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O prédio do Centro Cultural Justiça Federal, lá na Rio Branco, sede do Supremo Tribunal Federal de 1909 a 1960, já vale uma visita. Depois de uma reforma foi transformado em Centro Cultural com enfoque para a arte nacional.

Entre outras programações, os três eventos podem ser vistos de terça a domingo, das 12h às 19h.

1ª. Bienal Internacional da Caricatura

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O evento acontece em vários estados brasileiros simultaneamente com 30 mostras e extensa programação. No Rio, a exposição fica em cartaz até dia 12 de janeiro no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), no Centro. Pela primeira vez estão reunidos trabalhos de grandes nomes do gênero, além de uma homenagem a Manoel de Araújo Porto-Alegre, com a mostra individual “Manoel de Araújo Porto-Alegre: o primeiro caricaturista brasileiro”. Estão expostos trabalhos originais do álbum feito pelo artista em 1836 na Europa e caricaturas publicadas a partir de 1837.

Curadoria assinada pelo caricaturista, historiador e sociólogo Luciano Magno, o evento conta ainda com obras de Alpino, Cau Gomez, Glen Batoca e Zé de Andrade. Desenhos de humor, política, música, obras contemporâneas e esculturas de argila bem humoradas como as da dupla Burle Max e Profeta Gentileza, enfeitam as galerias do térreo o do primeiro andar do prédio. Do mesmo autor das esculturas, o artista baiano radicado no Rio, Zé de Andrade, máscaras representando personalidades como Van Gogh e Dom Quixote, entre outros, podem ser colocadas pelos visitantes, uma diversão a mais.

A grade de exposições da 1ª Bienal integrou também a “Mostra de Humor da 1ª. Bienal Internacional da Caricatura”, um concurso que premiou artistas do mundo todo nas categorias cartum, charge, caricatura e escultura caricatural. Entre os vencedores, além de artistas brasileiros, foram premiados israelenses, ucranianos, russos, poloneses e cubanos.

2. Vibrações Humanas: todas as cores e castanhos do Sudão

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As fotografias de Pedro Jardim de Mattos, primeiro artista brasileiro a expor no Sudão, país dividido desde 2011 em Sudão do Norte e Sudão do Sul, mostram imagens dos sudaneses nos lugares onde vivem. Os principais registros foram feitos na capital e maior cidade do Norte, Cartum e arredores.

Mesmo sendo um dos países mais pobres do mundo e com tantas adversidades, o povo ainda sorri diante da câmera de um fotógrafo estrangeiro. As cores saltam e há muitos acastanhados, dos mais claros aos mais escuros. A riqueza do castanho é justamente porque não é uma cor pura e isolada, mas a mistura de cores variadas. O resultado são imagens que vibram na nossa frente em uma mistura de cores e castanhos. A curadoria é de Marize Malta.

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Até dia 5/01/2014.

3. Coloridos Sentados, Lilás em Pé

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O projeto reúne cerca de 70 imagens de 23 fotógrafos, ex-alunos do curador Walter Firmo, um dos mais aclamados fotógrafos do Brasil, ganhador de inúmeros prêmios nacionais e internacionais. Ao final do curso os alunos quiseram continuar a exercitar o olhar fotográfico. Sob a orientação de Firmo, que também expõe suas fotos,os fotógrafos trabalharam temas divididos em três grupos: “Olho da Rua”, “Intimidades” e “Transitoriedade.”

Ao longo de um ano, cada participante apresentava imagens que refletiam o olhar individual sobre os temas selecionados. Cada fotógrafo teve total liberdade de criação e de desenvolvimento do seu trabalho. O resultado pode ser visto no coletivo Coloridos Sentados, Lilás em Pé, produção de Stela Martins e Jorge Vasconcellos.

Até dia 5/01/2014.

CCJF: Av. Rio Branco, 241 – Centro.
Site:http://www.ccjf.trf2.gov.br

Carioca, formada em Turismo e MBA em Marketing. Autora de 11 títulos de Guias de Viagem no formato e-book à venda na Saraiva, Travessa, Amazon, iTunes, entre outras. Participante de outros projetos como escritora de artigos e posts para blogs e mídias sociais. Apaixonada por fotografia e internet.

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