Contamos aqui a história de lugares mal assombrados no Rio de Janeiro, mas o Arco dos Teles, guarda uma história tenebrosa e merece ser contada neste dia 31. Em um texto para o site Mapas Antigos, Histórias Curiosas, Carlos Serqueira conta sobre uma “bruxa” que assombrou o local.

De acordo com o artigo, Bárbara dos Prazeres (ficou conhecida assim por causa da imagem de Nossa Senhora dos Prazeres que ficava no Arco) foi uma mulher que ao chegar de Portugal com o marido, se envolveu amorosamente com um mulato. Para viver a paixão, ela matou o esposo europeu.

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Tempos depois, Bárbara percebeu que o novo amor estava somente interessado em suas posses, então, ela também o matou. Com dois crimes grandes nas costas, restou à mulher o submundo da eterna fuga. Passou a se prostituir e fazia ponto exatamente embaixo do Arco do Teles, que após o incêndio passou a ser menos valorizado e virou área de malandros e mulheres da vida.

O tempo passou e Bárbara envelheceu. Não tendo mais clientes e já com algumas doenças sexualmente transmissíveis, a mulher recorreu à magia negra. Um dos trabalhos que fez tinha como objetivo recuperar a juventude perdida. Para conseguir isso, ela precisava ingerir sangue morno de crianças.

Não existem números exatos, mas documentos constam que foram dezenas de pequenas vítimas. Dizem que Bárbara pendurava as crianças pelos pés com uma corda, as esfaqueava e ficava embaixo delas para banhar-se no sangue. O ritual acontecia na casa onde vivia, na ainda isolada e perigosa Cidade Nova.

Em 1830, Bárbara sumiu no mundo sem avisar a ninguém. Nesse mesmo ano, um cadáver de uma mulher apareceu boiando próximo ao Largo do Paço. Embora as feições estivessem quase irreconhecíveis, alguns garantem que era Bárbara.

A assustadora criatura aparece nos registros policiais da época como Bárbara dos Prazeres e também como Bárbara “Onça” – referência à sua ferocidade. Teses defendem que nesse período surgiu a expressão: “cuidado que a bruxa está solta!”.

Há quem suspeite (lenda urbana?) que ela continua viva até hoje, graças ao segredo da fórmula de rejuvenescimento. E mais: teria assumido a condição de feiticeira e aplicado a receita em alguns milionários, em troca de parte de suas fortunas. Diz-se que ainda hoje, em certas madrugadas sem lua, quando já partiram os últimos garçons dos bares da Travessa do Comércio e cessou o movimento da boemia, escuta-se no beco a gargalhada de Bárbara Onça, a feiticeira, ecoando assustadoramente pelos vazios escuros do Arco do Telles” escreve Carlos Serqueira em seu artigo.

Cruzar o Arco do Teles, seja durante a semana para realizar alguma tarefa do dia ou para comer em algum restaurante local, ou em um final de semana para aproveitar uma festa, é caminhar pela história do Rio. História que pode ser divertida, trágica ou assustadora, mas que faz parte da nossa Cidade Maravilhosa.

3 COMENTÁRIOS

  1. As crianças que ela pega era em frente a atual Santa casa de misericórdia, pois lá tinha a roda dos excluídos, local onde as mães que não podiam cuidar deixavam para as freiras e padres do local, eles tinham que pegar as crianças rápidos pois ela desvirava a roda para pegar os bebês ficava sempre a espreita esperando alguma mãe desavisada.

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