Teste Ford EcoSport 1.5; o primeiro SUV compacto com 3 cilindros

O teste da vez é a quarta geração do Ford EcoSport FreeStyle 1.5. As maiores mudanças do novo modelo se concentraram na dianteira, no conjunto mecânico e no interior – estes dois últimos os maiores focos de reclamações dos clientes. Veja agora o que eu achei do novo modelo no teste dentro do Rio e na viagem para Pinda, interior de SP.

Design 

Não foi só na grade frontal que o EcoSport ganhou novos contornos, no interior também encontramos algumas novidades. Já na parte de traz, quase nada mudou, o estepe na tampa do porta-malas, a característica mais marcante do modelo e considerado fora de “moda”, foi mantido. Segundo a empresa, o pneu sobressalente não teve a posição alterada porque agrada aos consumidores da marca.

Os bancos são revestidos em tecido e couro nas laterais — couro completo e em tom bege, só na versão Titanium. Se o modelo antigo incomodava pela tela pequena no sistema de áudio, agora o do Freestyle tem uma tela de 8 polegadas, com navegador e imagens da câmera de ré. No SE a tela é de 6,5 polegadas, sem esses recursos, e ambos são compatíveis com Android Auto e Apple Car Play.

O isolamento acústico também está melhor. No compartimento de bagagem o Freestyle ganhou piso ajustável em três alturas, o que cria espaço oculto abaixo dele (algo parecido com o Fiat Mobile e Up).

O Novo EcoSport chega parrudo no quesito segurança. Ele vem equipado de série, em toda a linha, com sete airbags, assistente de partida em rampa, monitoramento de pressão dos pneus e controle de estabilidade com sistema anticapotamento (RSC), exclusivo da montadora.

Desempenho

E novo motor, ficou mais esperto mesmo? O 1.5 de 3 cilindros é flex e equipa as versões de entrada (SE) e a intermediária (Freestyle que foi testada). A montadora traz ele importado da Índia, mas a Ford pretende passar a fabricá-lo nacionalmente no futuro – lembrando que o SUV é feito em Camaçari (BA).

O novo 1.5 rende 137 cv de potência e 16,1 kgfm de torque máximo a 4.500 rpm com etanol. Moderno, ele adota bloco de alumínio para reduzir o peso e duplo comando de válvulas variável (admissão e escape). Ou seja, é mais leve, menor e tem menos peças gerando menos atrito.

A Ford ouviu seus clientes e trocou o câmbio manual de cinco marchas e também o câmbio automático de seis marchas. É o 6F15, uma variante do câmbio do Fusion. Ela substitui de vez o câmbio automatizado de dupla embreagem Powershift. O casamento ficou muito bom. Na verdade até melhor do que com o motor maior. O Eco tem saídas ágeis e respostas rápidas ao pedal de acelerador – na estrada as marchas com borboleta sempre ajudam nas ultrapassagens. As marchas foram escalonadas para aproveitar bem o torque e a potência do novo motor.

A Ford recalibrou a suspensão e mexeu em algumas partes do chassi para dar essa maior firmeza de rodagem ao SUV. O resultado da combinação das várias tecnologias pode ser visto em movimento. Além de oferecer acelerações sem trancos, com ótimo torque em baixo giro, silencioso e oferece boas respostas do novo câmbio automático de seis marchas.

Já a autonomia dentro da cidade fez 7,5 Km/L no etanol e na estrada, cravou 12,5 Km/L na gasolina. Confirmando o selo A na categoria. Contribui para isso, a grade frontal ativa, que abre e fecha as aletas automaticamente conforme a necessidade, melhorando a aerodinâmica e a eficiência do motor. Essa tecnologia já existia no Brasil (equipa a Chevrolet Spin), mas estreia no segmento de SUVs compactos com o novo EcoSport.

Preços das versões:

O preço e o pacote de equipamentos jogam a seu favor quando comparado com as versões de entrada de Jeep Renegade (R$ 72.990), Honda HR-V LX (R$ 80.990), Nissan Kicks (R$ 70.500) e Hyundai Creta Attitude (R$ 73.990). Mas vale lembrar que o EcoSport tem o menor espaço interno entre todos eles.

  • SE 1.5 – R$ 73.990;
  • SE 1.5 AT – R$ 78.990;
  • FreeStyle 1.5 – R$ 81.490;
  • FreeStyle 1.5 AT – R$ 86.490; * modelo testado
  • TITANIUM 2.0 AT – R$ 93.990;

Pontos positivos:

  • 7 airbags de série em toda linha;
  • Downsize com o primeiro motor 1.5 de 3 cilindros;
  • Grade frontal com controle ativo;
  • 9 alto-falantes de ótima qualidade;
  • Ótima conectividade com espelhamento, Android Auto, Apple CarPlay, 2 USBs, 2 tomadas 12V;

Pontos negativos:

  • Falta do alerta do ponto cego, disponível somente na versão Titanium;
  • Consumo poderia ser ainda mais econômico;

Ficha técnica: 

  • Preço: R$ 86.490
  • Motor: flex, dianteiro, transversal, 3 cilindros, aspirado, 12V, 1.498 cm3, 137 cv, 16,2 mkgf com etanol; 130 cv, 15,6 mkgf com gasolina
  • Câmbio: automático, 6 marchas, tração dianteira
  • Suspensão: McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira
  • Freios: discos ventilados (diant.), tambor (tras.)
  • Direção: elétrica
  • Rodas e pneus: 205/60 R17 (diant./tras.)
  • Dimensões: comprimento, 426,9 cm; largura, 176,5 cm; altura, 169,3 cm; entre-eixos, 251,9 cm; peso, 1.359 kg; tanque; 52 l; porta- malas, 356 l.

Deixo aqui um vídeo da Giu Brandão falando sobre o modelo;

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Rodrigo Bastos64 Posts

Blogueiro carioca, vulgo @bigdigo, natural do lado de lá da ponte, gamer da época de Lan Houses com CS, apaixonado por tecnologia e que também curte carros e alta velocidade. contato: bigdigo@gmail.com

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