Capitu Bar, no Centro do Rio - Foto: Divulgação

A manchete desta matéria poderia relatar que 58% dos restaurantes do Rio afirmam estar endividados ou que 67% registraram queda no faturamento se comparado com o mês de julho de 2019. Estes são os dados sobre o Rio na pesquisa “Alimentação na Pandemia: A Visão dos Operadores de Foodservice”, organizada pela ANR em parceria com a consultoria Galunion e com o Instituto Foodservice Brasil (IFB), foi realizada entre 12 de agosto e 8 de setembro de 2021. Mas a matéria prefere falar do otimismo de alguns donos de restaurante, mesmo com todas dificuldades e desafios de mais de 1 ano e meio de pandemia global.

Dos 203 respondentes cariocas 67% afirmou ter registrado queda do faturamento no mês de julho, comparando com o mesmo período antes da pandemia, em 2019. Já 23% declararam que seu faturamento aumentou, enquanto apenas 10% alegaram que não houve mudança. Mas neste mês de outubro já podemos sentir que vários restaurantes estão ficando lotados, podendo abrir mais vagas de empregos no estado do RJ.

Quando perguntados, 58% dos estabelecimentos afirmaram estar endividados. As dívidas se alternam entre bancárias (79%), tributárias (68%), com fornecedores (22%), trabalhistas (13%) e outras (12%). 42% dos respondentes não estão devendo.

Com a perspectiva de retomada, dos donos de negócio acreditam que conseguirão quitar as dívidas dentro de 3 anos ou mais. 22% creem que, até junho de 2022, o consumidor voltará a frequentar o estabelecimento e/ou consumir no mesmo nível que antes da pandemia, e 87% pretendem manter o delivery mesmo com o serviço presencial retornando à ocupação total.

Sobre o que pretendem fazer com o negócio, levando em consideração todas as mudanças provocadas pela pandemia, podemos sentir otimismo nos donos de restaurantes, as respostas foram:

  • 38% estão procurando pontos para expandir;
  • 33% querem expandir ofertas de serviços, produtos e incorporar novas marcas digitais;
  • 25% decidiram focar apenas no delivery, cloud ou dark kitchens;
  • 12% pretendem vender o negócio e sair do ramo;
  • E apenas 8% irão manter tudo como está.

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