Violência caindo no Rio de Janeiro | Diário do Rio

Violência caindo no Rio de Janeiro

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Essa notícia de hoje do ex-blog do Cesar Maia deveria ser manchete de todos os jornais cariocas e notícia principal na televisão. Ajudaria muito a auto-estima do carioca.

Mas isso não é notícia…

RIO-CAPITAL: MORTES VIOLENTAS DESPENCAM ENTRE 2002 e 2006!

  1. Foi publicado em livro, o trabalho coordenado por Julio Jacobo Waiselfisz patrocinado pelos Ministérios da Saúde e da Justiça, pelo Instituto Sangari e pela Ritla, denominado o Mapa da Violência nos Municípios Brasileiros ("mapa"). A imprensa já divulgou os dados básicos. Mas a publicação com uma série de 2002 a 2006 permite analisá-los com maior profundidade.
  2. Divulgar o ranking de colocações produz uma visão irrealista, pois nos municípios menores dois ou três assassinatos podem produzir índices muito altos. Por exemplo, o "mapa" coloca o Rio-Capital no lugar 205 em taxa de homicídios por 100 mil habitantes na media entre aqueles anos e mais longe ainda se usar apenas 2006. Portanto devemos analisar as séries, no "mapa".
  3. O número de homicídios no Rio-C era em 2002 de 3.728, e veio caindo para 3.350 em 2003, 3.174 em 2004, 2.552 em 2005 e 2.273 em 2006. O índice por 100 mil habitantes caiu de 62,8 para 37,7. A queda foi de 40% em numero de homicídios ou 1.455 homicídios em números absolutos.
  4. A criminalidade no mundo todo é cada vez mais juvenil. Por isso, o "mapa" analisa os homicídios na população jovem – de 15 a 24 anos. Em 2002 foram 1.508 homicídios. Em 2003 foram 1.354 homicídios. Em 2004 foram 1.264. Em 2005 foram 1.041. E em 2006 foram 879 homicídios. O índice por 100 mil habitantes jovens caiu de 146 para 83,8. Uma queda em número de homicídios de jovens de 42% ou 629 em números absolutos.
  5. O "mapa" chama de "vitimização juvenil" a proporção entre homicídios juvenis e homicídios totais. No Rio-C, em 2002 esse índice era de 40,7. Em 2006 havia caído para 33,4.
  6. O "mapa" analisa também, o número de óbitos por acidentes de transportes. O Rio-C em 2002, teve 1.147 óbitos em acidentes de trânsito. Em 2006 esse número caiu para 559. O índice por 100 mil habitantes caiu de 19,3 em 2002, para 9,3 em 2006. A queda foi de 51% ou 588 em números absolutos.
  7. Finalmente o "mapa" analisa os óbitos por armas de fogo, ou seja, um número diferente dos homicídios. Em 2002 foram 3.126 no Rio-C. Em 2006 foram 2.235. Uma queda de 29% ou 891 em números absolutos.
  8. Esses são números oficiais. Eles devem ser avaliados usando como metodologia o que os especialistas – pesquisadores…- vem afirmando sobre as causas, onde sempre são destacadas as ações de prevenção primaria (escolaridade), secundária (grupos jovens de risco em esporte, cultura…) e terciária (prevenção a dependência química, penas alternativas…)… de responsabilidade matriz, da Prefeitura do Rio. Dessa forma é inescapável concluir que as ações sociais da Prefeitura do Rio vêm resultando. Ou os especialistas não tinham razão?
Quintino Gomes
Defensor do Carioca Way of Life, morou em Jacarepaguá a vida toda, trabalhou na Zona Oeste, na Zona Norte, Centro e Zona Sul. O pai é português e a mãe carioca da Gema, do Bairro de Fátima

12 Comentários

  1. Os “jornalistas” de jornal, rádio e televisão só vão parar de alavancar as notícias de violência no Rio quando criarem alguma lei do tipo – Cota de Informação de Violência.

    O Governo não cria Cota para Educação, Cota para Saúde, etc ?

    Deveriam criar uma lei de Cota de Informação de Violência. Os jornalistas só poderiam comentar sobre duas mortes no Rio – depois de comentarem quatro mortes naquele outro lugar onde as mortes violentas são o dobro do Rio de Janeiro.

    Parece ridículo, mas muito mais ridículo é o que fazem e a população repete como papagaio repetindo a desinformação, deformação e manipulação.

    Pior são os que acham que só deveríamos debater somente a nossa violência enquanto a dos outros é omitida. No final das contas a divulgação da nossa violência como se a fosse a maior, acaba gerando a perda de turistas e até de empresas para outras capitais.
    E olhe que o Rio mesmo massacrado na mídia continua recebendo o maior número de turistas verdadeiros e ainda detém o menor índice de desemprego das grandes cidades.

  2. Vai chegar um dia em que essa imprensa sensacionalista que tenta a todo custo degradar a imagem do Rio vai se dar mal, por exemplo nós cariocas e muitos amantes do Rio pelo Brasil já stamos de saco cheio …então que tal se fizermos um mapar de qual a emissora que menos agride o Rio e darmos a ela toda a audiência televisiva? É uma idéia a se pensar.

  3. Porque a população não faz uma greve por um dia e não compra os jornais, seria um dia de desintoxicaçao, não que queiramos não ver a realidade, mas sim porque há muita coisa positiva, real, e humana, que deixa de ser mostrada, porque se valorizam mais o ódio e a tristeza.

  4. Daniel Guimarães on

    Fico feliz que a taxa de criminalidade tenha caído e espero que ela caía ainda mais. Só vou ficar radiante quando a nossa taxa de criminalidade for menor que a de São Paulo, enquanto isso não comemoro.
    Acho um absuro que as autoridades tenham deixado que o Rio tenha uma taxa de homicídio maior que a de SP.

  5. Assistam a volta do Programa Aqui Agora no SBT, e verão que SP é tão violento que o Rio, varias operações policiais, brigas por causa dos engarrafamentos, crimes para todo canto, e a cracolândia reeditada em outro lugar.

  6. Exemplo prático do tema violência e o do tratamento do jornais dão contra o Rio de Janeiro.

    1 – Na segunda-feira um granada foi jogada contra a PM numa favela do Rio.
    A granada destruiu o emboço da parede de uma casa. Esta notícia saiu na capa do “jornal” Folha de São Paulo com foto grande e com destaque central.. Perdeu apenas para a Manchete Principal. Eram duas fotos na capa.

    Print Screen da Capa da Folha do dia 10/2/2008.
    http://farm3.static.flickr.com/2110/2330370520_e55204afeb_o.jpg

    2 – Ontem, terça-feira dia 11 de Fevereiro, o mesmo “jornal” Folha de São Paulo noticiou apenas numa pequena coluna lateral, sem foto, sem negrito e sem manchete central a explosão gerada pelas bananas de dinamite numa tentativa de invasão da Transportadora de Valores RRJ.
    A explosão evaporou o telhado de uma casa e no prédio ao lado com 16 andares, todas as janelas dos 11 primeiros andares foram destruídas e algumas portas arrancadas.

    Print Screen da Capa da Folha do dia 11/2/2008.
    http://farm3.static.flickr.com/2420/2330370524_c9d0ed9a0b_o.jpg

    Infelizmente, é prática comum a mídia em geral destacar a violência do Rio de Janeiro e minimizarem o de outros lugares.

    É assim que as 9 mortes em violência diárias do Rio de Janeiro ganham mais destaque que as 24 mortes em violência do estado vizinho.

    O Rio de Janeiro sempre com destaque negativo e injusto na mídia, acaba perdendo turistas e empresas se mudando e com isso os postos de emprego.

    O triste é que tem gente que não enxerga isso e ainda acha engraçado quando apontamos estas injustiças da mídia.

  7. Exemplo prático do tema violência e o do tratamento do jornais dão contra o Rio de Janeiro.

    1 – Na segunda-feira um granada foi jogada contra a PM numa favela do Rio.
    A granada destruiu o emboço da parede de uma casa. Esta notícia saiu na capa do “jornal” Folha de São Paulo com foto grande e com destaque central.. Perdeu apenas para a Manchete Principal. Eram duas fotos na capa.

    Print Screen da Capa da Folha do dia 10/2/2008.
    http://farm3.static.flickr.com/2110/2330370520_e55204afeb_o.jpg

    2 – Ontem, terça-feira dia 11 de Fevereiro, o mesmo “jornal” Folha de São Paulo noticiou apenas numa pequena coluna lateral, sem foto, sem negrito e sem manchete central a explosão gerada pelas bananas de dinamite numa tentativa de invasão da Transportadora de Valores RRJ.
    A explosão evaporou o telhado de uma casa e no prédio ao lado com 16 andares, todas as janelas dos 11 primeiros andares foram destruídas e algumas portas arrancadas.

    Print Screen da Capa da Folha do dia 11/2/2008.
    http://farm3.static.flickr.com/2420/2330370524_c9d0ed9a0b_o.jpg

    Infelizmente, é prática comum a mídia em geral destacar a violência do Rio de Janeiro e minimizarem o de outros lugares.

    É assim que as 9 mortes em violência diárias do Rio de Janeiro ganham mais destaque que as 24 mortes em violência do estado vizinho.

    O Rio de Janeiro sempre com destaque negativo e injusto na mídia, acaba perdendo turistas e empresas se mudando e com isso os postos de emprego.

    Por isso que eu brinco dizendo que deveria existir “Cota de Informação de Violência”.

    Foi divulgado outro dia, inclusive pelo Ex-blog, que o Rio de Janeiro é a 205° cidade em criminalidade do Brasil entre as cidades com mais de 100 mil habitantes.
    Com essa cota antes de falarem do Rio, teriam que falar de outras cidades pessimamente administradas.

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