1ª edição do Rio Montreux Jazz Festival recebe mais de 23 mil pessoas

Foto: Reprodução/Internet

Neste final de semana, a música dominou a Cidade Maravilhosa. A capital fluminense recebeu o Rio Montreux Jazz Festival, que aconteceu entre 6 e 9 de junho. No Píer Mauá, na Região Portuária, local da ‘matriz’ do evento, digamos assim, passaram 18 mil pessoas, enquanto que em palcos gratuitos espalhados por diferentes pontos do município estiveram presentes mais de 5 mil. Ao todo, somando todos os locais, foram 44 shows.

O Rio de Janeiro foi a primeira cidade da América Latina a receber o festival no mesmo modelo do tradicional Montreux Jazz Festival, criado em 1967, na Suíça.

”Um ponto extremamente importante para reforçar é que, além da importância cultural que um evento desse porte tem para a cidade, há o impacto econômico e de imagem. Um estudo feito pela FGV fez uma estimativa de impacto no Rio de R$ 52,3 milhões, com a criação de 1,22 mil empregos diretos e indiretos”, indica Cláudio Romano, CEO da Dream Factory.

No Pier Mauá, onde estavam os palcos Ary Barroso, Tom Jobim e Villa-Lobos, além do Village (áreas de convivência com food trucks e exposição dos pôsteres anuais do festival), se apresentaram grandes nomes da música nacional, como Hamilton de Holanda, Hermeto Pascoal, Maria Rita, Andreas Kisser, Frejat, Pitty, Ivan Lins e Yamandu Costa, e internacionais, como Al Di Meola, John Scofield, Stanley Clarke e o consagrado guitarrista Steve Vai.

Frejat durante apresentação no festival – Foto: Reprodução

A cada ano, o festival lança o pôster da edição, criado especialmente por um artista. O pôster da 1ª edição do Rio Montreux Jazz Festival teve a assinatura do premiado publicitário Marcello Serpa.

O Rio Montreux Jazz Festival é apresentado por Mastercard, através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, e pela Claro, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. O evento tem patrocínio do Governo do Estado do RJ – Secretaria de Cultura e Economia Criativa, da Stella Artois, e apoio do Fairmont Rio de Janeiro Copacabana. A produção geral tem assinatura da Dream Factory, Gael e MZA Music.

Um detalhe importante é que, apesar de jazz no nome, o festival não tem exclusividade com um único gênero musical. O jazz é o fio condutor, mas o line-up trouxe uma acertada mistura de ritmos, unindo a música brasileira e internacional em uma linguagem mundial.

O produtor Marco Mazzola buscou trazer para esta edição shows que não fossem de turnê, mas sim desenvolvidos exclusivamente para o Rio Montreux, além de encontros de grandes nomes da música que, em geral, não se apresentam juntos.

”Buscamos realizar no Brasil o mesmo conceito que existe em Montreux: valorizar o jazz e trazer também música de qualidade. Tivemos nos palcos grandes nomes, reconhecidos em diversos países, e também jovens que já despontam para um futuro de sucesso. Essa união é muito importante. E também buscamos o ineditismo de alguns encontros, que só aconteceram aqui”, reforça Mazzola.

O evento já está confirmado novamente para 2020.

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