Vamos falar de incentivo à cultura?

Antes de falar de incentivo, vamos deixar claro que cultura é negócio. É renda. É desenvolvimento. Mas precisa ser trabalhada de forma correta, ou alguém discorda que o maior propagandista do estilo de vida americano, seus valores e seus produtos é o cinema?

A economia criativa exige uma ampla pauta, no que diz respeito a políticas de atuação. Entre elas, o desenvolvimento social e sustentabilidade, as formas de apoio às atividades criativas, a preservação da cultura e as parcerias público privadas que combinadas podem gerar excelentes resultados econômicos e sociais através da cultura.

É claro que esse assunto, faz com que alguém levante logo a voz criticando ou defendendo as tradicionais políticas culturais baseadas no fomento artístico. Entretanto, essas práticas ainda prevalecem, e aos poucos estão sendo substituídas por políticas culturais com orientação econômica, em geral unindo o bem público, o benefício gerado e o retorno, que pode ser  financeiro ou social.

Pelo lado cultural, essas mudanças trazem em primeiro lugar, o fim de uma preconceito e de diferenciação, entre a cultura popular e a “alta cultura”, Ampliando significamente o diálogo entre cultura como um todo, e outras áreas influenciadas por políticas públicas.

Pelo ponto de vista econômico, essa nova forma de se pensar na cultura como parte dinâmica produtiva e de consumo, favorece também a relação na questão sobre o desenvolvimento e financiamento público, que é/ou pode ser, um investimento com previsão de retorno, para que se invista em mais cultura, com sua cadeia empregos, fornecedores e tudo mais..

Esse amadurecimento na forma de agir, corrobora que qualquer política pública de incentivo deve ser vista como um investimento que dê retorno, seja ela para atrair uma indústria automotiva, ou para atrair uma produção cinematográfica. E e vai gerar emprego, capacitação e renda, fortalecendo e sustentando economias locais, qual a diferença entre  fomentar a indústria de automóveis e a cultural? Principalmente em uma cidade que tem uma vocação para cultura muito maior do que para industria.

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Roberto Sá Filho16 Posts

Diretor de Criação da MESA Comunicação e professor da ESPM – RJ. É graduado em Publicidade e Propaganda, Pós-Graduado em Marketing Digital e Mestrando em Gestão da Economia Criativa. É também apaixonado pelos seus filhos Théo e Sophia e pelo Rio de Janeiro.

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