O candidato ao cargo de governador do Rio de Janeiro,Marcelo Crivella (PRB), concede entrevista (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O vereador Cesar Maia (DEM) fez hoje, 30/1, uma análise do primeiro mês de governo de Marcelo Crivella (PRB) e não é nada positivo. Para Maia o governo Crivella tem 3 características:

  • improvisação,
  • ausência de políticas públicas como referências funcionais
  • dessincronização entre secretários e entre gestoras, dentro das próprias secretarias.

E Maia continua, que após as reuniões o grupo não sabe qual o caminho adotar. Além de que o o governo não sabe ainda direito qual o seu rumo – o sentido de seus pontos cardeais. Mas termina dizendo que para saber como será o governo Crivella o ideal é esperar o 2º trimestre.

Leia:

OS PRIMEIROS 30 DIAS DO PREFEITO MARCELO CRIVELLA!

1. A transição da eleição à posse de Marcelo Crivella prefeito antecipou seu estilo de governo. Seu secretariado só foi definitivamente formado na última hora e se referirmos a seu primeiro escalão, até hoje o governo está incompleto.

2. Três vetores ajudariam a caracterizar -hoje- a atual prefeitura do Rio: improvisação, ausência de políticas públicas como referências funcionais e dessincronização entre secretários e entre gestoras, dentro das próprias secretarias.

3. O estilo do prefeito nas reuniões que tem realizado carrega seu estilo pastoral, orientando basicamente sua -digamos- filosofia, do que as políticas públicas a serem adotadas. Ouve com paciência, mas, após as reuniões, o grupo não sabe qual o caminho -funcional- a adotar.

4. No início de governo, este estilo não gera conflitos entre as funções de governo, exatamente por falta de objetivos funcionais. Os secretários e o primeiro escalão se sentem com liberdade para tomar as suas iniciativas, mas ficam atentos às reações do prefeito para saber se geram resistências e se coincidem.

5. Por estas características, ninguém se sente seguro em seu lugar. Não há secretários “fortes” nem secretários “fracos”, por enquanto, mas inseguros. Tradicionalmente, se diz que os primeiros três meses de governo formam um período de carência em relação à opinião pública, à imprensa e aos políticos. Mas na prefeitura atual essa é uma auto-carência. O próprio governo não sabe ainda direito qual o seu rumo – o sentido de seus pontos cardeais.

6. A tendência será a imprensa aguardar um pouco mais para entender a dinâmica das funções de governo. Os servidores terão a sensação que faltam recursos. Os vereadores da primeira base do prefeito terão -desde já- a sensação que o balcão de demandas está aberto.

7. A oposição mais ideológica terá a sensação que todos os caminhos levam à crítica. E as corporações de servidores historicamente mais organizadas e aguerridas terão a sensação que as portas estão abertas para pressionar.

8. Num quadro desses, é difícil fazer previsões. Os analistas, os apoiadores, a oposição e a imprensa não terão ponto de apoio nas políticas públicas para afirmarem as suas opiniões.

9. E, por isso mesmo, o “garimpo” de todos eles terá que ser feito na “rádio corredor”, entre os servidores mais experientes e entre os descomissionados.

10. E, para ser justo, aguardar o segundo trimestre. O relatório de execução orçamentária a ser publicado no Diário Oficial de 31/03 em relação a janeiro-fevereiro já trará sinais, ao ser comparado com o mesmo período do ano anterior e de 2009, início da prefeitura anterior.

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