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Cesar Maia O Cesar Maia falou hoje em sua newsletter sobre a licitação das linhas de ônibus no Rio de Janeiro. Pelo que pude entender, se o prefeito do Rio conseguir fazer como imagina a licitação, a cidade vai ganhar um sistema de transporte público mais inteligente. Há várias linhas que fazem o mesmo trajeto, e muitas vezes com ônibus vazios.

Veja o que disse Cesar Maia:

  1. As licitações das linhas de ônibus ocorrerão até junho, deste ano, claro. É um complexo emaranhado de autorizações dadas com maior ou menor formalidade, desde 1960, com ajustes de linhas, etc. Por isso a tendência é realizar em duas etapas, na medida em que a segunda etapa será dependente da primeira, o que produzirá maior ganho para os usuários.
  2. Vocês têm toda a razão. Será usado como critério, a exemplo da licitação recente dos pedágios federais, não a receita para a prefeitura, mas as vantagens para o consumidor. Por isso serão licitadas as tarifas das passagens, incluindo o atual sistema de gratuidades. Os valores pagos em licitações de concessão com receitas para os governos nos dão a certeza que os valores atuais serão um limite superior.
  3. Poder-se-á fazer licitações cruzadas como vocês sugerem, mas a complexidade hoje não permite garantir a possibilidade embora os estudos continuem. Inicialmente deverão ser licitados os vetores -ou cones- básicos com pólo fulcral no Centro da Cidade, em direção as regiões sul, norte, e oeste.
  4. Realmente o numero de ônibus no corredor da zona sul - centro será reduzido. Não só aí. Não se tem a proporção ainda. Mas será uma redução no entorno de 50% do numero de ônibus.
  5. De fato pensa-se em licitar um subsistema de linhas articuladas com o Metrô e com o Trem a partir das existentes, mas ampliando na zona norte -linha 2 do metrô- principalmente. Há algum elemento jurídico sendo analisado, pois há concessões em curso no transporte sobre trilhos que são estaduais.
  6. E -como vocês afirmam- o TAC -transporte auxiliar alternativo- será também licitado. Mas nesse caso numa segunda etapa, pois sendo auxiliar dever-se-á primeiro conhecer as linhas que já terão sido licitadas. E pensa-se em levar em conta a característica de propriedade individual com experiência comprovada, para que as grandes empresas não se apoderem do sistema produzindo distorções inclusive em nível do emprego.

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5 comentários

  • William disse:

    Eu sou radicalmente contra o transporte alternativo. São poucas as linhas no Rio que têm demanda tão pequena que justifique o uso de vans. Elas só trazem problemas. Já é difícil fiscalizar empresas, imagine “indivíduos”. Só entopem as vias, sem contar que poluem mais. Em um futuro de tarifa única, elas vão se tornar um grande problema na partilha tarifária. Não há como incluir todos os atuais agentes no sistema de transporte. Sim, um sistema eficiente é excludente para poder se baratear. Ele não pode se tornar um cabide de empregos como atualmente. A idéia de se criar mais empregos é bonita, mas, na verdade, ela desestimula empregos em outras áreas, já que o transporte é mais caro e lento. Quanto mais enxuto e simples o sistema de transporte for, melhor os cidadãos podem usá-lo, mais distante as pessoas podem morar, menor é a pressão sobre o núcleo da cidade.
    É triste pensarmos que um motorista de van pode ficar sem seu sustento por não poder mais trabalhar. Porém, pensemos naquela mãe solteira que trabalha fora para poder sustentar o filho e si mesma. Ela gasta muito tempo para chegar em casa, gasta muito dinheiro para poder se movimentar pela cidade, gasta muito dinheiro para pagar alguém cuidar de seu filho. Se ela tivesse como economizar uma parte desse dinheiro, ela gastaria em outras coisas que sempre lhe faltaram, assim, veríamos um efeito multiplicador, pois não é só a mãe solteira que tem esses gastos, mas muitos outros, sem contar muitas outras mães. Transporte público não traz riqueza para a população em geral, ele só é um instrumento. Com instrumentos, só se gasta o estritamente necessário. Para que ter dois martelos se um já basta?

  • Daniel Guimarães disse:

    Também sou contra o transporte alternativo no Rio, a cidade com mais ônibus per capta do planeta.

    Acho que mudar o sistema de ônibus no Rio sem pensar em ampliação do sistema de trilhos da cidade é complicado.

    O Rio depende dos ônibus justamente por ter uma linha de metrô mal distribuída e com uma ampliação lenta…

  • Diario do Rio (author) disse:

    Eu acho q o transporte alternativo teria sua utilidade naqueles lugares onde não há ou é incipente os ônibus. Por exemplo, favelas… mas não como concorrente de ônibus, trem ou metrô

  • William disse:

    Empresas de transporte não precisam ter frota somente de ônibus, podem ter frotas de vans também. Uma empresa maior é capaz de fornecer transporte com um menor custo, maior segurança, conservação etc, sem contar que ela dá segurança ao poder público que vai circular. Uma empresa de transporte tem sempre ônibus reservas. Exigir níveis de conforto, conservação e manutenção de uma empresa é muito mais fácil, até porque, as empresas sérias estão preocupadas em conservar o patrimônio. Uma pessoa física está presa às variações do seu bem-estar. Quer reformar a casa, economiza no carro, deixa de fazer a manutenção preventiva, deixa de circular uma semana por doença. Em caso de acidente, a volta daquele carro pode demorar ou, dependendo, pode até não retornar. São vários os problemas acarretados por essa atividade. Inclusive, as rotas que fariam trariam menor retorno, o que, portanto, não compensaria a desvantagem em ser autônomo. Ser autônomo em uma atividade que não dá a opção de recuperar a renda é ruim. Se um dia de trabalho é perdido por qualquer que seja a razão, isso afeta a renda no final do mês.

  • José disse:

    Um Prefeito que tenha a vontade de melhorar a qualidade de vida de seus munícipes dará ordens a seu Secretário de Transporte de proibir as atuais Kombis/Vans. O pior veículo deveria ser o MICRO-ÔNIBUS com 25 lugares sentados e 10 em pé. As empresas deveriam ter no máximo 30% da suas frotas esses veículos e utilizá-los para curtas distâncias. 70% das frotas deveriam ser de ônibus com Cobrador, o que garantiria emprego formal aos desempregados das kombis/vans.

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