4 dos maiores partidos do Brasil não têm pré-candidato a Prefeito do Rio

Renan Ferreirinha, Marcelo Queiroz e Benedita da Silva

Com a confirmação da pré-candidatura a prefeito do Rio de Paulo Messina pelo MDB em 2020, dos 10 maiores partidos do Brasil, apenas 4 não terão candidatos próprios a prefeito do Rio. De acordo com o resultado das últimas eleições, são PT (Maior partido), PP (3º maior), PL (6º maior) e PSB (7º maior), já os outros todos devem ter seus candidatos, pode ver a lista dos pré-candidatos a prefeito do Rio em 2020 confirmados.

Esses partidos devem, claro, procurar a vaga de vice nas candidaturas mais competitivas de 2020. É esperado que o PT indique o vice de Marcelo Freixo (PSol), e o PSB o de Marta Rocha (PDT), já PP e PL podem disputar a vaga de vice de Eduardo Paes (DEM) ou Marcelo Crivella (Republicanos).

Veja os nomes mais cotados em cada partido para ser o candidato a vice prefeito do Rio em 2020.

Benedita da Silva (PT)

Benedita da Silva
Foto Sergio Silva/Agência PT

Tudo indica que o PT deve indicar o vice do PSol, se Marcelo Freixo for o candidato, o que está até gerando um certo desconforto entre os PSolistas, o que levou Freixo a ameaçar largar a candidatura.

Mas, se tudo se mantiver como está, o nome favorito nas hostes do PT para ser vice de Freixo é o de Benedita da Silva. Evangélica e ativista do movimento negro, feminista, ela foi vereadora do Rio em 1983 a 1986, depois deputada federal de 1987 a 1995, quando então foi eleita a 1ª senadora negra da história do Brasil, onde fica de 1995 a 1998, quando concorre como vice-governadora na chapa de Anthony Garotinho, na época no PDT.

Com Garotinho houve uma série de desavenças, mas assume como a 59ª governadora do Rio de abril a dezembro de 2002, após a renúncia do então governador para ser candidato a presidente. Ficou marcada na sua gestão o dirigível Rio Pax, muito criticado à época. Depois foi ministra de Assistência e Promoção Social do governo Lula, de onde saiu após usar recursos públicos em um evento religioso na Argentina. De 2007 a 2010 foi Secretária de Assistência social no governo Sergio Cabral. E desde 2011 é deputada federal.

Como maior partido, o PT leva um latifúndio de tempo de Tv, além do fundo partidário. São 56 deputados federais eleitos em 2018 (número levado em conta para a divisão do fundo e do tempo de tv), para efeito de comparação o PSol elegeu 10 nomes.

Marcelo Queiroz (Progressistas)

Marcelo Queiroz

Já o Progressistas, o PP, do ex-governador Francisco Dornelles, partido que sempre faz a base do governo, é a namoradinha dos sonhos de todos os pré-candidatos de centro e de Marcelo Crivella (Republicanos). É o 3º maior partido da Câmara, logo o 3º maior fundo eleitoral e 3º maior tempo de TV, apenas atrás do PT e do PSL.

Dentro do partido, o nome com mais potencial para ser vice em uma das chapas é o de Marcelo Queiroz. Ex-vereador, teve 28 mil votos para deputado estadual em 2018 e atualmente é secretário de Agricultura de Wilson Witzel, mas foi secretário de Meio Ambiente de Crivella, e durante o governo de Eduardo Paes foi seu secretário de Administração.

Com 35 anos, pode ser o vice perfeito para Crivella, afinal é jovem, tem voto de opinião na Zona Sul do Rio e ainda conhece a máquina administrativa, que tem nesse estrato seus maiores problemas para a sua reeleição.

Por outro lado, caso Paes não se decida por um vice evangélico, a capilaridade do PP pela cidade pode ajudar a reforçar seu nome e até mesmo levar a eleição no 1º turno. O mesmo vale para os outros nomes de Centro.

Renan Ferreirinha (PSB)

Renan Ferreirinha – Foto: Rafael Wallace

O PSB não deve ter candidato próprio a prefeito do Rio em 2020, os socialistas até desejavam o nome de Alessandro Molon, mas ele não vem assumindo a candidatura e dificilmente o fará. O que se diz nos bastidores é que o partido deve apoiar o PDT de Ciro Gomes, indicando o vice de Marta Rocha. Formando assim uma aliança pela Centro Esquerda. Inclusive, em São Paulo, essa aliança entre Trabalhistas e Socialistas já está formalizada e o antigo partido de Brizola vai apoiar Márcio França nas eleições municipais.

Os nomes mais prováveis para ser o vice são o de Carlos Minc ou o do jovem Renan Ferreirinha, ambos colegas de Rocha na ALERJ. Mas em períodos que a esquerda já vai caminhar com Freixo, o nome de Minc, ex-guerrilheiro, ex-ptista e ainda foi secretário de Cabral, o que não ajuda muito.

Já Ferreirinha poderia somar votos, pela juventude, tem 26 anos, mas com grande currículo acadêmico, incluindo a formação de economista por Harvard com bolsa integral por necessidade financeira. A classe média adora uma história de superação e ele poderia tirar uns votos de Paes.

Ele também poderia usar a imagem da Tábata Amaral (PDT), que é co-fundadora com Ferreirinha do movimento suprapartidário Acredito e colega dele no RenovaBR. Pode até afastar a esquerda mais extremista, mas essa já votará em Freixo.

Partido Liberal

Altineu Cortes -Foto : Cleia Viana/Câmara dos Deputado

O novo Partido Liberal, com o 6º maior tempo de TV, tem alianças com Marcelo Crivella e Wilson Witzel no Rio de Janeiro, inclusive com o principal nome do partido, e presidente estadual, Altineu Côrtes, como seu secretário de Ambiente e Sustentabilidade.

O partido tende a caminhar com Crivella em 2020, contudo, a força eleitoral do PL e a vontade de criar um novo nome com representatividade no Rio de Janeiro, pode fazer com que os partidos do Centro sintam o cheiro de sangue na água e ofereçam a vaga de vice. Até porque o partido não tem deputado estadual atualmente, e um vice pode conseguir um recall para 2022, vencendo ou não.

Dificilmente o nome será de Côrtes, que teria de deixar a secretaria até 1º de abril, e não deve fazer. No entanto, sem dúvida será quem indicará o vice de uma das principais chapas de 2020.

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