Academia Brasileira de Literatura de Cordel

Fundada no dia sete de setembro de 1988, a Academia Brasileira de Literatura de Cordel representou um sonho de independência para três os cordelistas: o presidente, Gonçalo Ferreira da Silva, o vice, Apolônio Alves dos Santos e o diretor cultural, Hélio Dutra.

Presidente e membro do trio que fundou a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira da Silva lembra como se deu a fundação do espaço:

O ano de 1988 foi de eleição à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Quando um candidato nos procurou, nossos olhos ganharam um brilho especial. ‘É agora!’ – pensamos. Queridos e respeitados em nossa localidade, usamos essa qualidade como argumento ao candidato e lhe expusemos nosso projeto. Este nos emprestou uma sala que servia de comitê eleitoral e, reunidos os elementos suficientes para formar a diretoria, foi fundada a Academia Brasileira de Literatura de Cordel”.

Gonçalo Ferreira da Silva, imagem Rede Globo

As primeiras reuniões do trio de cordelistas aconteceram em uma sala cedida. Vencido o prazo de cessão, as reuniões da ABLC passaram a acontecer em bares, restaurantes e lanchonetes.

Em 1990, a Academia conseguiu uma sede própria, que fica na Rua Leopoldo Fróes, 37, em Santa Tereza. Desde então, o espaço tem servido para as reuniões de seus membros, exposições e consulta de acervo.

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Parte de seu acervo, originário do antigo Centro de Cultura São Saruê, centro de cultura nordestina, é constituído por cerca de treze mil folhetos e mil e trezentos títulos de temática da cultura popular, literatura de cordel, cultura nordestina e sertaneja.

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Em 2011, a ABCL ganhou o edital lançado pela Superintendência de Museus da Secretaria de Estado do Rio de Janeiro para “Modernização e Preservação de Museus e Centros de Memória”. Um ano mais tarde, a Academia foi reconhecida como Centro de Memória.

O poeta, contista, ensaísta e cordelista, Gonçalo Ferreira da Silva, faz o convite: “A ABCL funciona todos os dias das oito da manhã às seis da tarde. Pode vir”.

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