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Até no engarrafamento po Jonny Braga Foi aprovado ontem na ALERJ, em primeira discussão um projeto de lei que pretende incentivar o transporte solidário no Rio de Janeiro. A forma de fazer isso seria através de medidas como a permissão do uso das faixas seletivas por carros com mais de três passageiros, como forma de estimular o compartilhamento de automóveis por um grupo de vizinhos, amigos ou parentes, com o objetivo de reduzir o número de veículos nas ruas. Ou seja, estimular a carona.

É uma proposta muito, muito interessante. Nos EUA já há legislações semelhantes, onde há uma faixa apenas para quem tem carona, ou seja, dificultar as pessoas sozinhas no carro. Afinal, um carona pode representar menos um carro na rua, que além de diminuir a poluição, ajuda a diminuir o engarrafamento.

Eu mesmo sou, vergonhasamente, um motorista solitário, muito se deve a meu horário louco, meus amigos diriam que ao fato de eu ser antipático, individualista, estas coisas… Mas acredito que se essa lei vingasse realmente acabaria dando mais carona!

O problema que os mal-educados, que já andam pelo acostamento, furam sinal, fecham cruzamento, estacionam em local proibido, não respeitam o limite de velocidade, se multados, vão dizer que é da indústria de multas…

Enfim, torço para que esta lei seja aprovada.

Foto "Até no Engarrafamento" por Jonny Braga.

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3 comentários

  • William disse:

    Isso seria ótimo mesmo, mas o monitoramento das vias expressas teria de imitar o Big Brother, câmeras para tudo que é lado. Essa alternativa é realmente viável para as Linhas Vermelha e Amarela, além da Av. Brasil e a Ponte, mas e a Auto-estrada Lagoa-Barra? Duvido que implantem isso lá, pois só são duas pistas. Seria bom, mas acho que não vinga. Aliás, como pretendem controlar o uso da faixa seletiva? Acho que isso só seria possível com dois passageiros, algo compreensível, uma vez que é impossível filmar ou fotografar eficientemente um carro de forma a observar se há passageiros no banco traseiro. Se o controle não for feito por esses meios, não há chance de isso funcionar no Brasil.
    Ainda acho que restrições a estacionamento na Zona Sul e no Centro, somado a faixas seletivas que diminuam a capacidade de tráfego para os carros de passeio seja a melhor alternativa. Um bom exemplo é Ipanema (ou mau, né). A Visconde de Pirajá é um caos por causa daquele malditio estacionamento ao longo dela. Não é de se estranhar que depois da Vinicius de Moraes a situação melhora inexplicavelmente, aliás, tem sim, o estacionamento termina. O estacionamento tem de acabar em várias ruas. É mentira o argumento de que há grande necessidade de vagas para moradores de prédio sem garagem. Basta passear pela Zona Sul em domingo de chuva forte. Fica tudo vazio. Aliás, há muita coisa errada na Engenharia de Tráfego da cidade. Se alguém me explicar por que diminuíram as calçadas de Barata Ribeiro/Raul Pompéia e N.S. de Copacabana, para abrigar mais uma faixa de trânsito, eu não saberia dizer. O tráfego da Raul Pompéia continua na Rainha Elisabeth, mas enquanto uma tem duas faixas, a outra tem quatro. Se você quer sair de quatro faixas para duas, acontece um engarrafamento. Se observarem, a quarta faixa sa Barata Ribeiro só é efetivamente usada entre Figueiredo e Siqueira Campos, mas por quê? Porque lá é ponto permanente de descarga do Supermercado Mundial, ou seja, vira estacionamento permanente. A quarta faixa é inútil e só cria retenções na Raul Pompéia. A mesma coisa ocorre na Nossa Senhora. A quarta faixa só é relevante da Miguel Lemos até a Figueiredo, mas isso só é assim, pois fecharam a Raimundo Correa e porque a Figueiredo é uma bagunça que recebe mais fluxo do que o tempo de sinal pode absorver. Aquele trechinho minúsculo entre Nossa Senhora e Barata Ribeiro recebe tráfego de SETE pistas, três do começo da Figueiredo e quatro da N.S.. Se a Nossa Senhora fosse mais estreita, contribuiria para o fluxo sem interrupções por inúmeras trocas de faixa na altura da Figueiredo. Eu nem vou começar com o fato de o Túnel Velho ter duas faixas, enquanto a Figueiredo tem quatro naquela altura. Mas o maior absurdo mesmo é o da Princesa Isabel. Lá se encontram NOVE FAIXAS para virarem 3.5, já que uma serve praticamente só para parada de ônibus. Como é que N.S., Atlântica e Gustavo Sampaio podem se encontrar assim? Devolvam as calçadas aos pedestres e às árvores que tiveram de tombar! Alargar uma rua sem alargar a sua continuação não faz sentido!

  • Andre Delacerda disse:

    Conheço gente que sai de casa de carro para ir a uma loja a dois quarterões ou até mesmo, sai de casa que fica a uma quadra da faculdade de carro. Isso também atrapalha o transito.

  • Dudu disse:

    Aprendi no CCAA ano passado: carpooling :D

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