Eduardo Paes, Opinião carioca, Roberto Monteiro - 21/05/2009 - Publique no Facebook

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Vereador Roberto Monteiro Foi sancionada pelo prefeito Eduardo Paes uma daquelas leis que são motivo de piada: a tradução obrigatória de todas as expressões estrangeiras escritas em qualquer tipo de anúncio publicitárioa veiculado nos estabelecimentos da cidade. O estabelcimento que não cumpir a lei será multado em, R$ 5 mil, valor que poderá ser dobrado se houver reincidência.

 

Então vamos lá, a Lei de autoria do vereador Roberto Monteiro quer que troque algumas palavras. Já que pretende defender o uso da língua portuguesa, oras, deveríamos voltar a falar latim ou quem sabe o tupi… Língua é uma coisa viva que muda, incorpora novas palavras e mata outras. Ou ainda deveríamos usar o vosmecê?

 

Palavras como “delivery” ou “drive-thru”, e o que deveremos dizer então de “shopping”? Barrashopping dveria passar a ser Centro de Compras da Barra? Ou o Downtown passará a se chamar Centro? E por aí vai…

 

Sabe poderíamos deixar de chamar futebol e usar ludopédia… e acabar com palavras como mousse, lingerie, abajur… ah, e mouse, delet, internet… é sério, como foram sancionar uma coisa dessa?

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  5. Do excesso de publicidade do Governo do Estado

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17 comentários

  • Elesbão disse:

    Legislar sobre a língua é o tipo de bobagem típica de vereador.
    .
    De qualquer forma, se a polêmica suscitar um debate sobre o excesso de anglicismos, pode ser útil. Acabei de retornar de Portugal, onde a banda toca em outro tom: lá, a tendência é de uma expressão pátria para designar o termo estrangeiro, o que pode ser importante para fortalecer o vocabulário.
    .
    Nada contra outras línguas, mas em muitos casos a requisição do inglês se deve a preguiça e ignorância.

    [Reply]

  • Roberto disse:

    Discordo. Esta lei existe também na França. Em Paris, os anúncios com expressões em inglês apresentam a tradução da expressão discretamente, geralmente nos cantos, em letras pequenas . Um gesto pequeno, praticamente simbólico, mas que ninguém deixa de entender quando são se trata dos franceses protegendo sua cultura.

    No entanto, só tenho visto a imitação carioca criticada até agora.

    [Reply]

  • Mariana Vasconcelos disse:

    Falta do que fazer…
    Não tem nada melhor pra fazer? A Câmara precisa de outras leis e não dessas coisas sem pé nem cabeça…
    Vai fiscalizar a prefeitura e não ficar inventando lei aqui e acolá.
    Uhhh estou vendo Portugal fortalecendo a ligua, será? Já que o portugues brasileiro está invadindo o portugues da terrinha.

    [Reply]

  • Wendel disse:

    Não vejo mal na lei…Acredito que seja até bom pra aquelas pessoas que não têm a mínima noção de inglês…Lógico que há coisas super,ultra,mega importantes a serem tratadas…Mas apoio a lei.

    [Reply]

  • Luis disse:

    Realmente, há assuntos mais importantes. Só que mal, também não faz.
    Ainda assim, é interessante notar que quando as palavra são em inglês, todo mundo acha lindo, tudo fica “cool”. Agora, experimente usar expressões dos nossos “hermanos”. Derrota total! Quando essencialmente é a mesma coisa!

    Ninguém precisa ser mais realista que o rei, mas se existe a expressão em português, por que não fazer uso dela?! Deletar, customizar, printar, outlet shopping, x% off, business… ninguém merece isso.

    A gente ainda é meio silvícola mesmo…

    [Reply]

  • Gabriel Sperandio disse:

    Deveríamos também chamar o metrô de metropolitano ou de “metro”, paroxítona, como na terrinha se usa. O acento circunflexo vem do fato de que em francês as palavras são oxítonas. Aliás, esse tipo de simplificação de palavras é típico dos franceses mesmo, então deixa metropolitano mesmo…

    [Reply]

  • Gabriel Sperandio disse:

    NA prática, as marcas dde material esportivo é que costumam bastante colocar o slogan em inglês. Fora isso, não sei como a lei rege em nome de produto ou serviço exclusivo de estabelecimentos. Só falta o Big Mac ter que mudar de nome. Mas, por exemplo, um plano gold de um plano de saúde. A tradução de plano gold é plano gold, pois não se trata de ouro literalmente…

    [Reply]

  • Helio disse:

    Imagine você entrar no Beto’s (ex-Bob’s) e pedir um sanduba(?) triplo-queijo-búrguer(?) acompanhado de um sol-dae(?).

    Pixa-se a lei, o seu sancionador Eduardo Paes, mas não se fala que o autor do projeto foi o vereador comunista Roberto Monteiro, seguidor da linha de pensamento (?) da Secretária Municipal da Cultura Jandira Feghali (como traduzir esse sobrenome estrangeiro para o português?), sua companheira do PCdoB. Coitadas das crianças cariocas, tendo sua cultura oficialmente determinada por comunistas cubanos ou chineses, que ganharam o posto como “pagamento” do apoio eleitoral no 2º turno…

    Mas, não esquente a cabeça. No fim de semana, meta a família no seu Carro do Povo (Volkswagen) e tenha cuidado com os semáforos…

    [Reply]

  • Leandro disse:

    Eu gostei da lei. Tem vezes que as lojas exageram, como usar OFF, sale e outras palavras do tipo, isso pra mim já é demais, só que tem as palavras em inglês que depois de tanto uso a maioria já sabe o que é, como delivery, mas isso não quer dizer que as lojas devam usa-la.

    O que eu acho que deveria acontecer é um bom senso das lojas, mas como não há tem que criar leis. Nós estamos no Brasil, não nos EUA ou no Reino Unido, aqui a lingua é português, mas nas vitrines de algumas lojas passa a ser inglês.

    [Reply]

  • roberto carlos moreira disse:

    DICA PARA O DIÁRIO DO RIO

    http://riotransparente.rio.rj.gov.br/

    [Reply]

    quintino Reply:

    Opa Roberto, já conheço o Rio Transparente, vale muito apena.

    [Reply]

  • Daniel Guimarães disse:

    Ridiculous…

    [Reply]

  • Elesbão disse:

    Fica difícil dizer o que é má fé ou analfabetismo funcional quando se argumenta contra a lei utilizando marcas.
    .
    “Falta do que fazer” é cômodo para adjetivar qualquer projeto que não passe pelo óbvio foco do populismo. É mais uma daquelas expressões vazias que as pessoas arrotam no elevador.
    .
    O Projeto, no entanto, merece as críticas ao tentar legislar sobre a língua, ela mesma o resultado das misturas. Claro, existe uma distinção entre incorporar ao vocabulário termos que se prestam melhor e a mera e preguiçosa assunção de quaisquer palavras, muitas vezes paradoxalmente menos claras e confortáveis ao entendimento.
    .
    Mariana, guarde a ironia e use os fatos. Portugal usa, sim, expressões brasileiras, como se espera de qualquer língua viva e próxima – vide a observação sobre a inocuidade em se legislar sobre o tema. A diferença, sempre ela, a favor de quem absorve *e processa*, é a forma como se dá esse diálogo – sem trocadilho.
    .
    Naturalmente, não é o caso de seguir às cegas o caso lusitano ou francês; apenas compreender o Mundo além da esquina, reduzindo a chance de ecoar opiniões as quais se ignora.

    [Reply]

  • Meu Google Reader | 30 & Alguns disse:

    [...] Publicidade no Rio de Janeiro com palavra estrangeira deverá ter tradução – Diário do Rio de Janeiro [...]

  • insistimento (Marcos Rezende) disse:

    Que grande babaquice, esses políticos que só ficam protegendo suas bundas criam leis tolas: http://tinyurl.com/n6pow6

    [Reply]

  • Publicidade carioca pode voltar a conter palavras estrangeiras - Diário do Rio de Janeiro disse:

    [...] A Federação co Comércio do Estado do Rio de Janeiro (FECOMERCIO) conseguiu uma liminar na justiça suspendendo temporariamente a lei municipal do vereador Roberto Monteiro (PCdoB) aprovada por Eduardo Paes que obrigava a publicidade com palavra estrangeiras a ter uma tradução. [...]

  • Tweets that mention Diário do Rio de Janeiro » Blog Archive » Publicidade no Rio de Janeiro com palavra estrangeira deverá ter tradução -- Topsy.com disse:

    [...] this page was mentioned by Marcos Rezende (@insistimento), Marcos Rezende (@insistimento), Anderson Tombini (@atombini), Anderson Tombini (@atombini), daviviana (@daviviana) and others. [...]

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