Pedra da Gávea, popularmente conhecida como "Cabeça do Imperador" | Foto: Reprodução

Engana-se quem pensa que o turismo carioca consiste apenas nos conhecidíssimos cartões postais do Rio, como Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, pelos lugares históricos, pelas tradicionais praias, ou ainda pelos museus. A Cidade Maravilhosa tem também opções de lazer – e de muita qualidade – para quem prefere uma atividade com um pouco mais de aventura e mais perto da natureza: as trilhas.

Sejam as mais leves, para quem não está acostumado, ou as mais longas e cansativas, para os trilheiros mais veteranos, o Rio tem diversas opções de trilhas. E o DIÁRIO DO RIO fez uma seleção com as mais famosas entre os cariocas. Confira:

Pedra Bonita

Vista da Pedra Bonita | Foto: Larissa Ventura/Diário do Rio

Uma das mais famosas e, como diz o nome, mais bonitas do Rio de Janeiro, a trilha para a Pedra Bonita é íngreme, mas sem grandes obstáculos. Com a distância de 1,15km, o trajeto tem dificuldade moderada.

Por outro lado, o esforço vale a pena. Com vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Cristo Redentor, a Barra da Tijuca e para a Pedra da Gávea, a vista do topo da Pedra Bonita é incrível. Muitos grupos, inclusive, costumavam fazer piqueniques ou reuniões no topo da Pedra. Porém, com a pandemia, qualquer tipo de aglomeração deve ser evitada.

Para chegar até a Pedra Bonita, basta ir até São Conrado e subir a Estrada das Canoas. Há placas indicando local para estacionar o carro e também para iniciar o percurso da trilha para a Pedra Bonita, que fica bem próximo da rampa de voo livre, bastante conhecida na região.

Morro da Urca

Morro da Urca | Foto: RioTur

Um dos pontos turísticos mais conhecidos do Rio de Janeiro, o Pão de Açúcar tem outro caminho senão o bondinho. O Morro da Urca, um ponto abaixo do Pão de Açúcar, pode ser acessado por uma trilha leve, que alterna entre trechos mais íngremes ou mais planos. A distância a ser percorrida é de 1,5km. Ao terminar a trilha, é possível acessar o Pão de Açúcar pelo bondinho pela metade do preço.

Para iniciar a trilha, basta ir até a pista de caminhada Cláudio Coutinho, localizada no canto esquerdo da Praia Vermelha.

Pedra do Telégrafo

Pedra do Telégrafo no Parque da Pedra Branca Foto: Divulgação Governo do Estado

Uma das trilhas mais famosas nas redes sociais, a Pedra do Telégrafo gerou muita curiosidade e fez com que diversos internautas fossem atrás de um clique para postar. Na pedra, a foto faz parecer que a pessoa está pendurada em um abismo, mas na verdade não há perigo, é tudo questão de ângulo. Além das fotos, a bela vista da Praia Selvagem, da Zona Oeste do Rio de Janeiro, também precisa ser ressaltada.

A dificuldade da trilha, entretanto, é um pouco maior que as anteriores. Muitas pessoas relatam que alguns trechos oferecem dificuldade a quem não está habituado às trilhas. A distância a ser percorrida também é maior: 2,3 km.

A Pedra fica na região de Barra do Guaratiba, a aproximadamente 25 km do Terminal Alvorada. A entrada que leva até lá chama-se Roberto Burle Marx. É preciso seguir por ela até o centrinho de Barra de Guaratiba e acompanhar as placas até o início da trilha.

Por ser muito conhecida e popular, a trilha costuma ficar cheia de turistas. Por isso, para evitar fila para tirar a foto, o ideal é ir o mais cedo possível.

Morro Dois Irmãos

Vista do Morro Dois Irmãos | Foto: Larissa Ventura/Diário do Rio

Apesar de ter dificuldade moderada, com 1,5 km e trechos bastante íngremes, o Morro Dois Irmãos é conhecido como umas das mais belas trilhas do Rio de Janeiro, pois oferece uma visão privilegiada. Lá de cima, é possível avistar desde o Cristo Redentor e a Praia do Leblon até a Praia de São Conrado e a Pedra da Gávea. Apesar da caminhada ser um pouco cansativa, devido às subidas, o esforço vale a pena.

A trilha fica na comunidade do Vidigal. O início do trajeto fica na lateral do campo de futebol na Vila Olímpica.

Praia do Perigoso

Praia do Perigoso | Foto: Rafael Woo/Reprodução

Assim como a trilha da Pedra do Telégrafo, o trajeto parte da Barra de Guaratiba. Com 1,5km, a trilha é considerada com dificuldade de leve a moderada, dependendo do condicionamento físico.

Como faz parte de um conjunto de trilhas, há algumas bifurcações no caminho, por isso é fundamental se atentar às placas de sinalização. Pegadas de botas pintadas em pedras e árvores indicam o sentido da trilha: a pegada amarela indica que você está entrando na trilha e a pegada preta que você está saindo.

A caminhada leva à Praia do Perigoso, muito utilizada para camping. O mar é agitado e, inclusive, há quem diga que foi daí que surgiu o nome da praia, devido à quantidade de afogamentos no local.

Mirante do Caeté

Vista do Mirante do Caeté | Foto: Reprodução

A trilha para o Mirante do Caeté fica dentro do Parque Natural da Prainha. Lá dentro, o trajeto até o início da trilha é circular, ou seja, mais de um caminho leva ao mesmo lugar. Com pouco tempo de caminhada, há uma placa que indica a entrada da trilha.

Durante a subida, alguns pontos de mata aberta oferecem vistas da praia. Um deles em destaque, tem vista para a Prainha. Trata-se do melhor ponto de observação dela na trilha, pois, apesar de ser muito próxima, o mirante não oferece vista para ela.

Mesmo sem a vista da Prainha, o visual do Mirante do Caeté não deixa a desejar. É possível ver a Praia do Secreto, a Praia da Macumba, a Pedra do Pontal, o Recreio, a Barra da Tijuca e a Pedra da Gávea.

Como a trilha fica dentro do parque, ela só pode ser realizada de 8h às 17h, pois é o mesmo horário que o parque fica aberto.

Pedra da Gávea

Vista da Pedra da Gávea | Foto: Reprodução

Uma das mais bonitas, mais atraentes e mais cansativas do Rio, a Pedra da Gávea atrai muitos cariocas para conhecer de perto a “Cabeça do Imperador”, como muitas pessoas chamam devido a um lado da pedra parecer ter um formato de rosto, mas cuidado! O trajeto não é recomendado para quem não está habituado e é de nível difícil.

O percurso é de 1,6Km e o caminho não tem muitas indicações, então é importante ter cuidado com os desvios para não se perder. Além de ser bastante íngreme, há mais uma dificuldade: é preciso fazer uma escalada para, finalmente, chegar ao topo. Por esse motivo, é fundamental estar habituado a esse tipo de passeio, ter os equipamentos necessários e, se possível, ter um guia acompanhando, para evitar acidentes.

Ao fim da trilha, todo esse esforço é recompensado por uma vista de tirar o fôlego. Além disso, em diversos pontos do trajeto, há mirantes que proporcionam fotos incríveis e mostram que, como diz a música, o Rio de Janeiro continua lindo.

6 COMENTÁRIOS

  1. Luis Henrique, algum gay te cantou? Algum maconheiro te ofereceu o bagulho dele? Tá encomodado com o que irmão? Não sabe viver em sociedade se tranca em casa. Cada comentário estúpido que a gente lê.

  2. Cansei de acampar no Perigoso na década de 90, antes do reflorestamento, a trilha era toda debaixo do sol. Lembro de um final de ano que haviam 3 barracas, hoje tem dezenas, contei 52 em um final de semana comum, virou uma zona! Prefiro esticar e acampar no inferno!

  3. A trilha do perigoso e muito show, a vista é linda pela trilha, a praia é maravilhosa, o problema são os maconheiros de plantão. Nunca vi tanto maconheiros em um só lugar e não respeita ninguém, ali do seu lado acendem o capiroto e que se dane quem tá perto. E também tem muito viado, nada contra eles, mas tem em excesso. Pronto falei

  4. Camping na praia do perigoso é proibido e a região é uma sobreposição dos parques estadual da Pedra Branca e APA Grumari. Sujeito à multa e apreensão de equipamentos. O CPAm faz batidas na região. A origem do nome tem várias vertentes e afogamentos não é uma delas…

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