Um Rio que precisa de ajuda

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Acordamos mais uma vez com muito medo. Vivemos em uma cidade abençoada pela natureza e por seu povo alegre mas que encarna novamente um momento de profunda inquietação pelos últimos acontecimentos ,como a queda de um helicóptero da policia militar durante conflito na Cidade de Deus, comunidade que parecia pacificada mas onde os traficantes surgem com força.

O Rio de Janeiro vive uma crise de falência esperada e de prisão de ex governadores inclusive com relacionamento politico com Pezão e com o  futuro prefeito Crivella. Estamos estarrecidos com o desmantelamento da segurança,abalado pelo atraso dos salários das forças de segurança. É muito triste ver o modelo das UPPs enfraquecido por falta de recursos mas também  de politicas educacionais, habitacionais e de geração de emprego que deveriam ter sido desenvolvidas para minimizar os impactos da falta de esperança dos  mais jovens.

Não sabemos muito bem o que vai ocorrer nos próximos meses com o turismo. O crescimento da rede hoteleira, sobretudo na Barra da Tijuca, já demonstra que não houve planejamento para o verão. A ocupação tem sido de 35% na média e não deve ultrapassar os 65% no carnaval e no Réveillon, segundo estudo produzido pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo do RJ, que estima também que não haverá crescimento do numero de turistas no próximo verão.

Os recentes acontecimentos na cidade e a morte de mais de 100 policiais militares nos últimos meses vem afetando a imagem institucional da cidade, com estações de BRT sem segurança e que estão sendo alvo dos bandidos, inclusive com explosões. Verdadeiros heróis, nossos policiais talvez precisem das forças federais para ajudar num momento de tanta confusão.

Vejo, com muita tristeza, que vamos passar por mais uma crise sem a devida critica construtiva da indústria do turismo, o chamado trade, que parece adormecido ou tentando sobreviver sem obter uma linha efetiva de busca de retorno real.

Sabemos que as áreas turísticas tem recebido uma atenção especial das forças de segurança e as incidências com turistas diminuem. No entanto, a crise do Estado desestabiliza toda a Prefeitura da cidade que, teoricamente, consegue sobreviver pagando seus servidores e dando prosseguimento a seus projetos.

O novo Prefeito terá um trabalho surreal no tocante ao Turismo e a necessidade de manter acesa uma imagem positiva do Rio. Terá que buscar a parceria de notórios do Turismo para constituir um grande Conselho e criar um plano de desenvolvimento turístico municipal com metas reais pre-estabelecidas. E o momento de junção de forças pois a situação que se nos apresenta é de grandes dificuldades para o setor, mormente as pequenas empresas ….

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Bayard Boiteux25 Posts

Professor universitário, escritor, pesquisador que acredita na democracia, na diversidade e luta por um mundo melhor através da educação

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