Semana na Câmara: Prefeitura pede autorização de empréstimo de R$ 800 milhões - Diário do Rio de Janeiro

Semana na Câmara: Prefeitura pede autorização de empréstimo de R$ 800 milhões

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Cãmara dos Vereadores

TERÇA E QUARTA A VER FANTASMAS

Como o próprio título já diz, terça e quarta-feira foram dias de ver fantasmas no Plenário Teotônio Viella.

Do lado da oposição, sabe-se o motivo: a já tão falada CPI das Olimpíadas – e continuarão obstruindo até que ela volta

Do lado do governo, não se tem a menor ideia. Algumas das más línguas da Câmara dizem que foram dias de fazer certos negócios… Quais? Não sei, ninguém sabe, ninguém viu…

O engraçado é ver alguns cardeais do governo reclamando que nada é votado, o que prejudica a imagem de todos os parlamentares.

Bom, os negócios devem ser mais importantes que as votações.

QUINTA-FEIRA FRENÉTICA

Já no terceiro e último dia útil da Câmara foi frenético. A Prefeitura enviou um pedido de autorização para pegar – nada mais nada menos que – 800 milhões de reais em empréstimos do BNDES.

A desculpa? Investir em obras viárias e de infraestrutura. Apenas isso, nada mais. Há quem diga que seja para fazer operação tapa-buraco e deixar a cidade um tapete para as Olimpíadas.

Bom, a verdade é que: se a Prefeitura estivesse tão bem de caixa, não iria precisar pegar quase 1 bilhão de Dilmas/Temers (utilize o que melhor lhe couber), não é?

É, parece que as coisas não andam nada fáceis no Centro Administrativo São Sebastião. Ou, melhor dizendo, no Piranhão…

CASA DE FAZER LEIS – E RESPEITAR?

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Todos sabem que uma das principais funções do Poder Legislativo é formular leis para o bom funcionamento da cidade e sua população. A lei, é claro, deve ser respeitada por todos, caso contrário, para que serviria?!

Pois bem, mas alguns vereadores (a maioria destes já até frequentaram as páginas policias dos jornais, por sinal) insistem em achar que a lei não vale para eles e fumam onde bem entendem.

Cenas de parlamentares dando suas baforadas na Sala Inglesa e no saguão do Palácio Pedro Ernesto são mais do que corriqueiras.

E o cartaz que fica afixado na porta do cerimonial fica apenas de enfeite.

Com representantes assim, fica difícil cobrar uma cidade que funcione.

Frederico Weneck

Frederico Weneck

Após 40 anos de jornalismo cultural, decidi me focar no meu hobby: a política carioca. Aproveitando a aposentadoria, me dedico a escrever esta coluna semanal sobre os bastidores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O que os grandes jornais não mostram.
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