Sergio CabralNão sou grande fã de ficar voltando ao mesmo assunto aqui no Diário do Rio mas a atual disputa do PMDB é importantíssima por ser um dos momentos mais importantes para a eleição 2008.

De acordo com o JB online de hoje, a crise no PMDB parece ser mais séria do que pôde mostrar a nota de Jorge Picciani ontem. O jornal diz haver um racha dentro do partido, de um lado dois terços que apóiam a aliança com o DEM ou um candidato mais antigo do PMDB (como Marcelo Itagiba) e do outro Sergio Cabral  querendo lançar Eduardo Paes. O racha chega ao ponto de Picciani ter dito que se Paes se filia ao partido na quarta ele impugna na quinta.

Ontem pela manhã, horas depois da reunião, os movimentos no PMDB indicavam que o partido se prepara para uma batalha. Cabral garantiu a Paes que a impugnação não vinga. Para aliados de Garotinho, o governador quer mostrar à população que tem forças no PMDB, mesmo que perca a chance de lançar Paes depois da convenção. Espera-se um cenário negativo para Cabral e aliados. Os cerca de 60 delegados do PMDB que vão decidir o futuro do partido nas eleições estão divididos em grupos na proporção de um terço para cada cacique: Garotinho, Picciani e Cabral. Mas, com a união dos dois primeiros, o governador fica vencido e será confirmada a chapa DEM/PMDB.

Já Eduardo Paes teria prometido levar para o PMDB pelo menos uma centena de aliados, potenciais nomes captadores de votos em todas as regiões da cidade. Ocorre que Paes foi mal na eleição para governador, quase não elegeu seu deputado estadual, Pedro Paulo, (o qual ficou colado com ele durante toda a campanha quase não entrando, dependendo dos votos conseguidos por Zito), e seu vereador, Luiz Guaraná, também não é nenhuma máquina de votos.

Será que vale Cabral lutar tanto por uma candidatura de Paes?

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