Por André Delacerda.
O Rio é repleto de estórias, histórias e projetos interessantes.
Um dia desses navegando pela internet, descobri uma dessas preciosidades, umas dessas histórias, na verdade projetos para a cidade, que certamente poucos cariocas, vão lembrar.
Mas como recordar é viver. Vamos a este projeto arrojado e futurista para época do Governo Negrão de Lima. Que certamente se fosse implementado, iria mudar a paisagem que conhecemos de Copacabana e da Urca.
Estamos falando do projeto do Túnel Leme Praia Vermelha, um projeto que era composto por um túnel e um complexo viário aos moldes daqueles viadutos que temos no Elevado do Joá.
Do projeto do Túnel Leme Praia Vermelha, também fazia parte um amplo projeto de reurbanização da Avenida Atlântica, que teria uma área de lazer e viária semelhante a do Aterro do Flamengo.
Sem cruzamentos, com inúmeras passarelas, com enormes áreas verdes e de lazer, o projeto estaria a cargo do famoso Lúcio Costa – projetou a Barra da Tijuca - e do paisagista Roberto Burle Marx - paisagista do Aterro do Flamengo -.
Observando mais atentamente as fotos, pode-se notar que se fosse implementado, a Atlântica não teria o belo calçadão dos dias atuais, e teria na verdade duas auto-pistas junto ao mar. Sendo que a área de lazer e verde proposta se concentraria junto aos prédios da orla.
Ao final da Praia do Leme as duas pistas iriam rasgar a rocha sob a forma de túneis e um viaduto sob as águas da entrada da Guanabara, contornaria o Morro da Babilônia, chegando até a Praia Vermelha na Urca. Certamente uma imagem deslumbrante para se ver dos veículos que ali transitariam.
Uma coisa que vale ressaltar é que a tranqüila e pacata Urca, caso esse projeto fosse implantado, não seria conhecida com as características que tem-se hoje.
A idéia básica do projeto Túnel Leme Praia Vermelha, seria a eliminação, dos cruzamentos na extensão da orla, do Posto VI até a Candelária. Isso hoje já existe no trecho do Aterro entre Botafogo e o Centro. Assim, o transito fluiria com facilidade e não haveriam congestionamento, eram o que pensavam os idealizadores deste visionário projeto.
Apesar de ser um projeto inovador e que talvez tivesse ajudado a cidade a melhorar o caos do transito, que atinge a grande metrópole carioca, uma coisa que ele nos privaria se tivesse sido executado. A felicidade de podermos deslumbrar o belo calçadão de pedras portuguesas e o visual único que compõem a orla de Copacabana.
Quando eu ví aquela imagem de Copacabana, com aquele espaço no meio parecido com o Aterro, eu até cheguei a pensar que seria legal. Mas, já temos o aterro, que é belissímo. Só que justamente por sua exuberância verde não pode ser frequentado em diversos horários e dias.
Acho que foi bom não terem levado isso a frente.
Thyago também concordo com você. Ainda bem que nós temos Copacabana da forma atual, e não daquela proposta no projeto do túnel.
Não acabaria com o trânsito, agravá-lo-ia. Não haveria condições de escoamento do trânsito no Posto 6. O Aterro garantiu a separação do trânsito de Copacabana e Botafogo em direção ao Centro, porém, deu, ao mesmo tempo, fôlego ao uso de carros na cidade. Se não existisse o Aterro, os cariocas usariam menos o carro naturalmente. Teríamos chegado à saturação das vias mais cedo e, mais cedo, teríamos um sistema de transportes de massa melhor. Eu acho impensável um aumento da Autoestrada Lagoa-Barra e o término da Linha Verde nas condições atuais, apesar de serem obras necessárias. A primeira medida antes disso é a diminuição do número de vagas de estacionamento na Zona Sul e Centro. Menos vagas representam menos carros automaticamente. Seria uma medida impopular, mas é uma arma poderosa que a prefeitura tem em suas mãos. Várias ruas poderiam ganhar calçadas mais largas e garantir a diminuição de carros em circulação.
Ih, mas, menos vagas é o que, atualmente, a prefeitura não está fazendo. Já vai entrar em licitação 2 novos estacionamentos subterrâneos. Um é na Praça General Osório, já o segundo eu não lembro onde era.
Agora, ultimamente o prefeito tem discutido sobre ‘APAS’, que eu achava se tratar de áreas de proteção ambiental. Na verdade, eu nem lembro direito se foi esse o nome mesmo. Mas, o que eu sei é que há uma discussão que tem aparecido bastante em seu ex-blog a respeito de uma decisão que colocaria mais 10.000 carros nas ruas da zona sul, se determinada coisa não for feita, ou deixar de ser feita. Eu fiquei confuso por não saber exatamente o que significava a sigla em questão.
Alguém tá sabendo disso?
Não é a APAC não???
Pois é, Thyago. Talvez vejamos redução de vagas em umas áreas e aumento nessas garagens, seria algo compensatório, creio eu. A Visconde Pirajá, por exemplo, é um grande problema atualmente. Acabar com as vagas ao longo dela é necessário, pois gera muito engarrafamento. No entanto, eu falei que é necessário que seja feito, apesar de não haver nenhum movimento real nesse sentido. Temos ainda dinossauros na CET-Rio, por isso coisas do tipo ainda vão demorar.
Busca
Destaque do dia
Por André Duarte
Continue lendo...No dia 21 de setembro de 1711, uma expedição francesa sob o comando do famoso corsário. Francês René DuGuay-Trouin, “seqüestra” a Cidade do Rio de Janeiro após nove dias de cerco. Você não está lendo errado, ele capturou mesmo toda a cidade, que tinha na época cerca de doze mil habitantes. O grave é que era a nossa. E ainda mais grave a quantia pedida: dois milhões de libras francesas, praticamente o resgate de um Rei.
DuGuay-Trouin não era um pirata, era um corsário. Na …
Promoção
Ganhe um livro sobre Barack ObamaArquivos
Publicidade
Diário do Rio indica
Artigos recentes
Artigos mais comentados
Últimos comentários
Feeds RSS - Comentários RSS
Desenvolvido pelos Profissionais de Web