O taxista cadastrado nessa plataforma da prefeitura que estiver mais próximo do cliente que fizer o pedido será localizado e indicado para a corrida.

Muitas funções extras devem ser implementadas no Táxi.Rio. Entre elas estão possíveis descontos para quem usar táxis para ir a eventos ou a estabelecimentos ligados à prefeitura, um programa de trânsito seguro, no qual donos de bares e restaurantes poderiam arcar com parte da corrida de um cliente que ingerir bebidas alcoólicas, wifi grátis nos veículos, entre outras.

A ideia, inclusive, deve ser copiada por João Dória (PSDB), prefeito de São Paulo. É o que informa a coluna do Ancelmo de hoje, 7/6.

Além de um remanejamento em relação às diárias cobradas a taxistas que não são donos dos veículos que utilizam para trabalhar. Esse novo cálculo será feito de uma forma para que todos saiam ganhando. Não haverá mais diárias fixas. As diárias serão limitadas a 25% das corridas. O motorista que fizer R$ 200, por exemplo, em um dia de trabalho, a diária ficará em R$ 50. Esse procedimento seria inviável em outros tempos, mas com o taxímetro virtual, veiculado à secretária de transportes, fica mais fácil.

Felipe Lucena
Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.
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