23rd May 2008

Um Jogo para Ficar na História no Templo do Futebol - Fluminense e São Paulo

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Por André Delacerda 

Fluminense Eterno Amor por Gabriela Dias Épico é como pode ser chamado o jogo da última quarta-feira entre o Fluminense e o São Paulo pela Copa Libertadores.

Quis os deuses, que ali, no templo sagrado do futebol, o Maracanã, nosso querido Maracá. Fosse o palco desta história, ou melhor, da batalha.

Sob os olhar atento de tricolores do céu e da terra, o espetáculo se estabeleceu. Diante deles, o milionário e imbatível São Paulo, time o qual jamais duvidariam da vitória. São Paulo do Imperador Adriano, que chegou sem humildade, se esquecendo que existe uma máxima no futebol: jogo se decide de verdade entre as quatro linhas e não fora dela.

Para aquela inesquecível noite, o Maracá se fez grená, verde, e branco. E se iniciava o momento tão esperado, quiçá, o jogo mais importante da história, até ali, do centenário Fluminense.

E eis que surgem os aguerridos jogadores do Fluminense, conduzidos ao som do mantra “Fluminense eterno amor” entoado a todo instante pelos 80 mil torcedores.

Para tornar aquela noite ainda mais mítica, o Maraca se fez branco, através de uma nuvem de pó de arroz, que combinava com o branco da lua, que se fez cheia e plena sobre o estádio, irradiando a luz que conduziria os guerreiros tricolores a talvez a colherem os louros da vitória.

Os guerreiros tricolores iniciaram a batalha e o Maraca se transformou em Colisseu. Sob o comando do Gladiator Renato Gaúcho, 12 homens com um só objetivo, vencer o não humilde Imperador e seus colegas.

E o destino começou a conspirar a favor da gente das laranjeiras, aos 12 minutos, não o romano Julio César, mas sim tricolor Junior César, levanta a bola, que cai como uma benção nos pés de Washington, que quebra seu jejum de oitos jogos; e avança sobre o imbatível Rogério Ceni. A multidão vai ao delírio.

GoOoOL!!!!!!!

Estava o Flu consagrado naquela primeira etapa pela sua valentia e bravura ao enfrentar os soldados e o Imperador.

Aos 25 do segundo tempo, um susto. O Imperador faz o tão temido gol, e comemora em tom de deboche, dando língua aos 80 mil torcedores do Flu, que se calam de perplexidade.

Mas susto maior o Flu daria ao adversário no minuto seguinte. O São Paulo, mal teve tempo para pensar, e ver o guerreiro das terras argentinas, Conca, conduzir a bola com estratégia aos pés de Dodô que sucumbiu com muita sutileza Rogério Ceni. GoOoOL!

Dodô bravo Dodô, fez novamente o coração do torcedor tricolor acreditar numa possível virada.

Daí em diante os guerreiros comandado por Renato, lutaram bravamente, vencendo os soldados e o Imperador. Porém pela regra do jogo, apesar de estar ganhando o Flu não levaria a conquista.

Viva o pó de arros por MantelliTricolores do céu e da terra a esse instante talvez tivessem dúvida de uma virada, mas torciam, pediam aos deuses, e tinham a fé, que seus homens nunca desistiriam da luta.

E foi o bendito pé de Thiago Neves, que numa angulação perfeita, conduziu a bola até a cabeça do iluminado Coração Valente, fazendo aos 46 minutos do segundo tempo, o Maraca vibrar, e tornar possível o que parecia impossível, naquele instante. O guerreiro Washington, que vencera a morte, se consagraria como o herói da vitória tricolor. Levando ao êxtase a torcida e os milhares de torcedores que assistiam ao jogo pela Tv.

GoOoOL!!!!!

E a felicidade toma o Maraca, coroada por gritos, vibração, lágrimas e também pelo silêncio de Renato, que sentado no sagrado gramado, observa seus guerreiros vibrando pela vitória e vendo o temido Imperador cair de joelhos, diante do povo das laranjeiras.

E novas batalhas se vislumbram, segue o Fluminense rumo a mais uma, e tendo a responsabilidade maior de ser o Brasil na Copa Libertadores.

Quem sabe o épico se repita por mais quatro vezes, coroando o tricolor das laranjeiras e o futebol carioca com o louro da triunfante vitória.

Fotos:

Fluminense Eterno Amor por Gabriela Dias
Viva o pó de Arroz por Mantelli

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Postado no on Friday, 23 de May , 2008 as 6:42 pm e categorizado como André Delacerda, Fluminense, Futebol, Libertadores.

Há apenas atualmente um comentário para “Um Jogo para Ficar na História no Templo do Futebol - Fluminense e São Paulo”

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  1. 1 Em 26 de May de 2008, SERGIO ANDRADE disse:

    MANIFESTO TRICOLOR SP

    Caro André,

    Você e todos os torcedores do Fluminense ainda devem estar sonhando com a classificação obtida diante do maior brasileiro campeão da Taça Libertadores na última quarta-feira. O Maracanã estava lindo, com a torcida do Flu fazendo o que todas as torcidas deste nosso imenso país devem fazer quando seu time de coração, nas horas mais difíceis, precisam de sua ajuda.

    Essa festa faltou um pouco de brilho por falta de parte da torcida adversária. Para todos os olhos a torcida do São Paulo compareceu bem ao Maraca, mas para os olhos da realidade aquela que estava presente no estádio era apenas uma pequena parte dela. Uma pequena parte da terceira maior torcida do Brasil e segunda maior dentro do estado de São Paulo.

    A partir de agora você saberá de outra realidade fora do campo de jogo da quarta-feira histórica entre São Paulo e Fluminense. Quase 20 ônibus da torcida do São Paulo F.C foi impedida de chegar ao Maracanã pela polícia militar do estado do Rio. Eu estava presente nesta caravana que seguia alegre e confiante rumo ao templo sagrado. Fomos parados para averiguação no final da via Dutra. Exatamente ás 21hs da noite de quarta-feira, a polícia nos dizia que depois da revista em “todos” os torcedores, chegaria um reforço para efetuarem a escolta até a porta do estádio. Os minutos começaram a correr, o jogo estava prestes a começar e nada de reforço e diálogo como os políciais que pareciam confortáveis com a situação tranquila que, nós torcedores, taxados sempre como violentos e marginais, passavamos com todo o respeito a blitz policial. O jogo começa e a torcida já impaciente, após 50 minutos por espera na beira da estrada, pede uma resposta pela tal demora na saída para o estádio. Advinha o que ouvimos da polícia militar do Rio de Janeiro ? Com certeza você não saberá dizer. Mas ouvimos duas desculpas: A primeira foi de existia uma tal de “Maré” e que seria difícil passarmos por ela. Eu me perguntava mas o que seria a tal da Maré para poder impedir quase mil torcedores escoltados pela polícia fortemente armada com armas pesadas (pareciam que estavam indo para uma guerra no Iraque com armas que chegavam a mais de metro). A segunda desculpa foi melhor ainda; a parte reservada para a torcida Sãopaulina estava lotada e não comportaria mais torcedores devido ao tamanho da nossa caravana. Mais uma vez eu me perguntava: Se disponibilizaram 4 mil ingressos para a torcida do São Paulo e dessa parte, mil estavam fora do estádio, em nossas mãos, na caravana que ainda não chegara, como pode estar lotado a área destinada a nossa torcida ?

    Quando nossa frustração já era maior do que o Maracanã e o Fluminense ganhava a partida por 1 a 0, a polícia decidiu anunciar que não teria condições de fazer uma escolta segura devido aos inúmeros torcedores do Fluminense que encontravam-se fora do estádio. Pela última vez quis pensar: Para que serve a polícia, senão para proteger a população ?

    O primeiro tempo do jogo tinha acabado quando a torcida decidiu voltar para a terra onde, uma semana atrás, a torcida que lotava o Maracanã e mais tarde sairia em estado de graça, teve o direito de ver seu time no Morumbi e receber a devida proteção policial por parte da polícia militar do estado de São Paulo. Tiveram mais do que ninguém o direito de ir e vir respeitado. E esse respeito que os tricolores cariocas tiveram em São Paulo, valeram muito mais do que as calorosas lágrimas que Washington “coração valente”, derramou em pleno Maracanã.

    Nos resta agora, torcer para mais um título brasileiro nesta competição maravilhosa que a libertadores.

    Com todo o respeito,

    Sérgio Andrade.

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